terça-feira, 23 de abril de 2019

O Futuro do Trabalho – Parte 2


Esse post é a continuação do artigo “O Futuro do Trabalho”.


Curiosamente, a maioria dos graduados em STEM não trabalha em trabalhos STEM, e a maioria dos trabalhos em STEM não é realizada por graduados em STEM. Consequentemente, os graduados em STEMs hoje não desfrutam de melhores resultados ocupacionais a longo prazo.

A maior escassez de STEM está nas ciências da computação e engenharia, o que também acontece com a força de trabalho menos diversificada. Nos EUA, por exemplo, as mulheres representam cerca de 50% de todos os empregos STEM, mas apenas 14% dos empregos de engenharia e 25% dos empregos em ciência da computação.

Uma pesquisa do Pew Research Center nos EUA mostra que o desequilíbrio se estende além do gênero. Brancos e asiáticos estão super-representados, detendo 85 por cento dos trabalhos de engenharia e ciência da computação, enquanto os negros e hispânicos são sub-representados, com apenas 13 a 14 por cento. À medida que questões de racismo e sexismo se entrelaçam, aquelas nas interseções de ambos (por exemplo, mulheres negras) estão ainda mais sub-representadas.

Esses desequilíbrios têm raízes precoces e profundas. As influências sociais e culturais começam em tenra idade e afetam a motivação a longo prazo. Há certos grupos de jovens que simplesmente não estão interessados em codificar. Estereótipos sociais, reais e percebidos, interagem, tornando muito difícil reverter esses desequilíbrios. Agora enfrentamos o risco adicional de que a IA imortalize esses vieses e preconceitos, como aconteceu recentemente para o algoritmo de recrutamento da Amazon.

Certamente, os educadores no ensino do STEM e também os empregadores, devem procurar fazer melhor em seus processos de contratação, buscando a superação de preconceitos, até mesmo de preconceitos inconcientes. Por outro lado, é verdade que nem todo mundo deseja uma carreira profissional do tipo STEM, ou ainda que nem todos podem alcançar – por não terem o talento e as habilidades requeridas - uma carreira do tipo STEM. Com ou sem a IA que virá num futuro próximo, essas pessoas irão buscar um trabalho em outra coisa!!!
(Continua --- )

quinta-feira, 18 de abril de 2019

O Futuro do Trabalho!!!


Com a expansão progressiva da Inteligência Artificial (IA), do aprendizado de máquina (machine learning) e da automação, muito tempo tem sido gasto contemplando o futuro do trabalho. 


Há um intenso debate sobre os aspectos bons e ruins da aceleração do desenvolvimento tecnológico na busca de respostas para os problemas que a sociedade deverá enfrentar. As perguntas que todos precisam responder são as seguintes: Os empregos recém criados com a IA compensarão os empregos perdidos? Quantos empregos serão eliminados pela automação e a robótica avançadas com IA? Em quanto tempo isso vai acontecer? 

É interessante notar que – nesse cenário de acelerada mudança - existem paradoxos que ainda não foram bem explicados. Por seu lado, os empregadores lutam para encontrar funcionários com as habilidades certas e – na outra ponta e ao mesmo tempo – parece que a maioria dos funcionários reclama que seus empregadores subutilizam suas habilidades.  Isso nos leva a crer, buscando uma explicação lógica para o que ocorre aqui, que as tais habilidades subutilizadas dos funcionários não são aquelas habilidades certas desejadas pelos empregadores, pelo menos na maior parte dos casos. 

Outro paradoxo, ainda mais difícil de decifrar, é o que compara o comportamento mais ansioso e rígido das gerações mais jovens com a necessidade do chamado talento adaptável e da mente aberta, que surge quase como um pré-requisito da maioria dos empregos. Esse jovem que não quer esperar e deseja tudo para já e do seu jeito não combina com essa pessoa flexível e adaptável que as empresas gostariam de ter em seus quadros, para moldar a sua vontade. 

Ninguém imagina que o avanço tecnológico será desacelerado em nome da proteção dos empregos. Isso não vai rolar! Talvez seja melhor procurar responder as seguintes questões: - Como podemos nos preparar melhor e que habilidades são as mais importantes para o futuro que vem ao nosso encontro?

Tudo leva a crer que o ensino de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM = Science, Technology, Engineering and Mathmatics) é cada vez mais importante. Os que se destacarem nesses assuntos construirão e programarão as máquinas que automatizarão todos os outros trabalhos. Há uma percepção generalizada de que os estudantes STEM têm quase garantido salários mais altos e mais opções profissionais. Será mesmo???

O McKinsey Global Institute estima que as horas de trabalho dos trabalhadores avançados em TI e programação quase dobrarão entre 2016 e 2030, e a demanda por todas as habilidades tecnológicas crescerá cerca de 50%. Mas mesmo em 2030, essas habilidades serão responsáveis por apenas um sexto das horas de trabalho nos EUA e na Europa.
(Continua --- )

segunda-feira, 18 de março de 2019

Arduino Day 2019 – Palestra na Escola Técnica Bento Quirino em Campinas / SP


O Arduino Day é uma celebração global de aniversário do Arduino. É um evento de 24 horas, organizado diretamente pela grande comunidade do Arduino, que reúne pessoas para compartilhar suas experiências e aprender mais sobre a plataforma. Nesse ano de 2019, o Arduino Day foi comemorado no dia 16 de março. 

Dentro desse espírito de busca por inovação e troca de experiências, a Escola Técnica Bento Quirino de Campinas/SP organizou um evento interno para comemorar o Arduino Day e convidou a Módulo Eletrônica para apresentar suas impressoras 3D e realizar uma palestra sobre esse tema. Isso me deu a oportunidade de participar do evento como palestrante, e assim poder conversar com alunos e professores do Bentão (como essa instituição de ensino é chamada carinhosamente) sobre um tema tão relevante. 



A agenda de nossa palestra incluiu tópicos como a evolução da impressão 3D, aplicações hoje e no futuro, a impressão 3D como um dos pilares da Industria 4.0, o funcionamento de uma impressora 3D, exemplos de uso da impressão 3D na educação, benefícios e principais desafios.



Vale a pena registrar alguns pontos importantes que debatemos durante a palestra:

Tudo se encaixa quando usamos as impressoras 3D na escola. A impressão 3D se alinha a cultura “maker”, do “faça você mesmo” e do “por a mão na massa”. E que elementos aparecem na cultura “maker”? A programação, a robótica e os drones, o Arduino e o Raspberry pi, os aplicativos, os dispositivos analógicos e as ferramentas e a impressão 3D. A impressão 3D é um colaborador no processo educativo. Uma excelente ferramenta para atrair e manter a atenção dos alunos. Os alunos podem aprender fazendo. Estamos falando de usar a criatividade, de colaborar e trabalhar em equipe para executar um projeto.

A conclusão é que tem muita coisa interessante que podemos fazer! Mas, naturalmente, existem desafios que precisam ser enfrentados, como os apontados a seguir:

1- Conhecer e dominar a ferramenta de impressão 3D – tanto por alunos quanto por professores. Isso vem com treinamento e com o uso nos projetos.

2- O treinamento dos professores é fundamental, porque são eles os orientadores dos alunos nesse processo.

3- Custos / financiamento – é meio que óbvio, pois afinal estamos no Brasil. Como conseguir recursos para investir em impressoras 3D? Como os fornecedores podem cooperar com as escolas? São questões que precisam ser respondidas.

4- Inserção da cultura Maker nas escolas – eu falo em tornar a cultura Maker accessível para todos os alunos de todas as escolas, não só para os de escolas particulares e alunos de classes privilegiadas.

Bem, é isso aí. Até a próxima!
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