domingo, 15 de julho de 2018

O Futuro do Gerenciamento de Projetos


Estamos trazendo um artigo sobre o futuro do gerenciamento de projetos elaborado pela equipe do PM Today publicado em junho de 2018. Muito bom para conhecer (ou rever) os desafios dos profissionais de gerenciamento de projetos e refletir sobre o que se espera dos profissionais dessa área.




“O gerenciamento de projetos está em prática há milhares de anos. Não é possível supor que os antigos egípcios construíram as grandes pirâmides sem planos de projeto, cronogramas, orçamentos e alguém responsável pelo projeto. Historicamente, podemos supor que o gerenciamento de projetos existe desde o início da civilização.

O Project Management Institute (PMI) foi fundado em 1969 e agora atende cerca de 3 milhões de profissionais em todo o mundo. Como um dos órgãos profissionais originais da indústria de gerenciamento de projetos, eles também delinearam o PMBOK (Project Management Body of Knowledge), que agora está em sua 5ª edição.

Hoje há várias organizações profissionais globais, além de treinamento e educação adicional, então, o que está reservado para o futuro do gerenciamento de projetos?

IA em Gerenciamento de Projetos
A Inteligência Artificial (IA) e o aprendizado de máquina (“learning machine”) estão prontos para revolucionar o gerenciamento de projetos como o conhecemos. Uma pesquisa recente conduzida pela Atlassian descobriu que 87% dos entrevistados acreditam que a IA mudará seus empregos nos próximos três anos. Mas o que isso significa para o setor? A IA tem a capacidade de automatizar o gerenciamento diário de projetos, tomar decisões e oferecer insights de desempenho.
Assistentes de projetos, como o software stratejos, já estão liderando o caminho, auxiliando nas tarefas de administração, coordenação de equipe e práticas de medição. Embora o stratejos ainda requeira interação humana - isto é apenas o começo e à medida que o software é desenvolvido, a compreensão dos assistentes de projeto permitirá que eles não apenas forneçam dados, mas conselhos (aqui é no sentido de dar consultoria para a tomada de decisão).

O futuro da IA ​​para gerenciamento de projetos é enorme. Para uma indústria que depende muito da precisão, do processo, do gerenciamento de tarefas e da análise, a IA tem o potencial de eliminar riscos, melhorar o desempenho e aumentar a eficiência.

VR & AR em Gerenciamento de Projetos
A Realidade Virtual (VR – Virtual Reality) e a Realidade Aumentada (AR – Augmented Reality) têm sido o "tema quente" dos últimos anos, com centenas de soluções diferentes saturando o mercado. Mas, eles poderão fazer a diferença para a profissão de gerenciamento de projetos? Um dos exemplos mais populares de Realidade Aumentada na indústria da construção é o Microsoft HoloLens, que também é certificado como óculos básicos de proteção. Ele permite que trabalhadores da construção civil, equipes de projeto e clientes visualizem fisicamente e experimentem um produto antes da conclusão. Essa capacidade, por si só, pode significar economizar milhares de dólares em reajustes e, eventualmente, erradicar completamente os erros do projeto - observe este espaço!

VR e AR são o futuro para setores como engenharia, construção e imóveis. Cada vez mais, as empresas estão usando essas tecnologias para aprimorar as operações e os processos e, no futuro, a maioria, senão todas as organizações, terão alguma forma de AR e VR trabalhando ao lado de seus projetos.

O que isso significa para sua carreira?
Mesmo com o surgimento de novas tecnologias, a necessidade de interação humana e discussão será sempre predominante na indústria de gerenciamento de projetos. Não há dúvida de que a tecnologia melhorará os projetos, mas, como afirma o processo ágil de gerenciamento de projetos, não há maneira mais eficaz de transmitir informações que por meio de uma discussão cara a cara”.


Por nossa conta, gostaríamos de mencionar que os autores se equivocaram quando afirmam que a versão mais atual do guia PMBOK é a quinta, quanto na verdade a 6ª. versão foi publicada pelo PMI no final de 2017. Provavelmente, um erro de revisão do texto. Acho que dizer que na antiguidade haviam gerentes de projetos, com planos de projeto, cronogramas e orçamentos é forçar um pouco a barra. Mas, digamos, que é perfeitamente possível da nossa parte ter boa vontade para compreender o sentido geral e não pegar aquela frase ao pé da letra. Como afirmaram os historiadores norte-americanos Will Durant (1885-1981) e Ariel Durant (1898-1981), “nosso conhecimento de qualquer acontecimento passado é sempre incompleto, possivelmente impreciso, ofuscado por ambivalências ou historiadores preconceituosos, e talvez até distorcidos pelo nosso patriotismo e por nosso partidarismo religioso”. Bem, me parece ser este o caso no pequeno trecho acima mencionado, embora seja algo que não mude as ideias gerais muito bem apresentadas na sequência do artigo. 
  
Fica a ideia de que os projetos ainda são feitos por pessoas (os profissionais de gerenciamento de projetos), e que para buscar mais eficiência e melhores resultados esses profissionais estão cada vez mais usando novas tecnologias como IA, VR e AR. Vale ainda a afirmação final sobre a necessidade de interação humana e que uma boa conversa frente à frente é a forma mais eficaz de transmitir informações sobre um projeto.

Fonte: https://www.pmtoday.co.uk/articles/project-management-the-future/

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domingo, 1 de julho de 2018

Um Gênio Argentino chamado Joaquim Salvador Lavado


Um gênio argentino chamado Joaquim Salvador Lavado, conhecido como Quino, que admiro desde muito tempo. Sobre ele o Wikipédia diz o seguinte: 

Quino (1932) é um cartunista e humorista argentino, autor das famosas tiras do personagem Mafalda, uma menina inteligente e contestadora que ganhou grande repercussão no cenário mundial.  





O Wikipédia ainda menciona outras coisas, mas para mim ainda muito pouco. Quino é um artista genial que me fez refletir sobre o certo e o errado, sobre os bons valores, sobre a educação e o futuro. Tudo isso, aparentemente, sem o menor esforço. Apenas contanto histórias de uma menina e sua vida. Sim, tudo muito parecido com cada um de nós! Alguém como a personagem Mafalda é um ser humano que vale a pena conviver, aprender, se indignar junto e se emocionar. Como não poderia deixar de ser, a Mafalda de Quino tem um jeitinho próprio todo dele, que pode ser percebido na seguinte frase: “Não é necessário dizer tudo o que se pensa; o que sim é necessário é pensar tudo o que se diz”. Aproveitem algumas tiras do genial Quino!!!

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quarta-feira, 20 de junho de 2018

terça-feira, 5 de junho de 2018

Economia Gig ou Acelerando na Direção da Robotização do Trabalho Humano


Desde que o mundo é mundo as transformações sociais, tecnológicas e econômicas afetam o mercado de trabalho e nos dias de hoje não é diferente. 



Estamos falando da economia Gig, o conceito da moda, que compreende o ambiente de trabalho marcado pelo trabalho temporário, sem vínculo empregatício. São os empregos sob demanda, os trabalhadores de aplicativos, sendo uma massa crescente de trabalhadores que têm essa modalidade de trabalho como seu emprego primário, ou como uma forma de complementar sua renda.

O avanço da tecnologia é um fator decisivo para o grande crescimento dessas relações de trabalho, que já respondem por 0,5% do produto interno bruto da economia americana. Os meios mais famosos que conhecemos são os aplicativos, como Uber, que contam com uma massa de mais de 500.000 motoristas nos EUA, mas já existem aplicativos dos mais variados desde atividades de reparos e manutenções caseiras, até aquelas mais especializadas como serviços de freelancers de tecnologia.

Um relatório do instituto inglês CIPD (Chartered Institute for Professional Development) de março de 2017 estima que existam 1,3 milhões de britânicos empregados na economia Gig.

No Brasil já existem vários movimentos na direção da economia Gig. É possível encontrar muita propaganda que trata essa modalidade de relação entre empregadores e empregados como uma “nova revolução no mercado de trabalho” ou um “novo mundo do trabalho” e já discute e detalha os “paradigmas que serão quebrados”. Segundo o IBGE o ano de 2017 se encerrou com 34,31 milhões de pessoas trabalhando por conta própria ou sem carteira, contra 33,32 milhões ocupados em vagas formais. Quantos desses podemos classificar como Gigs, até onde pude apurar, não há ainda informação disponível.

O fato é que usar trabalhadores sem vínculo empregatício reduz custos para as empresas. Se isso é bom e eficaz é uma outra conversa. Basta lembrar que muitas empresas seguem a ideia de que seus empregados são uma parte importante do negócio e sustentam que o vínculo com as pessoas (seus empregados que são centrais na sua estratégia) deve ser muito profundo, pois elas carregam o valor na relação com o cliente. Talvez nem todas as empresas pensem da mesma forma ou nem todos os empregados tenham esse status de serem centrais na estratégia e por isso os outros empregados, ou parte deles, possam trabalhar na modalidade Gig sem que isso afete a estratégia da organização. O que se verifica no mercado é que se uma empresa tem meios para reduzir custos, digo meios legais que não estejam fazendo a empresa descumprir as leis vigentes, ela usará esses meios.  
No Reino Unido, por exemplo, é possível contratar um empregado como “independente”. Isso significa que esse empregado não terá direito de receber o salário mínimo nacional, férias pagas, auxílio-doença e outros benefícios legais de um trabalhador regular. Por lá isso tem gerado muitos processos trabalhistas.

Seria o ambiente extremamente competitivo um indutor que faz as empresas buscarem condições de sobrevivência e crescimento esquecendo o bem estar das pessoas que nela trabalham? Será que o capitalismo está em crise e precisa de mudanças? Eu acredito que não é nada disso. Afinal de contas, o capitalismo vive e se reproduz em suas crises, saindo delas cada vez mais forte. Mas, por que motivo um indivíduo gostaria de trabalhar sem ter garantias legais e direitos? Parece que é evidente que a necessidade faz com que as pessoas aceitem as condições ditadas pelos empregadores.

Sobre as ações trabalhistas no Reino Unido podemos citar:
·         Em outubro de 2017 os motoristas da Uber ganharam o direito de serem classificados como trabalhadores ao invés de contratados independentes. A decisão de um tribunal trabalhista de Londres determinou que os motoristas do aplicativo deveriam ter direito a pagamento de férias, pausas pagas e o salário mínimo nacional. A Uber recorreu afirmando que estava agindo dentro da lei.
·         No final de 2017, um grupo de entregadores de alimentos que trabalhava para a Deliveroo disse que estava tomando medidas legais para obter reconhecimento sindical e direitos trabalhistas.
·         Em janeiro de 2018, um tribunal decidiu que uma mensageira da firma de logística City Sprint deveria ser classificada como operária e não como contratada independente, dando-lhe direitos básicos.

É evidente que existem questões trabalhistas diretamente relacionados com a economia Gig em vários países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Uber perdeu uma ação em primeira instância na Califórnia para um de seus colaboradores pleiteando direitos trabalhistas, mas está recorrendo. Nessa mesma linha, um trabalhador da Amazon escreveu a Jeff Bezos, CEO da empresa, dizendo “Sou um ser humano, não um algoritmo”.

No meio de toda essa discussão novas tecnologias apontam para aplicações avançadas de inteligência artificial e os robôs substituindo o trabalho humano. Será que se a tradicional mão de obra humana fosse trocada por robôs teríamos todos esses processos trabalhistas? Parece que não! Os robôs não se cansam, não ficam doentes, não reclamariam por aumento de salários, férias e auxílio doença. Para os empregadores esse seria o melhor dos mundos! Para o resto de nós, bem isso nós veremos! É isso aí. Até a próxima.