segunda-feira, 17 de junho de 2013

A loja do futuro surgindo no nosso presente

Para meus alunos da Universidade Anhanguera já tinha apresentado o conceito do supermercado do futuro, que vem sendo desenvolvido com o nome de Future Store, e patrocinado por grandes empresas multinacionais como IBM, Intel, SAP, Cisco, Coca-Cola, DHL, Gillete, Henkel, HP, Johnson & Johnson, Kraft, Microsoft, Nestlé, Oracle, Philips, Procter & Gamble, dentre outras.
Embora o vídeo que você verá se clicar no link acima (Future Store) seja de 2008, não havia sinais nos nossos supermercados tupiniquins da adoção de tecnologias tão inovadoras. Mas agora, em maio de 2013, o jornal Folha de São Paulo publicou matéria sobre os caixas sem operador implantados na rede de supermercados Muffato no estado do Paraná. A empresa fornecedora da tecnologia é a RMS, uma organização com mais de 20 anos de experiência na área de software de gestão (ERP) e aplicativos de ponta para o comércio em geral, com operações consolidadas no Brasil, Europa e Africa. A RMS investiu em soluções de frente de caixa – os caixas sem operador - que foram implantados nos supermercados Muffato.

Até outubro do ano passado, nenhuma unidade dos caixas sem operador tinha sido vendido. "Todo mundo falava: 'Isso não é para o Brasil'.", diz Paulo Soares, presidente da RMS. "É o medo do novo."
Cliente utiliza autocaixa em supermercado de Londrina (PR); Grupo Muffato é a primeira rede varejista a implantar o self checkout no Brasil.
“Segundo Everton Muffato, diretor do grupo paranaense, a aceitação foi muito boa. O sistema é utilizado principalmente em pequenas compras e em horários de pico, por clientes que querem escapar das filas.
"Tínhamos a impressão de que pessoas mais sofisticadas usariam. Na verdade, elas não gostam de pôr a mão na mercadoria. Quem usa é quem tem pressa", diz o presidente da RMS.
MONITORAMENTO
Ao usar a tecnologia, importada do Japão, o consumidor está sob a vigilância permanente de uma microcâmera e é obrigado a colocar os itens numa sacola, que está sobre uma balança. O sistema checa se o peso bate com os produtos informados no leitor. Tudo é monitorado à distância por supervisores.
"É tão ou mais seguro que o caixa normal", diz Muffato, que afirma nunca ter registrado casos de furtos no sistema. O pagamento é feito apenas no cartão. "As máquinas com dinheiro nós nem trouxemos. São bem mais caras e têm problema de segurança. Elas viram uma caixa-forte", diz Soares, da RMS.
Para Muffato, o autocaixa representa "uma nova era" no relacionamento do mercado com o cliente, que agora pode fazer toda a compra de forma autônoma.
"Faz muito bem para a imagem", diz Soares. "Você dá mais conforto ao cliente."
Segundo o grupo Muffato, não houve corte de funcionários, que foram transferidos para monitorar o novo sistema. Cada autocaixa custa R$ 50 mil - cerca de 40% a mais que um caixa normal”.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Gerenciamento da Qualidade do Projeto

Quando se fala em gestão da qualidade do projeto, o PMBOK (Project Management Body of Knowledge) em sua quinta edição não difere muito da quarta edição, principalmente do ponto de vista dos conceitos básicos.  Os nomes dos processos são os mesmos, tanto na edição atual como na edição anterior, e são definidos da seguinte forma: 

Planejar a qualidade – Inclui os processos que identificam os requisitos e/ou padrões da qualidade para o projeto e suas entregas e documenta como o projeto demonstrará que está de acordo com os requisitos da qualidade.

Realizar a garantia da qualidade – Inclui os processos de auditoria dos requisitos da qualidade e dos resultados obtidos através das medições de controle da qualidade para se certificar que os padrões da qualidade apropriados e as definições operacionais estão sendo usadas.

Realizar o controle da qualidade – Inclui os processos de monitoramento e registro dos resultados de execução das atividades da qualidade para avaliar o desempenho e recomendar as mudanças que se façam necessárias.

Olhando mais de perto, verificando em cada um desses processos suas entradas, ferramentas & técnicas, e saídas, é possível notar que há algumas diferenças. Nesse post vamos mencionar os processos do gerenciamento da qualidade do projeto conforme são descritos na quinta edição do PMBOK.

Na busca pelo alcance da compatibilidade com a ISO (International Organization for Standardization), a moderna gestão da qualidade procura minimizar as variações e entregar resultados que atendam requisitos previamente definidos. Esta abordagem reconhece a importância de:
Satisfação do cliente: Entender, avaliar, definir e gerenciar os requisitos para que as expectativas dos clientes sejam alcançadas. Isto requer uma combinação de conformidade dos requisitos (para se certificar que o projeto produz aquilo que foi criado para produzir) e adequação ao uso (significando que o produto ou serviço necessita satisfazer às necessidades reais).

Prevenção ao invés de inspeção: Determina que a qualidade deve ser planejada, projetada e incorporada – em vez de inspecionada. O custo de prevenir os erros geralmente é muito menor do que o custo de corrigi-los quando são encontrados pela inspeção.
Melhoria contínua: O ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act), que em português significa planejar-fazer-verificar-agir, é a base para a melhoria da qualidade. Além disso, as iniciativas de melhoria da qualidade empreendidas pela organização executora, tais como TQM (Total Quality Management, ou Gestão da Qualidade Total) e Seis Sigma devem aprimorar a qualidade do gerenciamento do projeto e também a qualidade do produto do projeto.

Responsabilidade da gerência: O sucesso exige a participação de todos os membros da equipe do projeto, mas continua sendo a responsabilidade da gerência fornecer os recursos necessários ao êxito.
Custo da qualidade (Cost of Quality – COQ): Refere-se ao custo total de todos os esforços relativos à qualidade durante todo o ciclo de vida do projeto. As decisões do projeto podem impactar os custos operacionais da qualidade como resultado de devoluções de produtos, reclamações de garantia e campanhas de recall. Portanto, devido à natureza temporária do projeto, a organização patrocinadora pode optar por investir na melhoria da qualidade dos produtos, principalmente na avaliação e prevenção de defeitos para reduzir o custo externo da qualidade.

A figura 1, acima, ilustra a visão geral dos processos de gerenciamento da qualidade do projeto.

Planejar a Qualidade inclui:
1.       Entradas

1.1   Plano de gerenciamento do projeto

1.2   Registro dos stakeholders

1.3   Registro de riscos

1.4   Documentação de requisitos

1.5   Fatores ambientais da empresa

1.6   Ativos de processos organizacionais

2.       Ferramentas e Técnicas

2.1   Análise de custo-benefício

2.2   Custo da qualidade

2.3   As sete ferramentas básicas da qualidade

2.4   Benchmarking

2.5   Projetos de experimentos

2.6   Amostragem estatística

2.7   Ferramentas adicionais de planejamento da qualidade

2.8   Reuniões

3.       Saídas

3.1   Plano de gerenciamento da qualidade

3.2   Plano de melhoria de processos

3.3   Métricas da qualidade

3.4   Listas de verificação da qualidade

3.5   Atualização dos documentos do projeto

Realizar a Garantia da Qualidade inclui:
1.       Entradas

1.1   Plano de gerenciamento da qualidade

1.2   Plano de melhoria de processos

1.3   Métricas da qualidade

1.4   Medições do controle da qualidade

1.5   Documentos do projeto

2.       Ferramentas e Técnicas

2.1   Ferramentas e técnicas de planejar a qualidade e realizar o controle da qualidade

2.2   Auditorias da qualidade

2.3   Análise de processos

3.       Saídas

3.1   Solicitação de mudanças

3.2   Atualizações no plano de gerenciamento do projeto

3.3   Atualizações dos documentos do projeto

3.4   Atualizações dos ativos de processos organizacionais
 

Realizar o Controle da Qualidade inclui:
1.       Entradas

1.1   Plano de gerenciamento do projeto

1.2   Métricas da qualidade

1.3   Listas de verificação da qualidade

1.4   Medições de desempenho do trabalho

1.5   Solicitações de mudanças aprovadas

1.6   Entregas

1.7   Documentos do projeto

1.8   Ativos de processos organizacionais

2.       Ferramentas e Técnicas

2.1   As sete ferramentas básicas da qualidade

2.2   Amostragem estatística

2.3   Inspeção

2.4   Revisão das solicitações de mudanças aprovadas

3.       Saídas

3.1   Medições do controle de qualidade

3.2   Mudanças validadas

3.3   Entregas validadas

3.4   Informações do desempenho do trabalho

3.5   Solicitação de mudanças

3.6   Atualizações do plano de gerenciamento do projeto

3.7   Atualizações dos documentos do projeto

3.8   Atualizações dos ativos de processos organizacionais

A figura 2, acima, mostra os relacionamentos fundamentais da Qualidade Assegurada e do Controle da Qualidade com os modelos IPECC, PDCA, Custo da Qualidade e os grupos de processos do gerenciamento de projetos.
(IPECC: Initiating-Planning-Execution-Control-Closing, que em português significa Iniciação-Planejamento-Execução-Controle-Encerramento).

Fonte: PMBOK 5ª. edição e PMBOK 4ª. edição
 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Voices on Project Management - Construa Patrocínios, Incremente o Portfolio

Nesse interessante post o professor Mario Henrique Trentim aborda o desafio das organizações em visualizar os benefícios reais de seus projetos, tópico que mostra que nem sempre o óbvio é fácil de alcançar. Afinal, para que são feitos os projetos, se não para gerar resultados para as organizações? Bem, essa questão é tratada aqui em Voices on Project Management, publicado no website do PMI (Project Management Institute). Aproveito para agradecer a gentileza do prof. Mario Trentim em permitir a reprodução no blog.

“Voices on Project Management- Construa Patrocínios, Incremente o Portfolio

Todos já estivemos nesta posição. Os gerentes de portfólio fizeram seu trabalho de estabelecer objetivos a longo prazo e uma estratégia clara. Projetos foram selecionados e priorizados. E ainda assim a organização está com dificuldades em compilar os benefícios reais do projeto, ou seja, resultados que criarão valor de negócio e contribuirão nos objetivos estratégicos do projeto. Essa dificuldade recai subseqüentemente sobre o portfólio.

Tal desconexão está freqüentemente associada a um patrocínio fraco, e isso é geralmente o resultado do patrocinador do projeto desconhecer seu papel. Quando isso acontece, ele não está apto a apoiar o projeto de uma forma alinhada ao plano estratégico da empresa. Patrocinadores do projeto são importantes na seleção, categorização, alocação de recursos, monitoramento e comunicação do progresso de um projeto ao alto escalão de uma organização. Por ser um tomador de decisões de alto nível, um patrocinador do projeto efetivo dá ao portfólio mais agilidade e flexibilidade para adaptar e absorver mudanças.

Enquanto possuir o tipo correto de patrocinador não ocorre da noite pro dia, a mudança para isso pode acontecer desde já. Para tal, os gerentes de nível executivo (muitos dos quais podem ser patrocinadores) devem:

·         Fazer do planejamento estratégico um processo continuo e dinâmico

·         Apontar e designar um patrocinador responsável por cada objetivo de negócio

·         Prover mentoring e coaching aos patrocinadores, além de treinamento em gerenciamento de projeto e de portfólio

Gerentes de projeto podem também auxiliar melhor no suporte a patrocinadores através de uma comunicação na mesma língua. Gerentes de projeto devem traduzir questões técnicas (como escopo e entrega) em resultados de negócio tangíveis (como retorno sobre investimento, lucro, rendimento e custo) aos patrocinadores. Desta forma, patrocinadores e gerentes de projeto podem lidar com o ambiente interno (time do projeto e processos) e externo ( estrutura organizacional, estratégia e demandas de marketing).

Você possui um patrocinador do evento forte na sua organização? Na sua experiência, patrocínio efetivo pode incrementar a performance do portfolio?”

Fonte:
Autor: Mario Henrique Trentim, PMP, PMI-RMP
PMP: Project Management Professional
PMI – RMP: Project Management Institute – Risk Management Professional

Notas:
Mentoring: é uma espécie de tutoria na qual os profissionais mais maduros, em nível sênior, compartilham conhecimentos e experiências com profissionais menos experientes. O responsável por conduzir um processo de mentoring é denominado Mentor.

Coaching: é um processo de aceleração de resultados que consiste no desenvolvimento de competências e habilidades para o alcance de resultados planejados. O responsável por conduzir um processo de coaching é denominado Coach ou na tradução literal, Treinador.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Odeio Gente

“O trabalhador não sofre de estafa só por ter trabalhado em excesso – ele se esgota por causa das pessoas”. Essa é uma das frases do capitulo de introdução de Odeio Gente, um livro sobre o relacionamento humano no ambiente de trabalho. A ideia básica dos autores Jonathan Littman e Marc Hershon é que há uma crise na relação entre colaboradores nas organizações que provoca muito stress por causa de certos comportamentos das pessoas, que acaba gerando ineficiência operacional e que atrapalha o alcance dos objetivos. Os autores denominam o bom colaborador, aquele que é talentoso, deseja fazer bem o seu trabalho e ser produtivo, como o Solista. O Solista deve buscar conhecer outros Solistas na organização em que trabalha e formar grupos pequenos de trabalho. Os bons - que seriam os Solistas - devem se juntar para produzir um bom trabalho. Esse grupo de Solistas é chamado pelos autores de Conjunto.

Os autores não acreditam que o trabalho em equipe com grupos grandes, como acontece em muitos projetos, possa funcionar bem e de forma eficiente. “Pense no Solista como um primeiro violino de orquestra. Ele toca os solos da orquestra que foram escritos para seu instrumento, estabelecendo o estilo e o tom para sua seção, e a lidera ao estabelecer padrões elevados de beleza, exatidão e confiabilidade rítmica. Ou seja, o Solista se encaixa sem atrito num grupo, tocando com destreza nesse grupo, ao mesmo tempo em que, muitas vezes, conduz ou acompanha outros participantes. Ao lado disso, quando é momento de se apresentar sozinho, o Solista se supera, levando o Conjunto a novos níveis, enquanto demonstra habilidades e talentos inspiradores”.
Os autores vão ainda mais longe: “O Solista busca um plano mais elevado. Adaptando-se aos tipos de gente que todos odiamos, está mais capacitado a lidar com o festival de pepinos da semana – o boçal vizinho da baia, o cliente insuportável, o chefe enlouquecedor. Os Solistas reconhecem duas classes de pessoas: as que eles odeiam e as que eles conseguem aturar, apreciar e amar”.

Sem a menor cerimônia e com bastante arrogância, os autores definem os seis princípios do Solista, que são os seguintes:
·         Separação do grupo não é rejeição ao grupo;

·         O sucesso nem sempre traz popularidade;

·         A mudança é fácil; o que dói é a expectativa de mudança;

·         O gênio não bate relógio de ponto;

·         Eu tenho importância.

Bem, acho que já deu para perceber onde os senhores Littman e Hershon desejam chegar, criando uma categoria especial de pessoas superiores. Exagero ou não, os autores acreditam que os tais Solistas são muito importantes para todos os tipos de organização, uma vez que são eles que fazem a diferença. 
A ideia do Solista trabalhando com seu Conjunto, encontrando o seu equilíbrio e as pessoas que fazem o trabalho valer a pena, está em contraposição com a imagem do Solista tendo que aturar todas as outras pessoas na organização (os não talentosos, improdutivos, chatos de galocha, e outros adjetivos desqualificadores) que os autores afirmam que o Solista odeia. E parece que, segundo os senhores Littman e Hershon, as organizações estão cheias desse "tipo de gente". Esses tais odiados são chamados de “Os Dez Indesejáveis”, gente que os Solistas precisam aprender a identificar e, principalmente, neutralizar. Vamos, a seguir, apresentar as características principais de cada um deles:

O Sinal Fechado – aquele que se mostra contrário a uma ideia promissora e falha no seu julgamento. A pessoa que sempre diz que não podemos fazer certa coisa. O fundador da DEC (Digital Equipment Corporation) que anunciou em 1977 que “não há razão para alguém querer computador em casa”, ou o professor da Universidade de Yale, que preveniu o fundador da Federal Express que “o desenvolvimento de um serviço de entrega expressa não parecia viável”, são exemplos clássicos de pessoas do tipo Sinal Fechado.

O Oportunista – nas palavras dos autores, o Oportunista é aquele cheio de malandragem, que conta uma história para envolver alguém (de preferência um Solista) nos planos dele. “Tem um projeto que precisa que alguém execute; coisa fácil, ele garante; só é preciso ir a algumas reuniões com o cliente. Como você sabe que está lidando com um Oportunista? Ele quer que você assuma o compromisso. Que antecipe o prazo de entrega. Que dobre o conjunto de características. Que ofereça uma extensão dos serviços. E não fornece detalhes. Por quê? Porque tem muitas características em comum com seu primo criminoso, o estelionatário – mas a moeda que usa é o tempo e a produtividade dos outros”.

O Trator – são aqueles indivíduos que no ambiente de trabalho costumam pisotear as pessoas. Muitos se enquadram no grupo considerado como autores de assédio moral no trabalho. Um Trator é alguém que critica agressivamente as ideias de outra pessoa.  Nem sempre é possível minimizar as interações com um Trator, especialmente se ele está em uma posição de chefia. Os Tratores precisam ser enfrentados e, geralmente, as coisas pioram antes de melhorarem.

O Sorridente – são pessoas muito perigosas, devido ao seu comportamento mais sutil.  Muitas vezes quando no local de trabalho um indivíduo se aproximar com um sorriso aberto no rosto, é muito provável que ele traga escondida na manga uma surpresa desagradável. Como o Sorridente sorri praticamente o tempo todo, ninguém imagina o que ele está pensando. Num sorriso autêntico as sobrancelhas e a pele entre a pálpebra e a sobrancelha se abaixam ligeiramente. Se isso não acontecer, muito cuidado: pode ser um sorriso falso.

O Completo Mentiroso – estudos apontam que no ambiente de trabalho as pessoas mentem em relação a resultados, desempenho, conquistas, valores e motivos. Uma das razões pelas quais o local de trabalho cria Completos Mentirosos é a facilidade que oferece à montagem de pequenas mentiras. Alguns exemplos:  “- Eu nunca recebi o e-mail” (mentira, ele recebeu e está negando agora) ou “- Você não recebeu minha mensagem no correio de voz? (mentira, ele nunca enviou tal mensagem). O Completo Mentiroso quer se livrar da responsabilidade. Se as pessoas não se cuidarem para neutralizar os Completos Mentirosos, eles continuarão fazendo seu número de hipocrisia até a hora de sair porta afora e desaparecer, sem nunca ter sido responsabilizados.

O Punhal – é traiçoeiro, e seus movimentos são difíceis de prever. Você talvez o julgue um amigo, mas acaba descobrindo que alguma coisa o fez voltar-se contra você. O Punhal pode lhe danificar a imagem, a reputação ou o ego. A lâmina pode ser introduzida sutilmente, ao longo de semanas ou meses, ou enfiada abruptamente, movida por uma súbita raiva ou em reação ao que ele percebeu como uma desfeita. A única certeza é que o ataque é imprevisível. É necessário identificar o Punhal e o que fazer a respeito antes que ele ataque. Um sujeito que fala mal dos outros colegas para você e de você para os outros colegas, na sua ausência, é um Punhal típico.

O Homem-minuto – é aquela pessoa com perguntas intermináveis. Ele é extremamente perigoso, porque pega você antes que você perceba. É um especialista em arrancar fatias cada vez maiores de seu tempo. Tudo que deseja é um minuto de seu tempo. E mais um minuto ... e depois mais um minuto ... e se você não se cuidar, vai acabar sem ter um minuto de sobra para si mesmo.

O Não-sabe-nada – são pessoas que, geralmente, possuem um monte de fatos, de números e de conhecimento obscuro, na maior parte totalmente equivocado. São os fanfarrões do escritório. Sendo mal preparados para distinguir o certo do errado, para filtrar o bom do ruim, no meio da enorme quantidade de informação obtida através da Internet, os Não-sabe-nada acabam recheando suas cabeças de bobagens.

 O Planilha – são os indivíduos fanáticos por regulamentos. Eles corrompem o mundo inteiro com seu sentido exagerado do regulamento, ao mesmo tempo removendo toda a graça e energia de qualquer empreendimento. Um exemplo: “- São aquelas pessoas que controlam cada passo do trabalho até matar você de tédio”.

O Carneiro – o pensamento dos Carneiros é uniforme; eles se movem e resistem do mesmo jeito. Sentem-se cômodos em sua mentalidade de rebanho. O Solista pensa diferente, além de ser, com frequência, seu próprio líder. Todavia, o Solista não pode deixar o Carneiro sumariamente para lá. Se o Solista não se entender bem com os Carneiros, poderá ser pisoteado por eles, em seu esforço de manter suas próprias rotinas. O Carneiro pode até ser capaz de pensar por si mesmo, mas a rotina diária, o trabalho duro do dia-a-dia acabam por derrotá-lo. O Carneiro prefere manter o curso e caminhar por rotas previamente definidas. E, obviamente, os Carneiros não gostam de mudanças.

 Quando procurar identificar os perfis traçados nos Dez Indesejáveis na sua empresa, poderá descobrir que entre as piores ameaças estão os polivalentes – homens e mulheres que combinam dois ou mais arquétipos. Os autores afirmam que a luta contra os Dez Indesejáveis é um trabalho para a vida inteira. À medida que o Solista for subindo na hierarquia da profissão que escolheu, sua habilidade em confrontar os arquétipos o ajudará a reduzir a contrariedade e aumentar as oportunidades de se tornar uma pessoa mais independente e criativa – “a essência da filosofia de Ódio às Pessoas”. O livro sugere e recomenda várias técnicas para lidar com os Dez Indesejáveis e talvez, essa seja uma boa razão para a sua leitura.

Referência: LITTMAN J. e HERSHON M. Odeio Gente! Rio de Janeiro: Best Seller, 2012.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Enalta: A única brasileira entre as 50 empresas mais inovadoras do mundo

“A tecnologia desenvolvida para monitorar a colheita e o transporte de cana-de-açúcar, com o objetivo de evitar o desperdício e aumentar a performance da produção, fez com que a empresa Enalta, de São Carlos (SP), fosse escolhida como a companhia mais inovadora da América do Sul em 2013, segundo a revista norte-americana Fast Company. A publicação tecnológica leva em conta fatores como velocidade da evolução, aprimoramento constante e ambição da proposta, para eleger anualmente as 50 empresas mais inovadoras.
O ranking da publicação foi divulgado na última semana (no mês de fevereiro de 2013). A lista com as dez empresas mais inovadoras do continente inclui também a empresa de mercado eletrônico e leilões Mercado Libre, fundada na Argentina e que opera em 12 países latinos, incluindo o Brasil, a rede brasileira de produtos esportivos Netshoes, e a GraalBio, também envolvida com o mercado de etanol.
A Enalta Inovações Tecnológicas aparece em primeiro lugar no ranking e é definida pela publicação norte-americana como importante para reduzir os riscos que possam aparecer no setor. “Isso é um grande negócio neste país, onde a cana, usada para criar o etanol, é uma parte importante da economia local”, descreveu a revista.

 
Para o diretor e um dos fundadores da empresa, Cléber Manzoni, a importância dos softwares e hardwares desenvolvidos pela Enalta está no aumento da performance produtiva para o investidor do setor. “As usinas terceirizam a colheita e o transporte da cana-de-açúcar e os programas ajudam no acompanhamento da produção, sendo impossível burlar”, disse.
O orçamento previsto pelos diretores da empresa para 2013 é de R$ 16 milhões, com estimativa de atingir os R$ 25 milhões em 2014.
Como funciona
Os produtos da Enalta podem estar acoplados em tratores, colheitadeiras e caminhões, que registram e transmitem as informações por sistemas de ondas rádio e GPS. Com os programas, é possível saber a quantidade de cana-de-açúcar que foi colhida, por quem, em que fazenda e em qual período de tempo. “Eles automatizam os boletins preenchidos à mão de antigamente, sujeitos à falha”, comparou.

Além de colaborar nos problemas de gestão, a empresa desenvolve também sistemas para segurança de trabalho e melhor desempenho de transporte. Hardwares com GPS mapeiam as rotas em estradas e rodovias para avisar sobre pontos críticos e declínios acentuados, recomendando que o motorista reduza a velocidade.
“Ao frear mais, os caminhões consomem mais diesel, mas os produtores não vêm problema nisso porque o número de acidentes cai bastante”, afirmou Manzoni. Segundo ele, uma transportadora de Sertãozinho (SP) chegou até a reduzir os acidentes.
Histórico
Criada em 1999, dentro de um incubadora do Parque Tecnológico de São Carlos (ParqTec), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Enalta começou com capital de R$ 5 mil e fechou o ano passado com faturamento de R$ 12,2 milhões, segundo a direção da empresa.


Para Manzoni, a garantia do orçamento em um setor instável como o de cana-de-açúcar só é possível com reserva de caixa e oferecimento de serviços para outros setores. “No período da entressafra, por exemplo, procuramos clientes do setor de papel e celulose para termos algumas gordurinhas”, afirmou. A empresa exporta também para a Colômbia e Peru”.
Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2013/02/tecnologia-em-producao-de-cana-faz-empresa-de-sao-carlos-liderar-ranking.html

Muitos alunos me perguntam sobre temas para os seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) e, sem dúvida, a Enalta é uma ótima fonte de referência para um texto sobre inovação, melhoria de processos ou mesmo sobre o gerenciamento de projetos. A empresa, sediada em São Carlos/SP, é um exemplo da tecnologia inovadora melhorando os processos produtivos, gerando benefícios reais para as empresas e as pessoas. Para conhecer mais sobre a Enalta, acesse:  http://www.enalta.com/home

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Provavelmente, não vou contratar você!

Este post traz a tradução de um artigo publicado na edição americana do jornal The New York Times, de 10 de maio de 2013, com o seguinte título: “Sorry, College Grads, I Probably Won't Hire You” (Sinto muito, graduado, provavelmente não vou contratar você). O autor é o Sr. McDonald, presidente da empresa PubMatic, da área de comunicação e marketing interativo. A visão do Sr. McDonald é compartilhada por muitos empresários e serve de alerta para muitos estudantes e profissionais com curso superior.
“Caros graduados:
O próximo mês vai ser emocionante quando vocês atravessarem este grande marco na sua educação. Aproveitem a pompa e circunstância, os parabéns, e as festas. Mas, quando tudo isso acabar e vocês estiverem prontos para sair pelo mundo, vocês provavelmente gostariam de me conhecer e de outros como eu. Sou o seu próximo patrão potencial dos seus sonhos. Dirijo uma empresa bacana que cresce rapidamente na área digital, onde o trabalho é interessante e gratificante. Mas tenho que ser honesto e dar uma má notícia: provavelmente não vou contratá-los.
Isso não é porque eu não tenha vagas que não precisem ser preenchidas. Pelo contrário, estou constantemente à procura de novos colaboradores talentosos, e se alguém com as habilidades certas entrar no meu escritório, ele ou ela provavelmente não sairá de lá sem uma oferta de emprego muito atraente. O problema é que as habilidades certas são muito difíceis de encontrar. E eu sinto muito dizer isso, queridos graduados, mas provavelmente vocês não têm essas habilidades.

Em parte, isso não é culpa sua. Se você cresceu e frequentou uma escola nos Estados Unidos, foi educado em um sistema que tem oito vezes mais times de futebol do que classes avançadas sobre ciência da computação. As coisas são um pouco melhores nas universidades.
De acordo com um relatório recente, na próxima década as faculdades americanas formarão 40.000 graduados com diploma de bacharel em ciência da computação, apesar da economia dos Estados Unidos estar programada para criar 120 mil postos de trabalho que exigem essa formação. Vocês não precisam ser grandes matemáticos para fazer as contas: o número de postos de trabalho é três vezes superior ao número de pessoas qualificadas que teremos para preenchê-los.

É hora de começar a resolver esta crise. Os Estados (= os Governos Estaduais) devem fornecer recursos adicionais para treinar e contratar professores de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, bem como aumentar o acesso para alunos do ensino fundamental e do ensino médio à tecnologia - de hardware e software - mais recente.
As empresas, particularmente aquelas que como a minha dependem fortemente de tecnologia da informação, precisam se juntar a esse esforço, patrocinando programas que ajudem as escolas a treinar melhor seus estudantes para o trabalho em uma indústria exigente. Mas, há mais uma peça do quebra-cabeça que está faltando, e é a única sobre a qual vocês têm mais controle: vocês mesmo. Eu percebo que vocês já estão envolvidos com muitas coisas, e que as pressões para encontrar um emprego remunerado são imensas. Mas prestem atenção a uma coisa, porque seu futuro pode muito bem depender dela: Se você quiser sobreviver nesta economia, você deve aprender o código e falar a linguagem dos computadores. Isso não quer dizer que vocês precisem se tornar programadores geniais, do tipo que invade os computadores da NASA para se divertir. A codificação nesse altíssimo nível é uma habilidade muito particular e rara, que a maioria de nós, inclusive eu mesmo, não possue, assim como nós não possuímos a capacidade atlética para jogar no time de basquete do New York Knicks. O que nós não especialistas possuímos é a capacidade de saber o suficiente sobre como esses sistemas de informação funcionam, que nos permite discutir sobre eles com outras pessoas. Veja este exemplo: Suponha que você está sentado em uma reunião com os clientes, e alguém lhe pergunta quanto tempo irá demorar o desenvolvimento de determinado projeto digital. A menos que você compreenda os fundamentos do que os engenheiros e programadores fazem, a menos que você esteja bastante familiarizado com os princípios e as maquinações da codificação para saber como o back-end do negócio funciona, qualquer resposta que você dê será uma suposição e, portanto, provavelmente estará errada. Mesmo que o seu emprego dos sonhos seja na área de marketing ou vendas, ou outro departamento aparentemente não relacionado à programação, eu não irei contratá-lo, a menos que você possa entender a forma básica como a minha empresa funciona. E eu não estou sozinho.
Se você quer um emprego em mídia, tecnologia ou áreas afins, transforme o aprendizado da linguagem básica de computador no seu objetivo neste verão. Há uma abundância de serviços, alguns gratuitos e outros cursos a preços acessíveis, que irão ajudá-lo a trilhar por esse caminho. Aprenda o suficiente da gramática e da lógica das linguagens de computador para ser capaz de ver o quadro geral. Familiarize-se com as APIs. Se envolva um pouco com a linguagem de programação Python. Para a maioria dos empregadores, isto já seria mais do que suficiente. Uma vez que você tenha uma certa familiaridade com ao menos duas linguagens de programação, comece a enviar currículos.
Então, parabéns mais uma vez em sua realização e boa sorte para conseguir a sua educação para o mundo real”.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

"Siga-me de perto"

A robótica tem avançado a passos largos nos últmos anos, mostrando que existe agora o que só esperávamos que existisse no futuro. Um exemplo disso é uma espécie de cavalo robô projetado pela empresa Boston Dynamics com recursos da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, cuja sigla é DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) e desenvolvido em parceria com o Laboratório de Combate do Corpo de Fuzileiros Navais do Estados Unidos (MCWL – Marine Corps Warfighting Laboratory) que vamos ver no video abaixo.  O tal cavalo robô é um sistema de apoio chamado de “Four Legged Squad Support System” (Sistema de Apoio de Esquadrão em Quatro Pernas), apelidado de LS3, que pode transportar 400 quilos de carga, seguindo os membros de um esquadrão através de terreno acidendado, interagindo com as tropas, quase da mesma forma que um animal treinado faria com o seu manipulador. Alguns podem estar se perguntando se não seria muito mais barato treinar cavalos ou mulas para desempenhar essa função, mas sabemos que, assim como os humanos, os animais de carne e osso são vulneráveis.

 
 

 
Testes recentes com o LS3 demonstraram novos avanços no controle, estabilidade e manobrabilidade do robõ. Verificou-se que o LS3 consegue colocar corretamente suas pernas em terrenos acidentados, é capaz de tomar decisões para seguir o comando "siga o líder", tem habilidade para se recuperar em caso de queda, tendo ainda capacidade de manobrar em ambientes urbanos e de receber comandos de voz.

No vídeo o manipulador dá apenas dois comandos: “LS3 Power On”, para ligar o robô, e “LS3 Follow Tight“, para ordenar que o robô o siga de perto. A meta do programa LS3 é implantar um robô que irá passar pelo mesmo terreno percorrido por um pelotão sem atrapalhar a missão da equipe. O robô também é projetado para ser capaz de manobrar à noite e para servir como uma fonte móvel de energia auxiliar para o pelotão, sendo capaz de, por exemplo, fazer a recarga de baterias para rádios e dispositivos portáteis durante as patrulhas.

Veja mais vídeos sobre sistemas robóticos avançados em
 http://www.bostondynamics.com/