terça-feira, 26 de abril de 2016

Lição de Casa (Parte 5) - Solução

Vejamos agora a solução para as questões propostas na parte 5.

Questão 5)- A empresa ABC está analisando a viabilidade de um projeto de ampliação de uma de suas linhas de produção. O projeto necessita de um investimento de $1000.000, estando prevista após a sua conclusão uma geração de receitas de $250.000 no primeiro ano e de $420.000 nos dois anos seguintes. Para uma taxa de desconto de 10%, o que podemos afirmar considerando o valor presente líquido (VPL) desse projeto? 

A) O VPL é positivo, e isso torna o projeto atrativo.

B) O VPL é positivo, e isso torna o projeto não atrativo.

C) O VPL é negativo, e isso torna o projeto atrativo.

D) O VPL é negativo, e isso torna o projeto não atrativo.

E) O VPL não deve ser usado como critério de decisão financeira.
 

Solução:

O quadro abaixo mostra os dados do projeto:

Investimento: - $1.000.000 (o sinal negativo indica que o dinheiro saiu ou é um gasto)

Ano 1: + $250.000

Ano 2: + $420.000

Ano 3: + $420.000

O sinal positivo indica que o dinheiro entrou ou é uma receita)

Taxa de desconto: 10% ou 0,1

Para calcular o VPL vamos usar uma planilha Excel, disponível em qualquer computador pessoal.

VPL = (VP do fluxo de caixa) + (valor do investimento inicial)


Considerando que os valores mencionados estão nas células do programa Excel conforme indicado na figura acima, podemos calcular o VP do fluxo de caixa usando a seguinte fórmula: 

VP do fluxo de caixa = VPL(D17;D19:D21) = $889.932,38 

D17 é a célula que contém a taxa de desconto

D19 é a célula que contém o valor de receita do primeiro ano do projeto

D21 é a célula que contém o valor de receita do último ano do projeto 

VPL = $889.932,38 + (-1.000.000) = - $110.067,62.
O valor negativo do VPL mostra que o projeto não é atrativo. A resposta correta da questão é a alternativa D.
 

Questão 6)- O dicionário da EAP é um documento que: 

A) Descreve os termos técnicos contidos no gerenciamento de escopo.

B) Descreve os detalhes de cada componente da EAP.

C) Traduz os termos essenciais da EAP para as equipes globais de projeto.

D) Detalha cada entrega no relatório de lições aprendidas do projeto.

E) Ajuda a traduzir os requisitos funcionais em requisitos técnicos.
 

Solução: 
O dicionário da EAP, segundo o guia PMBOK, é um documento que fornece informações detalhadas sobre entregas, atividades e agendamento de cada componente da estrutura analítica do projeto. Assim sendo, a alternativa B é a que melhor define o dicionário da EAP. 

Questão 7)- O gerente de projeto acabou de apurar os seguintes valores relacionados à análise de valor agregado:

AC: $ 4,000,000
CV: $ -500,000
SPI: 1,12
BAC: $ 9,650,000

Qual é o EV (“earned value”) desse projeto? 

A) $3.000.000

B) $3.500.000

C) $4.480.000

D) $5.650.000

E) $6.000.000
Solução:
Para solucionar esse problema, devemos considerar as equações que descrevem o valor agregado. Assim, temos:
SV = EV – PV
CV = EV – AC
SPI = EV / PV
CPI = EV / AC
Onde:
EV é o valor agregado ou “earned value”
PV é o valor planejado (planned value)
AC é o valor real (actual cost)
SV é a variação de cronograma (schedule variance)
CV é a variação de custo (cost variance)
SPI é o índice de desempenho de cronograma (schedule performance índex)
CPI é o índice de desempenho de custo (cost performance índex)
Pelos dados disponíveis na questão, podemos usar a fórmula CV = EV – AC
Isso nos leva a escrever: EV = CV + AC
EV = -500.000 + 4.000.000 = 3.500.000
Portanto a alternativa B é a correta. 

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades?

Onde está o gerente do projeto? Que apito ele toca? O que o gerente de projetos faz? Parece óbvio, mas não é! Eu recebo um monte de perguntas de alunos, questionando o seguinte: - Professor, eu sou pintor. Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades? - Professor, eu sou programador. Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades? - Professor, eu sou instalador de máquinas. Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades? - Professor, eu sou inspetor de qualidade? Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades? - Professor, eu sou um encanador. Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades? - Professor, eu sou engenheiro civil, especialista em calculo estrutural. Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades? E vai por aí. Todos que fazem essa pergunta, lá no fundo, sabem que não podem fazer um TCC sobre manutenção de automóveis, se o MBA é sobre culinária! O MBA de que estamos falando é sobre gestão de projetos. E, eu também percebi que em todos esses anos eu nunca recebi uma pergunta como a seguinte: - Professor, eu trabalho na coordenação de projetos. Como posso fazer um TCC usando minhas habilidades? A resposta para essa última pergunta seria bastante óbvia. Mas, como eu disse antes, ninguém nunca me fez tal pergunta.
 

Procure quem faz e quem não faz! O que acontece quando você não sabe se é a torre, o cavalo, a rainha ou o peão.  Como se deve seguir em frente quando você se sente como parte do próprio tabuleiro. Que regras devemos seguir quando o campo de jogo e o próprio jogo parecem ser a mesma coisa? Você lidera, é charmoso e inspira as pessoas. Consegue influenciar e convencer. Você se sente o máximo! Mas haverá momentos em que precisará dirigir, dar ordens, ser muito mais enérgico. Aí, você se sentirá o próprio sargento.  Nesse jogo o gerente de projetos  está muito mais para o treinador do que para o jogador. O gerente de projetos não marca os gols do jogo,  mas coordena a defesa e orienta o ataque.  O gerente de projetos não joga, mas escala os jogadores. O gerente de projetos não faz a medição, não pinta a parede, não assenta os tijolos, não faz o projeto civil, não instala a máquina, não escreve o código do programa, não faz o detalhamento de cada peça que será fabricada, e tantas outras coisas de quem tem a responsabilidade de executar.  Identifique quem planeja, quem escolhe a equipe e quem diz o que precisa ser feito. O gerente de projetos planeja e se certifica que a equipe faça o trabalho.  Nesse jogo, competir é disputar o jogo, lutando em cada bola dividida com vontade de ganhar, mesmo sabendo que não há garantia de vitória. O gerente de projetos trabalha do jeito que pode e deve trabalhar. O gerente de projetos faz isso exercendo o seu papel! O TCC do curso MBA em Gestão de Projetos deve ser sobre o trabalho do gerente de projetos. Nesse jogo em que a vitória é da equipe, a única certeza é que sempre se aprende. Nunca pare de aprender, a vida nunca para de ensinar.

sábado, 16 de abril de 2016

Lição de Casa (Parte 5)

Tente resolver os exercícios de fixação sobre gerenciamento de projeto. Isso o ajudará a sistematizar seu aprendizado e aprofundar seus conhecimentos. Em breve serão postadas as respostas das questões aqui propostas. Boa sorte!

 
Questão 5)- A empresa ABC está analisando a viabilidade de um projeto de ampliação de uma de suas linhas de produção. O projeto necessita de um investimento de $1000.000, estando prevista após a sua conclusão uma geração de receitas de $250.000 no primeiro ano e de $420.000 nos dois anos seguintes. Para uma taxa de desconto de 10%, o que podemos afirmar considerando o valor presente líquido (VPL) desse projeto? 

A) O VPL é positivo, e isso torna o projeto atrativo.

B) O VPL é positivo, e isso torna o projeto não atrativo.

C) O VPL é negativo, e isso torna o projeto atrativo.

D) O VPL é negativo, e isso torna o projeto não atrativo.

E) O VPL não deve ser usado como critério de decisão financeira.

 

Questão 6)- O dicionário da EAP é um documento que: 

A) Descreve os termos técnicos contidos no gerenciamento de escopo.

B) Descreve os detalhes de cada componente da EAP.

C) Traduz os termos essenciais da EAP para as equipes globais de projeto.

D) Detalha cada entrega no relatório de lições aprendidas do projeto.

E) Ajuda a traduzir os requisitos funcionais em requisitos técnicos.

 

Questão 7)- O gerente de projeto acabou de apurar os seguintes valores relacionados à análise de valor agregado:

AC: $ 4,000,000
CV: $ -500,000
SPI: 1,12
BAC: $ 9,650,000

Qual é o EV (“earned value”) desse projeto? 

A) $3.000.000

B) $3.500.000

C) $4.480.000

D) $5.650.000
 
E) $6.000.000

terça-feira, 5 de abril de 2016

Integrando o 6Sigma ao Gerenciamento de Projetos

O 6Sigma, uma estratégia gerencial criada pela Motorola, tem como objetivo aumentar drasticamente a lucratividade das empresas, por meio da melhoria da qualidade de produtos e processos e do aumento da satisfação de clientes e consumidores.  Essa estratégia se tornou popular em 1997, quando Jack Welch, na época presidente da GE, anunciou o maior faturamento nos 105 anos de história da empresa e um lucro fenomenal. Jack Welch creditou parte dos incríveis resultados ao programa 6Sigma, adotado dois anos antes pela organização.

A declaração de Jack Welch – dando tanta importância a uma abordagem de gestão que privilegia a qualidade e a busca pela excelência - fez lembrar o impacto do Sistema Toyota de Produção, que revolucionou a maneira como as organizações trabalhavam. O Sistema Toyota de Produção teve sua origem nos anos 1950 no Japão e não foi aceito imediatamente por todas as indústrias. Mesmo assim, foi amplamente estudado e ganhou outros nomes como, por exemplo, Gestão da Qualidade Total (TQM, ou Total Quality Management) e Sistema de Manufatura Enxuta (“Lean Manufacturing”). O Sistema Toyota de Produção tornou-se internacionalmente reconhecido apenas em 1990, com um estudo realizado por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) a respeito da indústria automobilística. Na abordagem da TQM (Total Quality Management) os processos de uma organização precisam ser continuamente melhorados e para isso é usado do PDCA. O 6Sigma usa o DMAIC, como veremos a seguir.
                                                 
        
As empresas compartilham o desejo de reduzir custos, reduzir o tempo de ciclo e oferecer um diversificado mix de produtos como forma de aumentar os lucros e a participação de mercado em um ambiente cada vez mais competitivo. Os consumidores (que pagam pelo produto final) querem produtos e serviços mais baratos, prontamente disponíveis e com uma qualidade que satisfaça suas expectativas.

Uma variedade de sistemas – incluindo o próprio TQM (Total Quality Management) e o 6Sigma – têm sido implementados pelas organizações para ajudá-las a guiar seus esforços na criação de novos produtos, reduzindo os custos dos produtos, aumentando a capacidade de manufatura e a capacidade organizacional, ampliando a participação de mercado ou entrando em novos mercados. Tais sistemas confiam a grupos de pessoas a missão de identificar a voz do cliente (interno e externo), levando em consideração as competências organizacionais. Eles também requerem um portfólio de projetos em andamento (ativo e dinâmico) que aponta na direção da criação de receitas ou redução de custos.

Se por um lado, esses sistemas não são implementados na sua forma original por todas as organizações, muitas das ideias principais tem sido adotadas. E então chegamos na parte da estória que mais nos interessa. Afinal de contas, algumas organizações decidiram integrar a metodologia 6Sigma com as ferramentas e processos do gerenciamento de projetos.

Dentro do 6Sigma, o DMAIC utiliza processos estruturados para a resolução de problemas no ambiente de negócios. O 6Sigma usa ferramentas que foram criadas para identificar as causas raiz de defeitos em um processo, para que esses defeitos sejam corrigidos. Com isso, a organização poderá continuamente melhorar, fornecendo aos seus clientes produtos com qualidade consistente, atendendo os clientes no momento certo e com custos bastante razoáveis. O trabalho no 6Sigma é feito por equipes multi disciplinares que executam o projeto. No entanto, essa metodologia não aborda a gestão do projeto, em si.

As ferramentas e técnicas do gerenciamento de projetos focalizam os atributos de um projeto como, por exemplo, o planejamento, a execução, o controle e o encerramento. Existe uma variedade de ferramentas que são usadas durante todo o projeto para gerenciá-lo desde o início até a sua conclusão.

6Sigma e Gerenciamento de Projetos

Com os processos do DMAIC os seguintes passos são dados:

D - Um problema é, em primeiro lugar, definido e quantificado;

M - Dados são coletados para esclarecer e delimitar o problema;

A- Um conjunto de ferramentas analíticas é implantado para rastrear o problema, objetivando descobrir a causa raiz;

I- Descoberta a causa raiz, uma solução para a mesma é definida e implementada;

C- Finalmente, as melhorias obtidas são submetidas a um controle do processo em andamento, para evitar recorrência. 

O 6Sigma inclui uma variedade de técnicas, principalmente a análise de dados estatísticos para a melhoria da qualidade. Além disso, podemos citar o DOE, a FMEA, o diagrama de Ishikawa, o diagrama de fluxo do processo e o Gauge R&R, dentre outras.

Mesmo tendo sua efetividade comprovada, a abordagem DMAIC ainda precisa melhorar alguns aspectos, notadamente no controle dos processos do projeto. Há relatos de profissionais certificados como Black Belt dando conta que vários projetos simplesmente não terminam como, supostamente, deveriam terminar. Alguns dos problemas levantados nesses casos foram os seguintes: falta de suporte da alta direção, recursos insuficientes e falha no entendimento da “voz do cliente” (VOC).

A abordagem DMAIC focaliza os controles necessários para alcançar as melhorias dos processos, não no controle dos processos de gerenciamento do projeto de melhorias.

De acordo com o PMI (Project Management Institute), o gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas, para atender aos requisitos do projeto. Analisar e decompor o trabalho do projeto, desenvolver o cronograma, analisar os riscos, definir o escopo, acompanhar os relatórios de status e controlar os custos, são processos comuns que os gerentes de projeto usam para planejar, executar, monitorar, controlar e encerrar projetos. Esses processos de gerenciamento se aplicam a todos os tipos de projeto.

Como ponto forte do gerenciamento de projetos, podemos destacar o controle formal da mudança, do escopo, do tempo e dos custos. Tais controles são muito importantes para qualquer empresa que trabalhe para ser mais eficiente e competitiva através da melhoria dos seus processos.

Se aproveitar os pontos fortes tanto do gerenciamento de projetos como do 6Sigma, uma organização pode criar um sistema consistente, previsível e controlado para solucionar problemas em seus processos. Essa integração pode começar com o desenvolvimento de um ciclo de vida do projeto. Deve considerar também o uso e o conhecimento estatístico do 6Sigma- para melhor definir o problema e reduzir a chance de errar na sua avaliação. O uso das ferramentas do 6Sigma reduz o viés que influencia a percepção sobre um problema particular e que pode provocar o erro. O conhecimento estatístico possibilita a tomada de decisão baseada em fatos.

As ferramentas do 6Sigma para medição de um problema – Gage R&R, FMEA e as cartas de controle – podem ser úteis na etapa de validação do projeto. Por sua vez, as técnicas de orçamento, cronograma e controle de recursos do gerenciamento de projetos serão igualmente úteis para ajudar o gerente de projetos a tomar decisões e seguir em frente, etapa após etapa do ciclo de vida do projeto.

Um exemplo de ciclo de vida do projeto é mostrado na tabela abaixo. Neste ciclo de vida são mostradas as atividades do DMAIC em cada fase do projeto e os pontos de decisão destacadas na parte inferior de cada coluna.
 
(clique na tabela para ampliar)


Refinamento dos Sistemas de Projeto

As organizações continuam procurando formas de melhorar os seus processos, cortar custos e desenvolver novos produtos, em ações que as levem a manter seus mercados, conquistar novos e assim aumentar seus lucros. Como a maior parte dessas coisas é obtida através dos projetos, os chamados sistemas de projeto serão continuamente refinados. Nesse sentido, a integração entre as melhores práticas do gerenciamento de projetos e o 6Sigma é uma escolha natural. Esta abordagem integrada influencia positivamente a criação de diferentes maneiras de conseguir redução de custos, melhoria de processos, implementação mais rápida e desenvolvimento de novos produtos. 

Glossário:

6Sigma – uma estratégia gerencial que tem como objetivo aumentar drasticamente a lucratividade das empresas, por meio da melhoria da qualidade de produtos e processos e do aumento da satisfação de clientes e consumidores. 

Black Belt – é um profissional com sólida formação nas técnicas da metodologia 6Sigma para aplicá-las em projetos mais complexos de melhoria.

Cartas de controle – criadas como parte do CEP (Controle Estatístico de Processos) - são usadas quando se deseja verificar a variabilidade de um processo. Uma carta de controle é um gráfico usado para acompanhamento, com uma linha central que representa a média do processo, tendo de um lado a linha de limite superior de controle (LSC) e de outro a linha de limite inferior de controle (LIC), todas determinadas estatisticamente.

DMAIC – Define, Measure, Analyse, Improve e Control (definer, medir, analisar, melhorar e controlar).

Diagrama de fluxo do processo – ou fluxograma, é um diagrama que mostra as etapas de um processo ou de uma atividade, sendo muito útil na investigação de falhas ou na preparação de propostas de melhorias.

Diagrama de Ishikawa – também chamado de diagrama causa e efeito, é uma importante ferramenta da qualidade que tem a forma de uma espinha de peixe, e representa as relações entre um efeito (o mesmo que problema) e suas causas.

Diagrama de Pareto - considera que 80% dos problemas são decorrentes de apenas 20% das causas, sendo, portanto, uma ferramenta de priorização. Usando o diagrama de Pareto podemos mostrar a importância de todas as causas de um problema e identificar aquelas que são mais importantes, tendo assim um critério para estabelecer prioridades.

DOE – Delineamento de Experimento (“Design of Experiment”), é uma técnica utilizada para se planejar experimentos, ou seja, para definir quais dados, em que quantidade e em que condições devem ser coletados durante um determinado experimento, buscando, basicamente, satisfazer dois grandes objetivos: a maior precisão estatística possível na resposta e o menor custo.

“Earned Value Management” (EVM) – O gerenciamento do valor agregado é uma metodologia utilizada para integrar escopo, cronograma e recursos em gerência de projetos, que consiste em medir objetivamente o desempenho e o progresso do projeto comparando custos (real e planejado) e valor agregado. O EVM consiste na comparação de três curvas de desempenho: Valor Planejado (PV, Planned Value), Valor Agregado (EV, Earned Value) e Custo Real (AC, Actual Cost).

FMEA – Failure Mode and Effect Analysis, é uma ferramenta usada para aumentar a confiabilidade de um certo produto durante a fase de projeto ou processo. A ferramenta consiste basicamente em sistematizar um grupo de atividades para detectar possíveis falhas e avaliar os efeitos das mesmas para o projeto/processo. A partir dessas possíveis falhas, identificam-se ações a serem tomadas para eliminar ou reduzir a probabilidade de que as mesmas ocorram.

Gauge R&R – significa medidor para repetibilidade e reprodutibilidade, que é uma ferramenta estatística que mede a quantidade de variação no sistema de medição considerando tanto o dispositivo de medição, as pessoas que fazem a medição e o método de medição.

Master Black Belt – É um profissional altamente qualificado, com certificação Black Belt, ótimo relacionamento e reconhecimento em todos os níveis da organização, capaz de facilitar trabalhos em equipe, gerenciar mudanças, promover inovações e superar resistências.

Mix de produto - é a mistura de todos os produtos e serviços que uma empresa oferece.
PDCA - O ciclo começa com a fase P (de planejar, em inglês é o verbo Plan), que envolve o exame de um problema que está sendo estudado. Nessa fase se toma a decisão do que fazer (estabelecer os objetivos e processos necessários para alcançar os resultados). Na fase D (de fazer, em inglês é o verbo Do), se implementa o que foi decidido no planejamento. Na fase C (de verificar, em inglês é o verbo Check) se verifica o resultado alcançado, se houve mudança ou melhoria em função do que foi implementado na fase anterior. Finalmente, na fase A (de agir, em inglês é o verbo Act) se toma a decisão sobre a necessidade de mais mudanças ou novas ações de melhoria.

PMI - Project Management Institute, ou Instituto de Gerenciamento de Projetos, com sede em Newton Square, Filadélfia, em Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Tempo de ciclo – é o tempo total entre o Inicio e o término de um produto no processo.

TQM – Total Quality Management, ou Gestão de Qualidade Total.

VOC – Voice of Customer (ou, voz do cliente), é um processo usado para capturar os requisitos, internos e externos, do cliente. São técnicas usadas para tal: pesquisas, entrevistas, grupos de focalização, especificações do cliente, reclamações, dados de garantia e observações.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Nossos Escorpiões e Chipanzés na Internet de cada dia!

Parece que essa turma do mal se aproveita de uma coisa: - A grande maioria prefere ficar nas sombras (curtir, compartilhar e retuitar), numa espécie de “voyer” coletivo. É por isso que posts que começam com “famoso de tal desabafa, se exibe, fala do segredo, flagra, revela, enlouquece fans, aumenta o drama, consegue milagrosamente, ... “, fazem tanto sucesso. O problema é que a lição do tio do homem aranha (sobre os “grandes poderes que são acompanhados de grandes responsabilidades”) parece não valer na Internet, onde as pessoas se sentem como invisíveis e intocáveis. Se eu posso falar o que quiser, mostrar o que quiser, não importa se certo ou errado, não importa se fira o outro, por que devo me preocupar?  Dane-se! O ser humano fofoqueiro, invejoso e que adora ver o outro se dar mal, prefere as manchetes mais sangrentas, com mortes, tragédias e escândalos. Quanta raiva e selvageria!
..........................................................................................
 
O ser humano também adora os sonhos mais loucos, admira o que é impensável ou impossível. Isso vende muito mais jornal e gera muitos “likes”. Sonhar nos mantém com esperança e nos permite rir das nossas próprias desgraças. Se existisse um concurso para duplas de escorpiões e sapos atravessando um rio, não haveria vencedores. Ninguém consegue fugir de sua própria natureza. O escorpião que não ferroa o sapo e assim consegue chegar, em segurança, junto com seu novo amigo, no outro lado da margem do rio, só existe nos contos de fada.  Assim como chipanzés com câimbra morrem, todos os dias, na boca das onças. Os “chipanzés” que sobram, lá no alto de seus galhos, ainda conseguem fazer piada da sorte triste de seus irmãos. E nós, ávidos leitores, consumimos – curtindo, compartilhando e retuitando - dores e sonhos todo o santo dia, sejam verdades ou mentiras, quase como se fossem a mesma coisa.
 
............................................................................................................................
..............................................................................................................................

quarta-feira, 9 de março de 2016

Resolução da Questão 4 sobre o Método do Caminho Crítico

Vamos apresentar nesse post a resolução questão 4, publicada no blog em 10 de fevereiro de 2016, que se refere ao método do caminho crítico.  


Questão 4): Para o diagrama de rede acima, assinale a alternativa que apresente a folga livre da atividade J e a folga livre da atividade K, nessa ordem:

Notação:

PDI: Primeira Data de Início
PDT: Primeira Data de Término
UDI: Ultima Data de Início
UDT: Última Data da Término
 
A)- 0; 0.
B)- 0; 15.
C)- 15; 0.
D)- 15; 15.
E)- 22; 24.  
Solução: Para resolver a questão devemos calcular as datas de início e término de todas as atividades do diagrama de rede. Fazemos isso, em primeiro lugar, seguindo em frente para preencher a parte de cima do diagrama. A atividade X tem PDI igual a zero, com duração 4, e isso nos leva a um PDT de X igual a 4 (=0+4). O PDT de X será igual ao PDI de Y e de J. Vamos seguir o caminho de Y, com duração de 2, resultando em um PDT de Y igual a 6 (=4+2). Se o PDT de Y é igual a 6, esse será o valor do PDI de Z. Como Z tem duração de 6, seu PDT será igual a 12 (=6+6). Seguindo mais um passo, podemos dizer que esse será o PDI de W, que tem duração de 12, levando seu PDT para o valor de 24 (=12+12). 
Bem, agora vamos ver como vai ficar o caminho de J. Já sabemos que o PDI de J é igual a 4. Como a duração de J é 3, seu PDT será igual a 7 (=4+3). Isso faz o PDI de K também igual a 7. Como K te duração de 2, seu PDT será igual a 9. 
Qual deve ser o PDI de T, que é a próxima atividade do diagrama de rede? Ou, em outras palavras, poderíamos perguntar: Seria o PDI de T igual a 24 (= PDT de W) ou igual a 9 (= PDT de K)? Como estamos seguindo em frente, no caminho de ida, devemos escolher o maior valor
Afinal de contas, o PDI é a primeira data de início da atividade, e para iniciar T teremos que esperar que W e K sejam executadas (pois são predecessoras de T). Como o PDT de W é maior, pois levará um tempo maior para ser executada, o PDT de W é o valor que deve ser considerado como PDI de T. Se o PDI de T é igual a 24, tendo essa atividade uma duração de 5, o seu PDT será igual a 29. Finalmente, temos o PDI de V (igual ao PDT de T) igual a 29. Como V tem duração de 10, o seu PDT será igual a 39.
Agora devemos fazer o caminho de volta para calcular a UDT e UDI de cada atividade. Isso começa com o UDT de V, que é igual ao seu PDT, uma vez que V é a última atividade do diagrama de rede. Se o UDT de V é igual a 39, e sua duração 10, o UDI de V é igual a 29 (=39-10). Com isso, temos que a UDT de T é também igual a 29. Como a duração de T é igual a 5, a sua UDI será igual a 24 (=29-5). A UDI de T será igual a UDT das atividades W e K, que são suas predecessoras no diagrama de rede.
Vamos, então, primeiro percorrer o caminho de W. Como a duração de W é 12, a sua UDI será igual a 12 (=24-12). A UDI de W é igual a UDT de Z, portanto, também igual a 12. Como a duração de Z é 6, a sua UDI é igual a 6 (=12-6). Isso nos leva a UDT de Y igual a 6. Se Y tem duração de 2, a sua UDI será igual a 4 (=6-2).
Vejamos agora como fica o caminho através da atividade K. Como a duração de K é 2, a sua UDI será igual a 22 (=24-2). Com isso, temos que a UDT de J é também igual a 22. Se a duração de J é 3, a sua UDI será igual a 19 (=22-3). 
Qual deve ser a UDT de X, que é a atividade que vem antes no diagrama de rede? Ou, em outras palavras, poderíamos perguntar: Seria o UDT de X igual a 4 (= UDI de Y) ou igual a 19 (= UDI de J)? Como estamos no caminho de volta devemos escolher o menor valor. 
Isso nos mostra que o UDT de X é igual a 4. Como a duração de X é igual a 4, o seu UDI será igual a zero (=4-4). Tendo feito isso, teremos todos os valores de PDI, PDT, UDI e UDT das atividades do diagrama de rede, conforme mostrado na figura anterior. O caminho crítico desse diagrama de rede passa pelas atividades X – Y- Z – W – T – V.  
 
A folga livre de J é expressa pela seguinte equação:
Folga livre de J = (PDI de K) – (PDT de J), sendo K a sucessora de J.
Folga livre de J = 7 – 7 = 0
Folga livre de K é expressa pela seguinte equação:
Folga livre de K = (PDI de T) – (PDT de K), sendo T a sucessora de K.
Folga livre de K = 24 – 9 = 15
Isso indica que a alternativa B é a correta.

domingo, 6 de março de 2016

Controle de Projetos com Métricas

Quando olhamos os processos do guia PMBOK, verificamos que são subdivididos em cinco grandes grupos; a saber: iniciação, planejamento, execução, monitoração e controle, e encerramento. Isso mesmo, a monitoração e o controle aparecem como um único grupo apenas. E se o grupo de monitoração e controle fosse subdividido e detalhado ainda mais? Essa foi exatamente a ideia de Eduardo Militão Elias, expressa em seu livro “Controle de Projetos com Métricas: Não deixe que seu projeto vire uma melancia atômica”. Certamente a intenção do autor, ao detalhar ainda mais esse grupo de processos, foi contribuir para a melhoria do trabalho do gerente de projetos. E nesse sentido, o autor afirma que “a separação de Monitoramento e Controle, por exemplo, permitirá analisarmos não só a interação entre eles, como também a interação deles com as demais áreas de conhecimento, ampliando nossas possibilidades de criação e aplicação de ferramentas e boas práticas”.

O autor sugere uma redistribuição e inclusão de novos processos, como os que estão apresentados na tabela abaixo.
Redistribuição e inclusão de novos processos (Fonte: Elias, 2014, p. 14)

Minha suspeita é que a proposição de Eduardo M. Elias teve como fonte de inspiração os diferentes significados do monitoramento e do controle, que no livro são ilustrados na figura abaixo.
Significados definidos e objetivos diferentes (Fonte: Elias, 2014, p. 15)

O monitoramento “observa os desvios        “, enquanto o controle “atua para recuperar as métricas”. O monitoramento ”observa o previsto e o realizado”, enquanto o controle “tem atuação sobre qualquer um dos dois”. O monitoramento “analisa a conformidade entre o planejado e o executado”, enquanto o controle atua “corrigindo ora o planejamento e ora a execução, equilibrando, assim, os parâmetros entre o previsto e o realizado”.

Mas não é só isso. A obra ressalta a importância de analisar um projeto, tanto do ponto vista quantitativo, como do qualitativo. “Quando falamos de resultados, tratamos de parâmetros mensuráveis – por exemplo, quanto um projeto está atrasado ou quanto as pessoas estão produzindo. As respostas, por sua vez, preocupam-se em identificar o porquê de o projeto estar atrasado e o porquê de as pessoas não estarem produzindo”. Em outras palavras, a análise quantitativa apresenta o que acontece no projeto através de números e usa para isso diferentes indicadores. Por sua vez, a análise qualitativa complementa essa informação, explicando o porquê das coisas, tentando conectar os números com as situações e influências do cenário do projeto.

Esse é um livro que deve entrar na sua lista de referências bibliográficas sobre gerenciamento de projetos e, certamente, irá ajudá-lo a aprofundar sua compreensão sobre o assunto. Para saber o que seriam as tais “melancias atômicas” recomendo a leitura do livro.

Fonte: ELIAS, Eduardo Militão. “Controle de Projetos com Métricas: Não deixe que seu projeto vire uma melancia atômica”. Rio de Janeiro: Brasport, 2014.