quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A gestão de integração do projeto e os especialistas


A gestão de integração do projeto é, sem meias palavras, a maneira de integrar todos os processos e atividades envolvidas na definição, combinação, unificação e coordenação dos vários processos dentro do gerenciamento de projetos. A gestão da integração é muito importante para maximizar o desempenho do projeto e alcançar a conclusão bem sucedida em todo o seu ciclo de vida. E, como não poderia deixar de ser, o gerente de projeto é o responsável pela integração do projeto, sendo o sucesso do projeto diretamente dependente da ação desse gestor. Os seis processos do gerenciamento de integração são os seguintes:

Desenvolver o termo de abertura do projeto: é o processo de desenvolvimento do documento que formalmente autoriza um projeto ou uma fase, e a documentação dos requisitos iniciais que satisfaçam as necessidade e expectativas das partes envolvidas e interessadas (stakeholders).

Usa, principalmente, a seguinte ferramenta e técnica: opinião especializada.

Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto: é o processo de documentação das ações necessárias para definir, preparar, integrar e coordenar todos os planos auxiliares.

Usa, principalmente, a seguinte ferramenta e técnica: opinião especializada.

Orientar e gerenciar a execução do projeto: é o processo de realização do trabalho definido  no plano de gerenciamento do projeto para atingir os objetivos do projeto.

Usa as seguintes ferramentas e técnicas: opinião especializada e sistema de informação de gerenciamento de projetos (softwares de gerenciamento de projetos para agendamento, configuração, coleta e distribuição de informações, ou interfaces na Web)

Monitorar e controlar o trabalho do projeto: é o processo de acompanhamento, revisão e regularização do progresso para atender aos objetivos de desempenho definidos no plano de gerenciamento do projeto.

Usa, principalmente, a seguinte ferramenta e técnica: opinião especializada.

Realizar o controle integrado de mudanças: é o processo de revisão de todas as solicitações de mudança, aprovação de mudanças e gerenciamento de mudanças nas entregas, ativos de processos organizacionais, documentos de projeto e plano de gerenciamento do projeto.

Usa as seguintes ferramentas e técnicas: opinião especializada e reuniões de controle de mudanças.

Encerrar o projeto ou fase: é o processo de finalização de todas as atividades de todos os grupos de processos de gerenciamento do projeto e do plano de gerenciamento do projeto.

Usa, principalmente, a seguinte ferramenta e técnica: opinião especializada.

Se você leu esse post até aqui pode notar que a ferramenta/técnica mais usada no gerenciamento de integração do projeto é a opinião especializada. Essa ferramenta atua em diversas frentes, podendo ser aplicada a qualquer detalhe técnico ou gerencial, e vem de diferentes áreas, de dentro e de fora da organização, sendo exemplos comuns de fontes, os seguintes:

·         Consultores externos e internos;

·         Clientes;

·         Patrocinadores do projeto;

·         Associações profissionais e técnicas;

·         Especialistas (técnicos, administrativos e financeiros);

·         PMO (Project Management Office)

 
A opinião especializada é algo que o gerente de projeto precisa lançar mão para auxiliá-lo a desenvolver documentos, como o termo de abertura do projeto, preparar o plano de gerenciamento do projeto, orientar a execução do projeto, monitorar o trabalho em andamento, realizar o controle integrado de mudanças e fazer o encerramento administrativo do projeto.  

Mas, usar consultores e especialistas não encarece o projeto?  Afinal, para que serve o gerente de projetos? Não seria aquele profissional experiente e com as respostas para todas as perguntas? Não, não é bem assim. Por mais experiente e preparado que seja, o gerente de projetos não é um sabe tudo. As pessoas que se acham melhores em tudo o que fazem e pensam que ninguém nunca pode fazer nada melhor que elas são, geralmente, megalomaníacas. No mundo real, as especializações demandam muito esforço, tempo de estudo e prática em uma determinada área do conhecimento. Quanto esforço é necessário para aprender matemática financeira? De quantas horas de vôo um pilôto necessita para tornar-se um mestre da aviação? Por outro lado, aquele cirurgião plástico é excelente, mas não conte com ele para consertar o seu carro. Aquele garoto nerd, que é excelente em programar computadores, tem uma enorme dificuldade em falar em público. E assim por diante.

Nessa aparente salada de frutas de diferentes competências não há nada estranho ou anormal. Afinal, nossas faculdades formam administradores, arquitetos e advogados, bem como todas as demais profissões que o mercado demanda. Não existe um curso superior onde se aprende sobre tudo.

É um fato da vida que os projetos necessitam de especialistas. Há muitas decisões importantes a serem tomadas, envolvendo dinheiro e outros recursos, que – se incorretas e inadequadas – podem levar um projeto ao fracasso.

A Albert Einstein se atribui a seguinte frase: “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará a vida inteira acreditando que é um idiota". É assim que as coisas funcionam, cada macaco no seu galho. Os peixes nos rios e nos mares, nadando como nunca, mas nunca subindo em árvores.

A opinião especializada será uma ferramenta/técnica frequentemente encontrada na maioria dos processos do gerenciamento de projetos em qualquer das suas dez áreas de conhecimento.
 

terça-feira, 23 de julho de 2013

O Papel do Professor na EAD


 “O ensino à distância é caracterizado, basicamente, por sua flexibilidade em torno da proposta de ensino e aprendizagem diante do grande avanço tecnológico, possibilitando uma interação entre professores e alunos, encurtando as distâncias. De acordo com LITWIN (2001), as propostas de Educação à Distância estão se caracterizando pela multiplicidade de recursos pedagógicos objetivando facilitar a construção do conhecimento.

Educar por meios formais e convencionais a todos para satisfazer as múltiplas demandas da sociedade é hoje um compromisso, praticamente, inviável. Desta forma, torna-se necessário estabelecer uma moderna infraestrutura e organização que atenda a explosiva demanda da clientela da sociedade industrial, e a EAD surge como alternativa viável (ARETIO - 1994 & LITWIN - 2001).

Para Keegan (1983: p. 13) “Em EAD quem ensina é uma instituição”. Diante desta afirmação, o papel e as tarefas do docente em EAD serão diferentes das do ensino convencional, pois o “uso mais intenso dos meios de comunicação e informação torna o ensino mais complexo e exige a segmentação do ato de ensinar em múltiplas tarefas, sendo esta segmentação a característica principal do ensino à distância”.

Nesta segmentação as funções docentes vão se separar, fazendo parte de um planejamento dividido no tempo e no espaço: ... Os alunos estão passando a receber atividades de tutoria à distância, geralmente individual, através de vários meios de comunicação.

Certamente, os professores desta modalidade de ensino desempenham papéis diferentes quando comparados aos dos professores do ensino presencial, possibilitando assim um estudo pertinente e importante para a educação.

Partindo de análises e leituras a respeito dos papéis que os professores em cursos de EAD podem desempenhar, foram identificados os de: professor formador, realizador de cursos, pesquisador, tutor, tecnólogo educacional, professor recurso e monitor permitindo perceber a existência de uma complexidade de funções.

Diante do quadro apresentado, podemos perceber um novo papel para este professor, que antes era o “formador”, o “mestre” e agora, diante das novas tecnologias, surge o “pesquisador”, o “parceiro”, que poderá estar contribuindo com este aluno, no estudo presencial e a distância.

 

ENSINAR A APRENDER...

...Um novo papel no processo de educação para a cidadania:

PROFESSOR PRESENCIAL

PROFESSOR DA EAD

* De mestre (que controla a administra as aulas).
* Para parceiro (prestador de serviços quando o aluno sente necessidade ou conceptor – realizador de materiais).
* Só se atualiza em sua área específica;
* Atualização constante, não só de sua disciplina;
* Passar do monólogo sábio de sala de aula;
* Para o diálogo dinâmico dos laboratórios, salas de meios, e-mails, telefone, etc;
* Do monopólio do saber;
* À construção coletiva do conhecimento, através da pesquisa;
* Do isolamento individual;
* Aos trabalhos em equipes interdisciplinares e complexas;
Da autoridade;
* À parceria;
* Formador – orienta o estudo e a aprendizagem, ensina a pesquisa, a processar a informação e a aprender...
* Pesquisador – reflete sobre sua prática pedagógica, orienta e participa da pesquisa de seus alunos...

(Belloni, 2001 p: 83)

Podemos analisar as funções dos professores na modalidade EAD, segundo Belloni em:

  • Professor formador: orienta o estudo e a aprendizagem, sendo correspondente a função pedagógica do professor no ensino presencial;
  • Professor conceptor e realizador de cursos e materiais – prepara os planos de estudo, currículos...;
  • Professor pesquisador: pesquisa e se atualiza em várias disciplinas e metodologias de ensino/aprendizagem, reflete sobre sua prática pedagógica...
  • Professor tutor: orienta o aluno em seus estudos de acordo com as disciplinas de sua responsabilidade, em geral participa das atividades de avaliação;
  • Professor tecnólogo educacional: especialista em novas tecnologias, função nova, é responsável pela organização pedagógica dos conteúdos, adequação aos suportes técnicos a serem utilizados na produção dos materiais, assegurar integração entre a equipe técnica e pedagógica;
  • Professor recurso: esta função poderá ser exercida também pelo tutor, ele assegura uma espécie de “balcão” de respostas a dúvidas com relação aos conteúdos de uma disciplina ou questões relativas à organização dos estudos e das avaliações;
  • Professor monitor: muito importante em certos tipos de EAD, especialmente em ações de educação popular com atividades presenciais de exploração de materiais em grupos de estudo. O monitor coordena e orienta esta exploração, é uma função de caráter mais social que pedagógico, sendo formada uma pessoa da própria comunidade para exercer esta função”.

Fonte: VOIGT, P. da C. G. e LEITE, L. S. “Investigando o Papel do Professor em Cursos de Educação a Distância”. Petrópolis: Universidade Católica de Petrópolis, 2004.

Referências:

ARETIO, Lorenzo Garcia. Educación a distancia. Bases conceptuales. In: Educación a distancia hoy. Madrid: Universidad de Educación a Distância. 1994, p. 11 – 57.

BELLONI, Maria Luiza. Educação à distância. 2ª edição. Campinas, SP: Autores Associados, 2001.

LITWIN, Edith. Educação à Distância – Temas para o debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.

domingo, 7 de julho de 2013

Reuniões Produtivas

Parece estranho falar de algo tão comum quanto uma reunião. Entretanto, reuniões são uma parte importante do gerenciamento de projetos. A experiência mostra que elas nem sempre são bem conduzidas, o que gera reclamações de seus participantes em relação a perda do precioso tempo do projeto. No entanto, uma reunião é um processo incrivelmente simples. Se gerida corretamente, uma reunião pode ser uma ferramenta útil de gestão de projetos.
Existem alguns passos simples que podem ser tomados para garantir que uma reunião seja eficaz. É importante determinar quem deverá estar na reunião, pois não há exigência de que todos os membros da equipe tenham sempre que participar de todas as reuniões do projeto. É importante que a reunião do projeto tenha uma agenda e que essa agenda seja seguida. Toda reunião é convocada por um conjunto de razões, e se a discussão se torna vaga, um ou mais pontos que deveriam ser discutidos acabam não o sendo, tendo como consequência o adiamento de decisões e a percepção de perda de tempo dos participantes. É também importante registrar os assuntos discutidos e as ações acordadas em uma ata de reunião. Cada ação deve ter um responsável por sua execução e uma data para sua conclusão. Isso facilitará o acompanhamento da execução das ações e a atualização do projeto. Além disso, não se deve esquecer que é necessário que a equipe de projeto esteja comprometida com o sucesso do mesmo, e que leve as reuniões com a seriedade necessária, evitando os seguintes comportamentos:
- Chegar atrasado;
- Desviar-se do assunto durante as discussões;
- Não se preparar para a reunião;
- Não ouvir os outros participantes;
- Não participar.

Abaixo destacamos algumas dicas de reuniões produtivas:

·         Planeje as suas reuniões e use sempre uma agenda;

·         Não arrisque a sua eficiência e use sempre uma lista de verificação;

·         Convide apenas as pessoas que são totalmente essenciais para o resultado planejado que você deseja;

·         Lembre-se que, durante as reuniões, se espera total atenção dos participantes. Cabe ao responsável pela reunião – o gerente de projetos – manter as discussões no caminho certo, preciso e objetivo, indo direto ao ponto.
 
 Não deixe as reuniões se transformarem em áreas de desperdício de tempo!

Não importa se você será simplesmente um participante da reunião ou será o organizador da mesma, sempre planeje o que você vai fazer na reunião, e o mais importante, decida o que você quer alcançar com a reunião.
Lista de Verificação de Reunião

Antes da reunião:
Responsável / organizador
- Determinar os objetivos
- Definir os participantes
- Preparar a agenda
- Organizar o local da reunião
- Fazer preparação prévia
Participantes
- Confirmar a presença
- Entender o que é exigido de você (que assuntos deverá debater; que respostas precisará fornecer)
- Decidir o que deseja da reunião
- Fazer preparação prévia

Durante a reunião:
Responsável / organizador
- Ser pontual
- Seguir a agenda
- Manter o controle da reunião
- Fazer as perguntas
- Manter a reunião breve
- Fazer um resumo dos resultados
Participantes
- Ser pontual
- Ouvir
- Participar
- Não fugir do assunto que está sendo discutido
- Fazer perguntas

Depois da reunião:
Responsável / organizador
- Fazer avaliação do seu desempenho
- Acompanhar ativamente todos os itens que requeiram a sua atenção e ação
- Garantir que os outros façam o mesmo
Participantes
- Fazer avaliação do seu desempenho
- Acompanhar ativamente todos os itens que requeiram a sua atenção e ação.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Celular de US$20 da Nokia

Conforme noticiado no site da CNN (em 01 de julho de 2013), com um preço de US$20, o aparelho celular 105 da Nokia está mesmo longe dos modernos e caros smartphones, mas sim – por incrível que pareça – a Nokia ainda lucra com o produto.

O Nokia 105 é, com toda a certeza, um terminal celular básico, que não pode navegar na Internet e, portanto, não acessa lojas de aplicativos. O usuário também não pode tirar uma fotografia com esse aparelho. Mas, por apenas US$20 o usuário pode fazer chamadas e enviar mensagens de texto, o que já é bom para um grupo enorme de pessoas.



O que mais impressionou os analistas é que mesmo com um preço muito baixo, a empresa filandesa ainda consegue lucrar US$5,80 por aparelho vendido, o que significa quase 30% de margem, de acordo com a IHS Analysis. Os custos de fabricação e de matérias primas estariam na casa dos US$14,20.

Margem = (Preço – Custo) / (Preço)
Margem = (20 – 14,20) / 20 = 5,80 / 20 = 0,29
O calculo acima mostra uma margem de 0,29, ou 29% (quase 30%, segundo a IHS Analysis).
 
Quase uma década atrás o telefone celular mais barato da Nokia, o modelo 1110, custava três vezes mais caro que o atual 105. A mudança que tornou possível essa enorme redução de custos foi a integração de todas as funcionalidades do aparelho em um único chip.
Parece que há uma aposta da Nokia nos mercados emergentes como a Africa, India e America Latina. Segundo a matéria da CNN, os telefones celulares básicos (baixo custo) representaram 90% das vendas da Nokia em 2012.
O Nokia 105 oferece:
Tecnologia: GSM dual band (900 / 1800); apenas chamadas de voz e SMS
Antena: Integrada
Tela: 14 polegadas; 128 x 128 pixels; tipo LCD
Radio: FM
Toques: polifônicos; com vibração
Bateria: autonomia de 750 minutos de conversação e 840 minutos de stand-by
Dimensões: 107 x 44,8 x 14,3 milímetros
Peso: 70 gramas
 
 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A mobilidade é importante para as empresas, mas precisa ser implementada corretamente!


O que é essa tal mobilidade para as organizações? Na prática é a possibilidade de um colaborador da empresa poder se comunicar plenamente para desempenhar o seu trabalho não apenas quando está fisicamente nas instalações da empresa. Esse colaborador poderá trabalhar em um hotel localizado em outra cidade, na sala de espera de um cliente, em uma sala de reunião de um fornecedor, no aeroporto, no taxi, em casa e, portanto, de qualquer lugar onde seja possível a conexão de seu dispositivo/ferramenta de trabalho (notebook, smartphone, tablet, ...) com a Internet. 

Em 1999 foi fundada a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades – SOBRATT e segundo esta entidade, o Brasil contava em 2008 com aproximadamente 10 milhões e seiscentos mil teletrabalhadores. Uma pesquisa de 2011 do Instituto Market Analysis mostrou que 23,2% dos trabalhadores do setor privado, trabalhavam remotamente. Há cada vez mais funcionários remotos ou móveis (70% de todos os funcionários nos Estados Unidos; mais de 20 milhões de europeus que trabalham de casa ou estão em constante trânsito) que são usuários diretos das tecnologias que permitem a mobilidade. A empresa de pesquisa IDC previu que mais da metade dos trabalhadores usariam ferramentas corporativas móveis em 2013. Atualmente, mais de 1/3 de todos os trabalhadores na América Latina já usam um celular ou smartphone para realizar atividades de trabalho e duas de cada três empresas já oferecem para mais de 10% de seus funcionários um smartphone ou tablet.

 
A computação móvel – uma tecnologia que permite a mobilidade - é uma tendência e não mostra sinais de desaceleração. As empresas exigem cada vez mais soluções que tornem possível para seus funcionários o acesso contínuo a e-mails, chamadas telefônicas e informações necessárias ao seu trabalho. Mas quais são os reais benefícios da computação móvel? Segundo a empresa HP esses benefícios seriam os seguintes:

Ganho de receita: ter acesso às informações mais atualizadas para tomar – mais rápido - melhores decisões, que podem ser a diferença entre ganhar ou perder um novo cliente ou fechar um bom negócio.
Maior eficiência e produtividade: a computação móvel reduz o nível de faltas e encoraja a equipe a desenvolver melhor capacidade para administrar o tempo e para agir com autonomia.
Vantagem competitiva: aumento da capacidade de comunicação, de tomar decisões e de responder rapidamente à demanda do mercado. Os clientes esperam encontrar e ter respostas cada vez mais rápidas dos profissionais das empresas – mesmo quando estão fora do escritório. A tecnologia móvel oferece flexibilidade às empresas que precisam ser rápidas e estar à frente dos concorrentes.
Economia: É possível eliminar os custos para levar as pessoas ao ambiente de trabalho e, em vez disso, trazer o trabalho até elas – por meio de conferências virtuais e outras ferramentas de comunicação eletrônica. E, como a computação móvel é capaz de aumentar a produtividade, as empresas podem reduzir as horas extras e seus custos relacionados. Para empresas que estão passando por uma fase de rápido crescimento e precisam de mais espaço no escritório, as redes sem fio podem custar menos do que as suas equivalentes com cabos.
Satisfação dos funcionários: É necessário encontrar um saudável equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, num cenário onde o colaborador pode literalmente ser acessado pela empresa em qualquer dia e a qualquer hora. Se isso acontece, então os funcionários ficam satisfeitos. Esse ganho na satisfação se traduz em maior retenção de profissionais, maior produtividade e melhor espírito de equipe.

No entanto, como muitos já perceberam, selecionar e implementar uma solução de mobilidade é algo complexo e apresenta vários desafios e considerações. Escalabilidade, integração, seleção de dispositivo, comunicações sem fio, segurança, ambientes de trabalho e adesão do usuário são apenas algumas das variáveis envolvidas nessa área - e a lista continua. Apesar das grandes recompensas que isso pode trazer, implementar uma solução móvel também pode envolver vários riscos e potenciais armadilhas. Veja alguns erros comuns e dicas para tentar evitá-los, segundo a empresa ClickSoftware:

Negligenciar os usuários em campo: Estes, muitas vezes, que serão, no final das contas, os mais afetados pela solução - são excluídos da equipe responsável por avaliar e gerenciar o projeto de mobilidade.
Dica 1: Ao montar a equipe, inclua uma representação forte do trabalho em campo (não inclua somente os melhores em performance). Inclua representantes que tenham diversas idades, experiências e personalidades, bem como pessoas de diferentes unidades da empresa.
 
Ser o primeiro a experimentar novas tecnologias: É muito fácil cair nessa armadilha de uma grande novidade O fato é que uma boa solução de mobilidade não precisa incluir todas as melhores e mais recentes tecnologias. Ela deve incluir as tecnologias que se adaptam às necessidades do negócio e, portanto, deve ser avaliada com base em requisitos.
Dica 2: Tente evitar ser a primeira referência de uma nova tecnologia ou você pode acabar sendo a última ...

Selecionar o dispositivo móvel errado: Dispositivos móveis afetam o modo como os funcionários usarão o sistema. Por exemplo, PDAs são muito mais portáteis do que laptops e, provavelmente, estarão mais próximos do usuário e constantemente conectados. No entanto, laptops permitem mais usabilidade e mais recursos ao usar aplicativos avançados. Os dispositivos devem ser selecionados criteriosamente e de acordo com três questões importantes: a natureza do ambiente de trabalho, a natureza do negócio e a natureza do software de mobilidade.
Dica 3: Não permita que os executivos de TI imponham a seleção dos dispositivos se esses dispositivos não forem compatíveis com as necessidades da empresa e, o que quer que você faça, não selecione os dispositivos móveis antes de selecionar o software, pois isso pode restringir suas alternativas no futuro ou, ainda pior, pode não ser o ideal para o seu software.

Comprometer a usabilidade: A usabilidade é um aspecto importante para qualquer aplicativo de software, mas, quando se trata de mobilidade, é crucial para o sucesso do projeto, pois usar um dispositivo móvel é diferente de usar um desktop. Os usuários muitas vezes ficam diante de um teclado menor ou de um dispositivo sem teclado, além de uma tela menor, ausência de mouse, conectividade limitada, etc.  Em alguns casos, o ambiente de trabalho será um lugar desconfortável, com sol ou chuva dificultando demais a leitura da tela, entre outras situações similares. Essas são condições hostis para aplicativos móveis, e os usuários não têm piedade. Se o software não está funcionando adequadamente ou se não é simples de usar, eles simplesmente não o usam! Lembre-se de que preencher formulários e fazer relatórios de status e horas de trabalho são essencialmente tarefas de administração vistas como um fardo, o que significa que realizá-las deve levar o mínimo de tempo e esforço.
Dica 4: O que quer que você faça, não comprometa a usabilidade. Essa dica é relevante para selecionar a solução, planejar o projeto e a implementação.

Acomodar-se com uma solução codificada e extremamente personalizada: Todo engenheiro de software sabe que codificar algo significa que você paga menos agora, mas pagará mais no futuro. Vários dos aplicativos móveis antigos (ou aqueles criados internamente) foram desenvolvidos especificamente de acordo com o cliente. Hoje, essas soluções estão sendo substituídas por plataformas muito mais genéricas e flexíveis que permitem às empresas assumir o controle do comportamento do sistema, ajustar quando necessário, modificar os fluxos e, até mesmo, criar novos. No mundo dinâmico de hoje, as organizações devem procurar aplicativos móveis que acompanhem ferramentas de configuração específica, permitindo que a solução cresça e avance junto com a organização. As empresas que não conseguirem entender essa necessidade podem acabar selecionando uma solução personalizada com flexibilidade limitada e, por fim, terão que substituir seu software de mobilidade antes do tempo planejado.
Dica 5: Ao selecionar o software de mobilidade, obtenha uma solução que não apenas inclua um aplicativo para o usuário final, mas que inclua também um conjunto de ferramentas administrativas, ferramentas de configuração e módulos de integração passíveis de manutenção.

Planejar um projeto de mobilidade com apenas uma fase: Por mais básico que isso possa parecer, planejar o projeto de mobilidade para que seja feito em apenas uma fase significa que você não terá uma segunda chance de corrigir o que for preciso, não terá um tempo planejado para avaliar o feedback dos usuários e terá um projeto muito mais arriscado. Pela nossa experiência, projetos com três a quatro fases têm a tendência de obter uma taxa de satisfação superior no final, mesmo se o projeto inteiro levar mais tempo para ser implementado por completo.
Dica 6: Planeje o projeto com algumas fases e atribua uma quantidade suficiente de usuários nas fases iniciais para garantir que você obtenha mais feedback.

Criar um ambiente móvel imprevisível: Um aplicativo de mobilidade se integra a vários sistemas de back-end. Consequentemente, a complexidade de se construir uma solução móvel é sempre alta. Ela deve interagir com o Gerenciamento de Relacionamento com o Cliente (CRM), os Sistemas Integrados de Gestão (ERP), o gerenciamento de peças, a gestão de ativos, o GIS, o RH e muito mais. É muito fácil se perder na floresta de recursos e funções e criar uma fera imprevisível, onde cada recurso se comporta de modo diferente, os fluxos de trabalho não são bem definidos e toda a experiência do usuário é problemática.
Dica 7: Ao integrar tantos recursos em um aplicativo, garanta que haja uniformidade e uma única estrutura, caso contrário, as coisas ficarão muito confusas e problemáticas no final.

Esquecer da visão geral: Algo interessante ocorre ao mudar do processo de avaliação para a implementação. Os cenários, fluxos de trabalho e requisitos estruturados que foram usados para examinar os diferentes fornecedores se transformam em recursos detalhados e itens funcionais a serem implementados pelo fornecedor. É muito fácil se perder nas listas infinitas de recursos. Isso pode resultar em alguns módulos perfeitos que não são adequadamente ajustados para funcionar em conjunto.
Dica 8: Ao testar o aplicativo de mobilidade, não teste somente os recursos e módulos. Teste os fluxos de trabalho e cenários completos, usados com redes sem fio e dispositivos reais, no ambiente de trabalho real.

Deixar a segurança para o final: A segurança é muito importante para os sistemas de mobilidade; ainda assim, para várias organizações, ela é muitas vezes tratada como uma questão secundária. Por algum motivo, após avaliar e investigar todos os aspectos de segurança, acontece o seguinte: o sistema é criado, configurado e testado, tudo em ambientes de teste, uma ou duas semanas antes da data da entrada em operação. Então, alguém tenta instalá-lo nas máquinas de produção e, para sua surpresa, nada funciona. Os sistemas de produção sempre têm uma complexidade adicional relacionada à segurança, escalabilidade, sistemas legados, etc. É ingênuo achar que tudo funcionará perfeitamente.
Dica 9: Ao planejar um projeto de mobilidade, tenha uma etapa específica para criar um ambiente seguro que simulará o ambiente de produção. Haverá mais chances de descobrir e resolver antecipadamente problemas que ocorreriam no último minuto, logo antes da entrada em operação.

 
Fonte: ClickSoftware. “Nove erros comuns que devem ser evitados ao selecionar e implementar uma solução de mobilidade”.     http://www.clicksoftware.com/    

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Uma Mensagem da ISO contra o Desperdício


“A cada ano, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados. Isto é equivalente à produção total da África sub-saariana. "Pense. Coma. Salve.", tema do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano (05/junho/2013), tem como objetivo combater a perda e o desperdício de alimentos no mundo. As normas ISO podem nos ajudar a atingir esse objetivo.

A produção global de alimentos ocupa 25% de toda a terra habitável e é responsável por 70% do consumo de água doce, 80% do desmatamento, e 30% das emissões de gases de efeito estufa, por isso é importante que seja feita da forma mais eficiente possível. A utilização das normas ISO aumenta a eficiência e ajuda a reduzir o desperdício através da harmonização de requisitos e otimização dos processos de produção.

Quais padrões podem ajudar?

Exemplos de padrões que podem ajudar incluem normas de gestão para otimizar os processos, tais como ISO 9001 (qualidade), ISO 14001 (meio ambiente) e ISO 50001 (energia). Além disso, a ISO 14051 para a contabilidade do fluxo de materiais ajuda a empresa a reduzir o desperdício e as emissões, e melhorar o desempenho ambiental.

As normas ISO para a gestão da água também ajudam a economizar recursos preciosos. A futura ISO 14046 irá ajudar as organizações a manter o controle do uso da água. A ISO também está desenvolvendo a norma 16075-1, para incentivar a reutilização de águas residuais na irrigação. Considerando que 70% do consumo de água doce é usada para a produção global de alimentos, isso poderia ter um impacto ambiental significativo.

As normas ISO 14020, ISO 14021, ISO 14024 e ISO 14025, relativas à rotulagem ambiental podem ser utilizados pelas organizações para a comunicação sobre o  impacto ambiental produzido pelas próprias organizações, para que os consumidores possam fazer escolhas mais corretas, sendo melhor informados.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, organizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), é uma oportunidade para aumentar a conscientização sobre o impacto ambiental de nossas escolhas alimentares e capacitar-nos a tomar melhores decisões sendo melhor informadas”.

Só não devemos esquecer que O Dia Mundial do Meio Ambiente – em 05/junho/2013 – foi uma data que chamou a nossa atenção para algo que devemos nos preocupar e ativamente contribuir em todos os dias do ano. Desde ano e dos próximos que virão. As normas orientam e auxiliam, mas são as pessoas em suas casas e nas organização que realmente fazem.

Sobre a origem da sigla ISO

A organização de chama International Organization for Standardization, mas sua sigla não é IOS. Qual o motivo? Como "International Organization for Standardization" teria diferentes siglas em diferentes línguas (IOS em Inglês, OIN em francês para Organisation Internationale de Normalisation), os fundadores da organização decidiram dar-lhe a forma abreviada ISO. ISO é derivado do grego isos, que significa igual. Seja qual for o país, qualquer que seja a linguagem, a forma abreviada é sempre ISO.
Fonte:
http://www.iso.org/iso/home/news_index/news_archive/news.htm?refid=Ref1746

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A loja do futuro surgindo no nosso presente

Para meus alunos da Universidade Anhanguera já tinha apresentado o conceito do supermercado do futuro, que vem sendo desenvolvido com o nome de Future Store, e patrocinado por grandes empresas multinacionais como IBM, Intel, SAP, Cisco, Coca-Cola, DHL, Gillete, Henkel, HP, Johnson & Johnson, Kraft, Microsoft, Nestlé, Oracle, Philips, Procter & Gamble, dentre outras.
Embora o vídeo que você verá se clicar no link acima (Future Store) seja de 2008, não havia sinais nos nossos supermercados tupiniquins da adoção de tecnologias tão inovadoras. Mas agora, em maio de 2013, o jornal Folha de São Paulo publicou matéria sobre os caixas sem operador implantados na rede de supermercados Muffato no estado do Paraná. A empresa fornecedora da tecnologia é a RMS, uma organização com mais de 20 anos de experiência na área de software de gestão (ERP) e aplicativos de ponta para o comércio em geral, com operações consolidadas no Brasil, Europa e Africa. A RMS investiu em soluções de frente de caixa – os caixas sem operador - que foram implantados nos supermercados Muffato.

Até outubro do ano passado, nenhuma unidade dos caixas sem operador tinha sido vendido. "Todo mundo falava: 'Isso não é para o Brasil'.", diz Paulo Soares, presidente da RMS. "É o medo do novo."
Cliente utiliza autocaixa em supermercado de Londrina (PR); Grupo Muffato é a primeira rede varejista a implantar o self checkout no Brasil.
“Segundo Everton Muffato, diretor do grupo paranaense, a aceitação foi muito boa. O sistema é utilizado principalmente em pequenas compras e em horários de pico, por clientes que querem escapar das filas.
"Tínhamos a impressão de que pessoas mais sofisticadas usariam. Na verdade, elas não gostam de pôr a mão na mercadoria. Quem usa é quem tem pressa", diz o presidente da RMS.
MONITORAMENTO
Ao usar a tecnologia, importada do Japão, o consumidor está sob a vigilância permanente de uma microcâmera e é obrigado a colocar os itens numa sacola, que está sobre uma balança. O sistema checa se o peso bate com os produtos informados no leitor. Tudo é monitorado à distância por supervisores.
"É tão ou mais seguro que o caixa normal", diz Muffato, que afirma nunca ter registrado casos de furtos no sistema. O pagamento é feito apenas no cartão. "As máquinas com dinheiro nós nem trouxemos. São bem mais caras e têm problema de segurança. Elas viram uma caixa-forte", diz Soares, da RMS.
Para Muffato, o autocaixa representa "uma nova era" no relacionamento do mercado com o cliente, que agora pode fazer toda a compra de forma autônoma.
"Faz muito bem para a imagem", diz Soares. "Você dá mais conforto ao cliente."
Segundo o grupo Muffato, não houve corte de funcionários, que foram transferidos para monitorar o novo sistema. Cada autocaixa custa R$ 50 mil - cerca de 40% a mais que um caixa normal”.