quinta-feira, 6 de março de 2014

PM Story: Não Deixe de Conhecer

Essa é uma iniciativa interessante que eu vi, gostei e decidi divulgar neste blog.  Como está explicado no website da PM STORY, “a PM Story conta a história da Fabig, uma gerente de projetos que se vê na situação de entregar um projeto desafiador em apenas 6 meses. O objetivo da PM Story é mostrar através de uma história simples de ficção como deve ser a dinâmica de um projeto desde sua iniciação até o encerramento. Muitos gerentes de projetos hoje em dia desconhecem como é possível gerenciar um projeto de maneira simples e prática”.
 
 
Fonte: Fabiana Bigão Silva é sócia-proprietária da D&B Consultoria e criadora da PM Story. Ela é doutoranda em Ciência da Informação (UFMG), Bacharel e Mestre em Ciência da Computação (UFMG), Project Management Professional (PMP) e certificada como implementadora MPS.BR, equivalente ao CMMI.
Fabiana é professora da Fundação Dom Cabral (FDC) em programas de especialização e aperfeiçoamento, professora do IBMEC nos MBAs de Gerenciamento de Projetos, cursos de curta duração e de aperfeiçoamento, professora do IEC – Instituto de Educação Continuada da PUC Minas – na pós-graduação de Gerenciamento de Projetos, e professora da pós-graduação em Gerenciamento de Projetos de Software do Instituto de Gestão em Tecnologia da Informação (IGTI). Também atuou em coordenações de MBAs em Gerenciamento de Projetos.

domingo, 2 de março de 2014

Dez coisas de tecnologia que você não sabia uma semana atrás!

Aqui algumas coisas de tecnologia, entre uma distração e outra, para aprender nos feriados de carnaval. Nada muito complicado, propositalmente explicado com poucas palavras, para ser digerido em um único gole. Afinal, tudo muda tão rápido em tecnologia e o que hoje é novidade, amanhã poderá estar na lista de lembranças de uma longa e maravilhosa história que parece não ter fim.

1)- É mais barato comprar a Islândia do que o WhatsApp
No início de fevereiro/2014, o Facebook comprou o WhatsApp por um valor total de US$19 bilhões. Acontece que o negócio é uma das maiores aquisições do ano - e uma das maiores do Vale do Silício. Então, o que é mais barato comprar por US $ 19 bilhões? A Islândia – um país com uma população de quase 320 mil habitantes, com um produto interno bruto (PIB) da ordem de US$13,7 bilhões em 2012, é mais barata do que o WhatsApp.

2)- Até 11% das imagens de web cameras capturadas pelo NSA são "explícitas"
O GCHQ (“Government Communications Headquarters”, ou Quartel General das Comunicações do Governo) da Grã-Bretanha, com a ajuda da NSA (National Security Agency , ou Agência de Segurança Nacional) dos EUA, invadiu milhões de web cameras conectadas ao YahooMessenger, baixando imagens a cada cinco minutos. De acordo com os documentos vazados por Edward Snowden (ex-funcionário da CIA) ao The Guardian, entre 3 e 11 por cento das imagens foram consideradas "explícitas". E o que isso significa? Essas imagens são, em termos leigos, fotos das pessoas devidamente vestidas em seus aniversários.

3)- Mesmo os melhores engenheiros da Apple podem acidentalmente estragar o SSL
Em um tempo em que todo mundo é paranóico sobre a vigilância do governo dos EUA e do Reino Unido, a Apple acabou criando um problema para os seus usuários de iPhone e iPad quando atrasou a atualização de uma correção para uma falha que permitia ataques “man-in-the-middle”, mesmo através de páginas SSL criptografadas. O SSL (“Secure Socket Layer”, ou Camada Soquete de Proteção) é um protocolo desenvolvido para elevar a segurança dos dados transmitidos pela internet. O culpado? A duplicação de uma linha de comando "go to fail", e assim um comando acabou cancelando o outro. O problema é que a empresa demorou um pouco para notar e corrigir o erro. O mais provável é que tenha havido erro humano, que pode acontecer nas melhores familias e empresas. O ataque “man-in-the-middle” (ou homem no meio, em referência ao atacante que intercepta os dados) é uma forma de ataque em que os dados trocados entre duas partes, por exemplo o usuário e o seu banco, são de alguma forma interceptados, registados e possivelmente alterados pelo atacante sem que as vitimas se apercebam.

4)- O Netflix realmente paga a Comcast para ter uma melhor transmissão
A neutralidade da Internet está morta nos EUA  - pelo menos por enquanto. O Netflix, um popular serviço de streaming de televisão, concordou em pagar para a Comcast (uma grande operadora de telecomunicações e media de massa dos EUA, com serviços de cabo, provedora de serviços de Internet e serviços de telefonia) para garantir que seus fluxos de conteúdo de vídeo sejam transmitidos, ou melhor trafeguem na rede, de forma rápida. Isso acontece num momento em que as empresas de streaming de televisão – outras, além do Netflix - lutam por neutralidade na Internet. O princípio de neutralidade na Internet significa que todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando à mesma velocidade. É esse princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede. Ao que parece, o Netflix não acredita que isso exista na prática, no mundo real e selvagem das corporações e decidiu pagar para garantir a velocidade necessária nas suas transmissões.

5)- iTunes, Spotify e YouTube não são financeiramente bons para músicos
O YouTube pode ser um bom lugar para um cantor ou uma banda iniciante ganhar fama e aparecer para o público. O mesmo vale para o iTunes e o Spotify. Mas o retorno financeiro que esses meios trazem não parecem ser muito bons. De acordo com o The Guardian, no ano de 2013, certa de 8% da renda da artista Zoe Keating veio de serviços de streaming. Apesar de obter ½ milhão de streams no Spotify, ela ganhou apenas $1.764. Para 1,9 milhão de vizualizações no You Tube, ganhou apenas $1.248. Uma verdadeira ninharia em termos de recebimento.

6)- Metade de todas as edições da Wikipedia são feitas por “bots”
Não há dúvida que os editores do Wikipédia trabalham duro na luta contra pessoas mal intencionadas e até mesmo vândalos que tentam estragar e desfigurar seus conteúdos. Mas, ao que parece, a maior parte do trabalho é feito por outros computadores. Um recente estudo determinou que cerca de 46% de todas as edições da enciclopédia on-line são conduzidas por “bots”. Um bot da Internet, também conhecido como web robot (robô web), ou simplesmente bot, é uma aplicação de software que executa tarefas automatizadas através da Internet.

7)- Esqueça o lado negro da web: Você pode comprar uma arma no Facebook
O Facebook pode ainda ser um lugar para mostrar o que acontece nas ruas e as últimas fofocas da escola ou do trabalho, mas também tem um lado mais sombrio. De acordo com o VentureBeat, um repórter foi capaz de obter uma arma de fogo em apenas 15 minutos. A matéria do website mostrou que existem dezenas de páginas no Facebook dedicadas a venda de  armas ilegais.

1. Iceland is cheaper to buy than WhatsAppEarlier this month, Facebook bought WhatsApp for $16 billionother $3 billion to be vested by its employees over the next few years. It turns out that the total $19 billion figure for the mobile instant messenger is one of the biggest acquisitions of the year — and one of the biggest Silicon Valley has ever paid out.

8)- Por que alguns usuários do XP se recusam a atualizar?
O Windows XP está morto. Viva o Windows XP. Pelo menos, isso vai acontecer logo, pois estamos rapidamente nos aproximando de abril/2014, onde o Windows XP, um produto com 12 anos de vida, será finalmente enterrado pela Microsoft (com o fim das correções e atualizações). Alguns usuários afirmam que irão recusar a atualização para sistemas operacionais mais modernos da Microsoft, temendo que seus aplicativos deixem de rodar depois da atualização e prevendo que o apoio da Microsoft, como de outras vezes, estará entre os níveis incipiente e quase nenhum.

9)- Coisas que você não sabia que uma impressora 3D pode fazer
Quando surgiram as impressoras 3D podiam ser usadas para criar pequenas peças e eram ótimas para desenvolver protótipos. Mas esses equipamentos evoluíram numa velocidade absolutamente incrível. Atualmente, muito mais pode ser feito com essas impressoras, incluindo estruturas de concreto, roupas, peças de automóveis, próteses e até comida, quase não havendo limites para o que pode ser feito com essas máquinas.

10)- Facebook não vai mais mudar suas configurações de privacidade, quando você morrer
O que acontece com o perfil no Facebook de alguém, quando essa pessoa morre? É a eterna questão para nossas vidas sociais modernas. De acordo com a rede social, o Facebook vai agora deixar a página do perfil de um usuário falecido como ela era antes - com as configurações de privacidade intactas. Agora, o usuário poderá descansar em paz, sabendo que seu perfil será preservado.

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Fonte: Artigo de Zack Whittaker, publicado em www.zdnet.com

domingo, 23 de fevereiro de 2014

"Just Mayo": Uma Deliciosa Inovação

Se você é apaixonado por churrasco e outras delícias culinárias produzidas com a carne vermelha, aqui está uma ideia, aparentemente estranha, mas que está rapidamente se tornando um negócio multibilionário. Estamos falando de produtos alimentícios feitos com ovos produzidos à partir de plantas! A novidade foi criada pela empresa norte-americana HamptonCreek, que afirma que o produto além de ser sustentável, saudável e amigo do meio ambiente, é um negócio economicamente rentável. O fato é que o volume de investimentos vem aumentando na Hampton Creek, que ostenta investidores do calibre de Jerry Yang (co-fundador da Yahoo), Peter Thiel (co-fundador da PayPal e executivo que assumiu o controle das finanças do Fecebook), e Bill Gates (fundador da Microsoft), dentre outros.

Entre no link e assista ao video da Bloomberg. Você verá o preparo de um substituto saudável para os famosos “ovos mexidos” que se costuma comer no café da manhã!. No video, a primeira frase da reporter é: “esta omelete foi feita com plantas”.

 
Ouça o CEO da Hampton Creek, Joshua Tetrick, falando sobre os principios que norteiam a empresa. Você pode estar testemunhando o início de uma grande mudança. A tradicional indústria avicola sendo substituída por uma solução evolutiva que agrega valor ao consumidor final. Que valor seria este? Em poucas palavras esse valor seria traduzido em um produto mais saudável, mais barato, igualmente saboroso, sustentável do ponto de vista do meio ambiente e produzido com menos crueldade para os animais.

Embora ninguém goste de lembrar, não é novidade que os processos que manuseiam os ovos, pintinhos e aves, costumam conter um certa dose de crueldade. Assista ao video e reflita sobre o problema!
A Hampton Creek tem um produto revolucionário que se chama “Just Mayo”, com a aparência e textura de maionese, mas é feita com plantas não-GMO. Portanto, é uma "maionese" sem ovos, embora, na verdade, seja muito mais do que isso. É possível preparar várias receitas deliciosas com o “Just Mayo”. A Hampton Creek insiste na visão de que a combinação certa de produtos à base de plantas que não são geneticamente modificadas, ou plantas não-GMO (Genetically Modified Organisms), pode emular o sabor e a consistência de ovos de galinha e, no processo, oferecer uma opção mais saudável, mais sustentável e mais humana, substituindo plenamente e completamente os ovos de galinha que comemos hoje em dia. Do ponto de vista economico, a solução da Hampton Creek tem se mostrado quase 20% mais barata que a oferecida por seus  tradicionais concorrentes. Por tudo isso, essa opção é uma séria ameaça a existência da indústria avicola, pelo menos na forma como a conhecemos hoje. Pois afinal, não é apenas a típica refeição de ovos mexidos que a Hampton Creek quer substituir, a empresa tem como meta assados​​, condimentos, sobremesas, molhos e praticamente qualquer coisa que usa ovos de galinha.
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Sobre organismos geneticamente modificados - Organismos Geneticamente Modificados (OGM) são plantas ou animais que foram geneticamente alterados por cientistas com o objetivo de melhorar a sua capacidade de crescer em ambientes não-nativos, resistir a pragas, tolerar condições climáticas extremas, produzir mais alimentos ou mostrar outros traços desejados. O governo dos EUA aprovou o GE (geneticamente modificado) a quase 20 anos atrás. Hoje, o milho e a soja representam mais de 90% dos hectares plantados. Cinco países respondem por 90% das lavouras geneticamente modificadas do mundo: EUA, Canadá, Brasil, Argentina e Índia.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Oportunidades para Gerentes de Projeto em 2014

Em 2014, a demanda por profissionais de gerenciamento de projetos continuará alta. Obviamente, as oportunidades oferecidas e as habilidades requeridas irão variar muito conforme o setor da indústria e a localização geográfica.

As economias em rápido crescimento da Índia e da China têm uma forte necessidade por profissionais de projeto com um conjunto padrão de habilidades. "Os fundamentos do gerenciamento de projetos não estão claramente integrados na China, e há muitas oportunidades de crescimento nesta área ", diz Jerry D. Lainhart, PMP e coordenador baseado em Haiyang, na China, trabalhando para a empresa fornecedora de energia nuclear Westinghouse Electric Company.
"As organizações chinesas estão cada vez mais adotando os processos de gerenciamento de projetos e se esforçam para garantir que seus funcionários sejam treinados para aprender a trabalhar com esses processos. Um gerente de projeto experiente provavelmente terá muitos gerentes de projeto assistentes tentando entender os meandros da gestão de projetos para que a empresa se torne auto-suficiente nessas habilidades em seu próximo projeto", diz Lainhart.

Enquanto isso, nos países desenvolvidos, que ainda se recuperam da crise mundial, o aumento da pressão para se obter bons resultados financeiros nas organização significa uma maior procura por profissionais de projeto, buscando assim que a maioria dos projetos seja bem sucedida. Contar com profissionais de projeto tem como consequência a redução do risco de fracasso dos projetos. Isso nos leva a considerar que além das questões práticas do dia a dia do projeto, os profissionais de projeto terão também, cada vez mais, que pensar estrategicamente durante a execução de seus projetos.


Os setores de maior crescimento em 2014 são os seguintes: Energia, Saúde, TI, Construção Civil, Financeiro, Aeroespacial e Defesa.

As regiões com as maiores oportunidades em 2014 são as seguintes: Estados Unidos, Canadá, Brasil, Mar do Norte, Alemanha, India, China, Austrália e Japão.

No Brasil, o plano energético do país para os proximos 10 anos tem como objetivo atrair investimentos da ordem de US$133 bilhões e triplicar a capacidade de produção de energia renovável até 2020. No entanto, mais de 2/3 dos empregadores no Brasil relatam que eles não conseguem encontrar trabalhadores em número suficiente com as competências adequadas.

De acordo com o PMI (Project Management Institute), mais de 1,3 milhões de novas funções de gerenciamento do projeto serão necessárias até 2020.
Veja mais em http://www.pmi.org/Knowledge-Center/PM-Network/2014/global-jobs-report.aspx#sthash.zRDeDoyG.4OGIDVpo.dpuf
 


 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"Zumbis Corporativos"

A revista Você RH publicada pela editora Abril, na sua edição de no. 28 de outubro/novembro de 2013, imprimiu em sua capa a seguinte pergunta: “Viramos zumbis corporativos?” Na capa foi colocado um desenho de um cara (tipo clipart), representando o executivo de terno e gravada, com os olhos esbugalhados, do jeito que alguém fica quando está hipnotizado (ou drogado). Nas costas o sujeito engravatado tinha uma chave, como os bonecos de corda possuem. Em baixo da chamada principal vinha a seguinte afirmação: “A atual rotina de trabalho está esgotando os funcionários, matando a inovação e provocando perdas bilionárias para os negócios”. Na sequência, vinha a pergunta que justificaria a leitura do artigo e a compra da revista: “Como impedir que sua empresa se transforme em uma fábrica de bitolar pessoas?”

Particularmente, gostei muito do artigo e acho que esse é um debate que vale a pena participar! Nesse post vou abordar a necessidade de criatividade no trabalho, algo que a rotina no ambiente de trabalho tem dificultado de muitas maneiras. O fato é que ainda se confunde muito inovação com trabalhar de forma criativa. São coisas muito diferentes.
Para reduzir custos e fazer certo da primeira vez as empresas entenderam que precisavam reduzir a variabilidade, que as levava a errar de muitas formas diferentes. Fazendo as coisas sempre da mesma forma é mais fácil identificar erros e corrigi-los mais rapidamente. Não é perfeito, mas tem funcionado. As empresas que trabalham assim usam processos para fazer praticamente tudo que precisam. Essas processos são repetitivos e, depois de um certo tempo, com os recursos certos e as pessoas treinadas, tendem a ajudar as empresas a fazer as coisas errando menos. Então as pessoas trabalham dentro de certas rotinas? Sim, nas empresas que trabalham por processos isso acontece. E aí sim, não é necessário pensar em cada detalhe, uma vez que isso já deve estar previsto no processo.

E quando os processos são otimizados? Não seria esse um momento de mudar as coisas e pensar em novas formas de trabalhar? Sim, certamente. Mas isso não é alguma coisa que acontece todo dia. Mesmo os processos mais modernos, onde os recursos permitem determinados ajustes e modificações, não há como fugir de um modo básico de trabalhar que se aplica a toda a gama de produtos ali fabricados. Uma grande mudança num processo, com a introdução, por exemplo, de novas máquinas, leva tempo para ser feita e se algo assim ocorresse todo o dia, a empresa não poderia usufruir de seus meios de produção de forma adequada. A repetição do processo através da economia de escala é um fator crítico de sucesso para toda empresa que tem no seu alicerce a produção em larga escala.
E então de que trata o artigo da revista acima mencionada? Trata da robotização das pessoas nas empresas e isso é muito ruim para as pessoas e para as próprias empresas. Da maneira que se encara o trabalho hoje, com certos mitos e crenças, as pessoas estão se tornando, cada vez mais, zumbis no ambiente de trabalho. Os processos ajudam a trabalhar de forma correta, estabelecem uma rotina, mas não são eles que causam a tal da robotização. Os gurus de gestão de pessoas então deitam falação sobre a importância da inovação, afirmando que as empresas precisam dela, mas quando analisamos a questão com um pouco mais de cuidado, vemos que - sim, a inovação é importante e a criatividade no trabalho mais ainda, mas não é exatamente esse o ponto principal a ser considerado.
Então a palavra chave não é inovação, uma vez que somente um pequeno grupo de empresas consegue trazer para o mercado produtos e processos realmente novos e inovadores. Um segundo grupo de empresas, muito maior que o primeiro, apenas copia essas inovações, na luta pela sobrevivência e manutenção no mercado. Um outro grupo, ainda maior que os grupos anteriormente citados, simplesmente não faz nada de novo, ou seja, continua fazendo o que sempre fez desde a época de suas fundações e, assim permanecerá até que alguma coisa nova apareça, que seja capaz de substituir o produto ou o serviço que este grupo de empresas faz. Aí sim essas empresas serão simplesmente extintas e substituídas por outras.

As empresas precisam de pessoas que tenham maturidade para lidar bem com seu ambiente de trabalho, seja esse ambiente moderno ou antigo, numa empresa inovadora ou copiadora, ou em uma empresa que não está interessada em mudar o que ela já faz e que vem dando certo até o momento. 

Quando uma empresa diz que quer um funcionário que seja inovador, na verdade está dizendo que precisa de alguém criativo para lidar com as ineficiências da organização. As empresas são imperfeitas e não querem de fato investir para corrigir tudo que tem de errado. Isso custaria muito caro e levaria muito tempo. Ao invés disso, elas desejam encontrar pessoas que consigam trabalhar bem no meio dessa bagunça.

As empresas precisam de pessoas comprometidas com os resultados e criativas para encontrar soluções para os problemas do dia a dia que surgem aos borbotões na maioria das organizações. É essa a questão de fundo e que tem se agravado por uma forma errada de encarar a gestão de seus recursos humanos. O problema da robotização deriva da forma como as empresas – praticamente todas as empresas – entendem que deve ser o trabalho dos seus colaboradores.
É esse entendimento equivocado que gera todos esses erros! De acordo com a organização The Energy Project, as organizações precisam mudar a sua forma de gerenciar seus recursos humanos urgentemente.
Os seres humanos não são computadores
Não fomos feitos para correr em altas velocidades, de forma contínua, por longos períodos de tempo. A ciência diz que estamos no nosso melhor quando avançamos num certo ritmo, entre gastos e renovação de energia. Essa seria, de acordo com o The Energy Project, uma realidade que as empresas deveriam compreender e, tendo isso em mente, fazer mudanças na sua forma de encarar o ambiente de trabalho para obter pessoas engajadas de forma sustentável e de alta performance.

Que evidências o The Energy Project usou?
Com base em uma pesquisa do Instituto Gallup de 2013, sobre o engajamento do trabalhador norte-americano no ambiente de trabalho, foi verificado que:

·         70% dos trabalhadores estão desligados ou ativamente desengajados;

A pesquisa revelou que os trabalhadores de hoje estão emocionalmente esgotados, sem foco e sem propósito. Não é nenhuma surpresa que eles estejam desengajados de suas organizações.  E para quem ainda não entendeu o significado de estar desengajado, essa palavra traz a ideia de estar desligado ou descompromissado com a organização.

·         59% dos trabalhadores não dormem regularmente (pelo menos 7 - 8 horas de sono) e / ou muitas vezes acordam sentindo cansaço;

·         69% dos trabalhadores têm dificuldade em se concentrar em uma coisa de cada vez e são facilmente distraídos durante o dia, principalmente por e-mails;

·         58% dos trabalhadores dizem que há lacunas significativas entre o que eles dizem ser importante em suas vidas e como eles realmente vivem.

O mito versus realidade
Mito 1: Quanto mais horas trabalhamos, mais produtivo somos.
A realidade: Não é o número de horas que trabalhamos que determina o valor que criamos, mas sim a energia que colocamos no trabalho.  Para sermos mais produtivos precisamos estar no nosso melhor e a ciência diz que estamos no nosso melhor quando avançamos num certo ritmo, entre gastos e renovação de energia. O que não acontece quando estamos atolados de trabalho, sem tempo nem para ir ao banheiro.

Mito 2: Trabalhar com multitarefa é crítico em um mundo de demanda infinita.
A realidade: Trabalhar com multitarefa aumenta em 25%, em média, o tempo que se leva para terminar a atividade principal e mais importante.


Mito 3: A criatividade é genética.
A realidade: A criatividade pode ser desenvolvida de forma sistemática, possibilitando o uso do cérebro de modo mais flexível. O processo criativo se desenrola de uma forma muito mais acessível do que normalmente imaginamos.

Mito 4: Um pouco de ansiedade nos ajuda a ter um melhor desempenho. 
A realidade: Quanto mais nos sentimos ansiosos, menos claramente, de forma racional e imaginativa conseguimos pensar, e mais reativos e impulsivos nos tornamos.

Segundo o The Energy Project, estamos no nosso melhor quando nos movemos entre gastos e renovação de energia, e de forma intermitente, renovando nossas quatro necessidades energéticas: físicas, emocionais, mentais e espirituais. O The Energy Project é direto ao afirmar que quando se tem a intenção de fornecer combustível para cada uma das dimensões de energia, a organização está criando pessoas mais felizes e isso afeta para melhor o sucesso da própria organização. Você acha que a sua organização estaria pronta para essa mudança? Provavelmente, não. Afinal de contas, os mitos e crenças acima mencionados permanecem como práticas "modernas" de gestão de pessoas. Isso, e eu não tenho evidências do contrário, nos coloca nesse o processo de robotização que deverá perdurar ainda por muito tempo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Gerenciamento de Custos em Projetos: Usando o Valor Agregado – Parte III

Nesse post vamos usar os conceitos de EarnedValue, apresentados nos posts anteriores, e comentar sobre um projeto, com duração de 15 meses, cuja linha de base de custo é mostrada na figura 1. As atividades são mostradas conforme estão planejadas para serem executadas. A atividade A1, por exemplo, será executada nos meses 1, 2 e 3, com os seguintes custos: $2.000 no mês 1, $800 no mês 2 e $800 no mês 3. A atividade A1 tem um custo total de $3.600. O mesmo pode ser visto para cada atividade do cronograma do projeto. A linha de base de custo mostra como os custos planejados para as atividades estão distribuídos ao longo do tempo, do início até o final do projeto. Preferi, por razões didáticas, trabalhar com um projeto genérico. Se eu tivesse escolhido a construção de um prédio, alguns diriam que o post só seria válido para a área de construção civil. Se, por outro lado, eu tivesse escolhido o desenvolvimento de um aplicativo de software, outros poderiam dizer que o post só seria válido para a área de desenvolvimento de software. Mas, isso não é verdade. O que vamos estudar a seguir poderá ser perfeitamente usado em qualquer tipo de projeto.

Na figura 1 temos o custo total planejado de cada atividade do cronograma, e os valores previstos a cada mês, por atividade, até o final do projeto. A figura 1 mostra também o valor total planejado a cada mês (que é o custo total orçado) e o valor planejado acumulado, sendo este o PV (Planned Value) que vamos considerar nos cálculos dos indicadores de desempenho do projeto, usando o método do valor agregado.

A curva S do projeto (figura 2) considera os valores de PV acumulado nos 15 meses do projeto. Que fique claro, desde já, que as expressões valor orçado e valor planejado são sinônimos. Afinal, o valor orçado é aquele que é estimado para cada atividade durante a fase de planejamento do projeto.
O projeto de nosso exemplo já foi iniciado e tem apresentado um desempenho razoável, com alguns problemas que têm sido enfrentados pela equipe de projeto ao longo do seu percurso. O objetivo da presente análise é verificar o andamento do projeto até o mês 9, que é onde o projeto se encontra agora. Para isso precisamos levantar os gastos reais incorridos, que será mostrado pelo AC acumulado, e o valor agregado (EV) acumulado, ambos, obviamente, até o mês 9 do projeto.

A figura 3 mostra os valores dos custos reais (o que foi realmente gasto) até o mês 9, para cada atividade do cronograma, conforme foi apurado pela equipe do projeto. Note que mês a mês existe a soma dos gastos reais (custo real até o mês 9) e o valor real acumulado (AC) até o mês 9.

A equipe de projeto também mediu o progresso físico de cada atividade e isso está registrado na figura 4. Note que na atividade A1, no mês 1, está indicado 0,7. Isso significa que apenas 70% do trabalho previsto para o mês 1, referente a atividade A1, foi completado. No mês 2, na atividade A1 está indicado 0,8. Isso significa que apenas 80% do trabalho previsto para o mês 2, referente a atividade A1, foi completado. Por sua vez, no mês 3, na atividade A1 está indicado 1,0. Isso significa que 100% do trabalho previsto para o mês 3, referente a atividade A1, foi completado. Da mesma forma, os percentuais de trabalho completado estão registrados na figura 4 para cada uma das atividades do cronograma do projeto, até o mês 9, que é o momento em que o projeto está sendo analisado.
A figura 5 mostra o resultado do valor planejado multiplicado pelo percentual de trabalho completado para cada atividade e em cada mês. Assim sendo, o valor que aparece no mês 1 para a atividade A1 é o resultado da multiplicação de $2.000 x 0,7, que é igual a $1.400. Da mesma forma, o valor que aparece no mês 2 para a atividade A1 é o resultado da multiplicação de $800 x 0,8, que é igual a $640. Todos os demais valores da figura 5 são calculados da mesma forma. Na figura 5 podemos obter também o EV total no mês e o EV acumulado. Este último será usado nos cálculos de desempenho do projeto até o mês 9 que estamos analisando.
Como resultado do que fizemos até aqui, temos na figura 6 uma tabela com os valores acumulados de AC, PV e EV, e na figura 7 temos os gráficos de AC, PV e EV.
É possível notar que o projeto teve problemas em seu início, gastando mais do que estava previsto e apresentando atraso. Com o passar dos meses, o projeto conseguiu reduzir o atraso no cronograma, mas continuou gastando acima do que estava inicialmente previsto.
A curva azul é a que mostra os valores planejados (PV acumulado). A curva verde (do EV acumulado) aparece bem próxima da curva azul (PV acumulado), indicando pequenos atrasos no cronograma à partir do mês 5 e até o mês 9.  Já a curva vermelha (AC acumulado) está bem acima da curva azul (PV acumulado) indicando claramente que o projeto está gastando mais do que o previsto no orçamento.
A figura 8 mostra uma tabela com os indicadores de desempenho SV, CV, SPI e CPI. As fórmulas desses indicadores estão apresentadas no post “Gerenciamento de Custos em Projetos: Usando o Valor Agregado – Parte I”.


Como explicado em posts anteriores o gerente de projetos deverá analisar os indicadores de valor agregado, as condições específicas do projeto e o ambiente da organização onde o projeto está sendo executado para definir o que fazer. O gerente de projetos, trabalhando em conjunto com a equipe do projeto, deverá determinar a necessidade de implementação de uma mudança, ou se uma ação corretiva será necessária, ou ainda, se apenas uma ação preventiva será suficiente para corrigir os problemas do projeto. 

Para conhecer algumas ações básicas que ajudam a responder “como gerenciar para reduzir custos” e “como gerenciar para que as atividades do projeto sejam feitas nos prazos previstos e dentro da qualidade especificada”, consulte o post ”Gerenciamento de Custos em Projetos: Usando oValor Agregado – Parte II”.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Gerenciamento de Custos em Projetos: Usando o Valor Agregado – Parte II

Dentre tantas atribuições, o gerente de projetos tem a missão de assegurar que os gastos no projeto não excedam os recursos financeiros previamente aprovados para cada período, para cada pacote de trabalho e no total do projeto. Tendo isso em mente, o gerente de projeto monitora alguns indicadores - que fazem parte do conceito de valor agregado – para acompanhar o desempenho do projeto. O gerente de projetos precisa também cuidar para que as atividades do projeto sejam feitas nos prazos previstos e dentro da qualidade especificada.

Vejamos então algumas ações básicas que ajudam a responder as seguintes questões:
- Como gerenciar para reduzir custos?
- Como gerenciar para que as atividades do projeto sejam feitas nos prazos previstos e dentro da qualidade especificada?

Geralmente, gerenciar para reduzir custos implica em:

·         Reduzir a quantidade de recursos – considerando que os recursos que permanecerão no projeto conseguirão realizar a totalidade do trabalho planejado para todos os recursos inicialmente previstos;

·         Eliminando ou limitando as horas extras – considerando que a totalidade do trabalho planejado será feito sem a necessidade de horas extras;

·         Usando profissionais mais baratos  – considerando que estes profissionais serão capazes de realizar a totalidade do trabalho previsto, na qualidade necessária e exigida para o projeto;

·         Usando materiais mais baratos – considerando que esses materiais não afetarão os prazos e a qualidade (o resultado terá a mesma qualidade) necessária e exigida para o projeto;

·         Usando máquinas e equipamentos mais baratos – considerando que essas máquinas e equipamentos não afetarão os prazos e a qualidade (o resultado terá a mesma qualidade) necessária e exigida para o projeto;

·         Buscando novos fornecedores – considerando que o fornecedor, se disposto a iniciar um novo relacionamento comercial, poderá fornecer produtos e serviços mais baratos, nos prazos requeridos e com a mesma qualidade necessária e exigida para o projeto;

·         Renegociando com os atuais fornecedores – considerando que o fornecedor, se disposto a conservar/ampliar o antigo relacionamento comercial, poderá fornecer produtos e serviços mais baratos, nos prazos requeridos e com a mesma qualidade necessária e exigida para o projeto;

Note que a maior parte das ações acima tem como contrapartida o aumento à exposição ao risco. Será importante que o gerente de projetos busque sinergias em todas as etapas do projeto (quando o que se faz para executar uma atividade ajuda na execução de outra, e isso produz um ganho de custo, tempo e qualidade). É muito importante também usar a criatividade no trabalho para encontrar soluções para os problemas que sejam mais baratas. Além disso, podem ser implementadas medidas de ajuste que considerem a eliminação ou limitação de premiação por metas alcançadas, o controle de gastos administrativos, as despesas de viagem e todo e qualquer desperdício.
Por sua vez, para que as atividades do projeto sejam feitas nos prazos previstos e dentro da qualidade especificada, geralmente, as seguintes ações são requeridas:
 

·         Aumentando a quantidade de recursos – considerando que mais pessoal pode terminar o trabalho mais depressa do que menos pessoal;

·         Usando as horas extras – considerando que com mais tempo o pessoal alocado no projeto pode terminar o trabalho mais depressa do que se não usar as horas extras;

·         Usando profissionais com maior qualificação (e, geralmente, mais caros) – considerando que um profissional mais qualificado trabalha melhor (fazendo a coisa certa e completando o trabalho em menor tempo);

·         Usando os materiais adequados e com um grau de qualidade que satisfaça os requisitos do projeto, nem sempre os mais baratos – considerando que o uso de materiais adequados (já conhecidos e testados aumentam a chance de fazer certo da primeira vez) evitando retrabalhos e perdas de tempo desnecessárias;

·         Usando máquinas e equipamentos adequados e com um grau de qualidade que satisfaça os requisitos do projeto, nem sempre os mais baratos – considerando que o uso de maquinas e equipamentos adequados (já conhecidos e testados aumentam a chance de fazer certo da primeira vez) evitando retrabalhos e perdas de tempo desnecessárias;

·         Motivando a equipe do projeto – considerando que equipes motivadas trabalham melhor do que equipes desmotivadas;

·         Estabelecendo um programa de premiação por metas alcançadas – considerando que este é uma excelente ferramenta para motivar os membros da equipe a alcançarem as metas e objetivos do projeto;

·         Aumentando a produtividade – considerando que é possível fazer mais com menos, quando não é possível aumentar a quantidade de recursos.

É vital trabalhar com objetivos claros, metas muito bem definidas, buscando o comprometimento da equipe do projeto no alcance de seus objetivos. Além disso, é importante usar a criatividade no trabalho para encontrar soluções para os problemas.
Como pode ser visto, se você leu esse post até aqui, as ações necessárias para reduzir custos poderão estar um conflito com aquelas requeridas para que as atividades do projeto sejam feitas nos prazos previstos e dentro da qualidade especificada. Portanto, isso mostra que a escolha do que fazer passa por uma análise do que deve e pode ser comprometido em cada momento no projeto. Esse foi, exatamente, o caso dos Exemplos 1, 2, 3 e 4 mostrados no post anterior.  De qualquer modo, as ações acima mencionadas servem apenas como um guia orientativo, uma vez que precisam ser transformadas em ações reais e válidas no contexto de um projeto específico dentro de uma organização.