sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Triângulo de Talento do PMI

A expressão “triângulo de talento” foi cunhada para reforçar a ideia de que apenas competências técnicas não são suficientes para alguém com a missão de gerenciar projetos.


É preciso muito mais que isso. O nome triângulo vem do fato desse importante conjunto de competências ser agrupado em três áreas; a saber:

·         Competência em técnicas de gerenciamento de projetos;

·         Competência em liderança;

·         Competência em estratégia e gestão de negócios.

Bem, mas o que faz parte de cada um desses grupos de competências? É o que veremos nesse post.

Competências em técnicas de gerenciamento de projetos incluem conhecer e saber usar as melhores práticas do PMBOK, a coleta e modelagem de dados, o gerenciamento do valor agregado, a governança de projetos, programas e portfólio, o gerenciamento do desempenho, o gerenciamento e rastreabilidade de requisitos, o gerenciamento de riscos, o gerenciamento de cronograma, o gerenciamento de escopo, as estimativas de tempo, custo e orçamento.

Competências de liderança incluem conhecer e saber usar o “brainstorming”, o “coaching” e o “mentoring”, o gerenciamento de conflitos, a inteligência emocional, a influência, o ouvir ativamente, a negociação, a resolução de problemas e a construção de equipes.

Competência em estratégia e gestão de negócios incluem conhecer e saber usar o gerenciamento de benefícios, a visão de negócios, os modelos e estruturas de negócios, a análise competitiva, o relacionamento e a satisfação do cliente, a indústria (a qual está inserido) e seus padrões, as obrigações regulatórias e legais de conformidade, as condições do mercado, as funções operacionais (finanças, marketing, etc), o planejamento, a análise e o alinhamento estratégico.

Se você chegou agora ou pegou o bonde andando deve estar se perguntando para que tanta coisa. Mesmo quem já está nessa área há algum tempo pode achar tudo isso um exagero. Será mesmo que o trabalho do gerente de projetos ficou mesmo muito mais complexo?

Bem, me parece que sim. Basta verificar que o guia PMBOK do PMI, na sua quinta edição, menciona dez áreas de conhecimento e 47 processos. Há também a metodologia Prince2 com seus princípios, temas e processos. Devemos citar também os métodos ágeis de gerenciamento de projetos como, por exemplo, o Scrum e sua abordagem de trabalho. Há os programas de software de gerenciamento de projetos, desde os dedicados à gestão do cronograma até aqueles que facilitam a colaboração da equipe. E, é evidente, há os projetos em si, cada um com suas características e desafios próprios nas organizações em que são implementados. Portanto, isso confirma o sim, uma vez que o gerenciamento de projetos pode ser complexo, fazendo todo o sentido o modelo do triangulo de talento do PMI. Bem, é isso aí. Até a próxima.
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Brainstorming: tempestade mental
Coaching: é uma atividade de formação pessoal na qual o instrutor ou treinador (“coach”) ajuda seu treinando ou cliente a evoluir.
Mentoring: é uma atividade que consiste em uma pessoa mais experiente ajudar outra pessoa menos experiente. O mentor funciona como guia, mestre e conselheiro.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ética e Gerenciamento de Projetos

Kant define o ato de punir como o direito do soberano de infligir castigo ao súdito que cometeu um delito. A punição, de maneira geral, tem como principais finalidades a repreensão e a prevenção de comportamentos nocivos à sociedade. Acredita-se que caso tais comportamentos não sejam punidos, eles passarão a fazer parte daquilo que é considerado correto, moral e de direito. (*) Immanuel Kant (1724 – 1804), filósofo prussiano.

 
Os projetos podem falhar por muitas razões, incluindo os erros individuais. Um projeto concluído com atraso ou que não consegue ser concluído, que gasta mais do que o valor orçado, que não alcança seus objetivos, dentre outros motivos, cria um desequilíbrio na organização. Geralmente, as empresas não aceitam, assim naturalmente, algo que não funciona como esperado. Afinal, o que saiu errado? Porque foi feito todo esse esforço para nada? Quem causou a falha? Será que existe um problema na organização – com alguém ou alguma coisa - que não estamos conseguindo identificar? Esses são questionamentos muito comuns em casos de projetos que fracassam.
Quando um projeto falha é muito fácil apontar o dedo e acusar essa ou aquela pessoa, como quem caça bruxas. Isso não é justo, mas acontece. A ideia de encontrar um culpado e puní-lo rapidamente dá a impressão de reestabelecimento do equilíbrio na organização. Mas, esse imediatismo, ou seja, a ação de simplesmente acusar alguém de ser o culpado pelo fracasso do projeto não é ético.
Nenhuma pessoa deve ser apontada como o causador do fracasso de um projeto, nem mesmo o próprio gerente de projeto. Não existe o "eu" em equipe. Ou, pelo menos, não deveria haver o tal do “eu”! Mesmo sendo o gerente de projetos o responsável por assegurar a conclusão do projeto, muitas vezes um projeto pode falhar apesar dos melhores esforços do gestor de projeto.
E se o projeto gastou mais, atrasou ou não atendeu aos requisistos de qualidade porque alguém da área de compras agiu de forma desonesta,  recebendo propina, e selecionou um fornecedor inadequado? Ou o atraso do projeto foi o resultado da enorme burocracia interna? Ou a qualidade ruim do produto gerado pelo projeto foi consequência da saída de especialistas para uma empresa concorrente? Bem, como podemos ver, para entender as caudas de fracasso de um projeto há muito a ser considerado e investigado.
Assim sendo, nestes casos de não completamento do projeto ou de fracasso do mesmo, deve-se dizer que a equipe falhou. Esta é a atitude mais ética, porque atribui a culpa pelo fracasso a equipe como um todo, em vez de apenas culpar uma ou duas pessoas. Isso não significa que as empresas não devam investigar as causas de fracasso de seus projetos para encontrar soluções de melhoria. É bom que façam isso e busquem melhorar continuamente, evitando o simplismo de acusar alguém, como se desejassem apenas se livrar de uma situação embaraçosa e indesejada.
E como funciona a ética no gerenciamento de projetos?
Quando se trata de gestão de projetos, a ética é extremamente importante, uma vez que abrange valores morais, crenças e regras que definem o certo e o errado. O PMI (Project Management Institute) possui um código de ética que tem o objetivo de estabelecer um entendimento pleno da conduta profissional e auxiliar na tomada de decisão quando se está diante de situações que possam comprometer a integridade e os valores morais dos gerentes de projeto.
Os padrões de conduta estabelecidos pela comunidade global de gerenciamento de projetos contemplam quatro valores, definidos como os mais importantes: responsabilidade, respeito, justiça e honestidade.
Responsabilidade – é o dever de assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas ou deixadas de tomar, as ações praticadas ou deixadas de praticar, e as conseqüências delas resultantes. O gestor não pode se envolver em qualquer comportamento ilegal, incluindo, mas não se limitando a: roubo, fraude, corrupção, apropriação ou suborno. O gestor não pode se envolver com blasfêmia ou difamação.
Respeito – é o dever de demonstrar elevada consideração pelos recursos que foram confiados ao gestor, que envolvem pessoas, dinheiro, reputação, a segurança de outros e os recursos naturais ou ambientais. Um ambiente baseado no respeito gera segurança, confiança e cooperação mútua, visando o desempenho do grupo e a valorização das ideias.
Justiça – é o dever de tomar decisões, agindo de forma imparcial e objetiva. A conduta não pode considerar preconceitos, favoritismos e os interesses próprios do gestor. O gestor deve demonstrar transparência no processo de tomada de decisão e deve fornecer condições iguais de acesso às informações durante um processo de licitação.
Honestidade – é o dever de compreender a verdade e agir de maneira verdadeira, tanto nas comunicações como na conduta. O gestor deve tomar medidas apropriadas para assegurar que a informação na qual está se baseando para tomar as suas decisões ou para fornecê-la a outros, é precisa, confiável e está no momento apropriado. O gestor não deve omitir resultados negativos, evitando esconder informações ou transferir a culpa para outros. E quando os resultados são positivos, o mérito deve ser dado a quem merece.
No website escritoriodeprojetos.com.br podemos encontrar um conjunto de tópicos sobre o comportamento ético em projetos:
·         Faça sempre a coisa certa (mesmo);

·         Siga os processos estabelecidos;

·         Aja sempre com ética e profissionalismo com todos os envolvidos;

·         Resolva os conflitos de interesse;

·         Reporte as violações;

·         Negocie os problemas;

·         Coloque sempre o projeto antes de seus interesses;

·         Compartilhe as lições aprendidas;

·         Aprimore suas competências.

Bem, é isso aí. Até a próxima.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Mais Dicas para o seu TCC


Surfar exige habilidade, o uso de técnicas, ter persistência
e muita determinação. Surfar é um sério desafio.
O mesmo vale para o trabalho de conclusão de curso.

Tenho dedicado atenção e tempo, aqui no blog, ao assunto TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), postando artigos sobre a escolha de temas e até uma sugestão de roteiro de elaboração do artigo do TCC, obviamente, voltado ao curso MBA em Gestão de Projetos. Isso tudo em função da grande demanda existente entre alunos de pós-graduação para esse assunto.

Ainda dentro do tópico elaboração do TCC, gostaria de sugerir ao estudante pesquisar nos seguintes sites:

BLOGSERMÍDIA
Recomendo a leitura do artigo "10 dicas para descomplicar o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC".

Essas dez dicas são as seguintes:
1-Escolha um tema
2-Delimite o universo da pesquisa
3-Estude Metodologia de Pesquisa
4-Fundamente o projeto teoricamente
5-Crie uma agenda de estudos para o TCC
6-Leia para conhecer o assunto que escolheu
7-Prepare o anteprojeto de pesquisa (conhecido por Projeto de TCC)
8-Determine as datas e horários para orientação com o seu professor orientador
9-Procure saber o número limite de páginas do artigo do TCC
10-Aproveite esse período de orientação de TCC para aprender e crescer profissionalmente. 

Para mais detalhes sobre as 10 dicas, por favor, clique AQUI!

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ARBACHE
Encontre no site da Arbache uma lista de trabalhos orientados pela profa. Dra. Ana Paula Arbache na área de gerenciamento de projetos.
Aproveite e assista ao vídeo “Como fazer um TCC em Gestão de Projetos, com a profa. Dra. Ana Paula Arbache. Para acesso ao link do vídeo, por favor, clique AQUI
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GUIATCC
Consulte também o site guiatcc e encontre as informações e dicas abaixo indicadas:
1-12 dicas para começar a redigir o TCC - Você já as conhece?
2-Como escolher e delimitar o tema do TCC?
3-Como fazer objetivo do meu TCC?
4-Como fazer uma boa introdução de TCC?
5-Normas ABNT 
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Bem, é isso aí! Até a próxima.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Importância do Pensamento Critico

O pensamento crítico é uma habilidade acadêmica central que ensina alunos de graduação e pós-graduação a questionar ou refletir sobre seu próprio conhecimento e sobre as informações que lhes são apresentados. Essa habilidade, que é essencial para estudantes que estejam trabalhando em pesquisa, é também uma habilidade de valor inestimável em muitos cenários de trabalho.

O que é o pensamento crítico?
O pensamento crítico não está ligado a atitude negativa de uma pessoa ou a suposição de que essa pessoa perceba o mundo a sua volta de forma negativa. O pensamento crítico significa examinar todas as informações, considerando os diferentes pontos de vista e estabelecer assim um julgamento fundamentado. É importante ter a mente aberta e bem informada para ser capaz de avaliar a qualidade de um argumento e tirar conclusões com base em evidências. O pensamento crítico permite aos estudantes que a incorporam fazer seus trabalhos acadêmicos da forma mais positiva possível, estando livres de ideias pré-concebidas. 
Como o pensamento crítico pode ser desenvolvido?
Tudo deve começar com o entendimento por parte dos estudantes de que devem se tornar capazes de avaliar cada fonte de informação para determinar o seu mérito antes de usá-la como referência. O que se defende aqui é que antes de utilizar uma estatística, citação ou peça de investigação para reforçar o seu argumento, o estudante deve fazer uma verificação cuidadosa para garantir que a fonte é confiável. É evidente que todo esse esforço dá trabalho, bem mais do que uma simples operação de copiar e colar. Afinal de contas, um argumento mal fundamentado, obtido através de uma pesquisa mal feita, não passa de um argumento frágil, cujo resultado não leva a grande coisa, além da mediocridade. O pensamento crítico é desenvolvido, naturalmente, pelo aluno em seu ambiente de estudos, pesquisando a profundidade das situações, buscando sempre analisar argumentos opostos para desvendar os mistérios de um determinado assunto da forma mais abrangente possível. 
Como isso se aplica ao ambiente de trabalho?
Alguém que está em um curso universitário tem a oportunidade de aprender muitas coisas, muito mais do que os conteúdos técnicos e espeficos do seu curso de formação. Entretanto, a grande maioria dos estudantes tem a tendência de considerar que tudo que é diferente dos temas específicos de seus cursos não serve para nada e não será usado na prática do seu trabalho, depois de formados. Esse é um erro que muitos só perceberão bem mais tarde. Um estudante de administração ou de direito, por exemplo, além dos conceitos da teoria geral da administração ou das leis, terá a oportunidade de desenvolver suas habilidades de comunicação, de aprender técnicas de apresentação, melhorar sua escrita e sua capacidade de raciocínio analítico e crítico. Essas são habilidades muito importantes hoje em dia e muito bem vindas no mundo das modernas organizações. Nas empresas atuais as pessoas que ocupam cargos gerenciais e de supervisão tem que lidar com problemas o tempo todo. Não dá para resolver um problema sem compreender sua natureza e extensão, ou sem determinar o que o afeta e é por ele afetado. Para isso, torna-se necessário refletir sobre o problema, analisar todas as informações disponíveis, seus prós e contras, de uma forma objetiva, isenta e livre de preconceitos, até conseguir encontrar uma solução ótima. Isso é usar, na prática, o pensamento crítico. Além da resolução de problemas, o pensamento crítico pode ser usado para melhorar as empresas através da análise de pesquisas de mercado, do reconhecimento de oportunidades, da análise e avaliação dos concorrentes e de suas práticas, no desenvolvimento de novos produtos, auxiliando a empresa a melhorar sua posição competitiva em seu segmento de mercado.
Assista ao video e reflita sobre a sua compreensão à respeito do pensamento crítico.
Por tudo isso, podemos dizer que o pensamento crítico é uma habilidade muito importante tanto no mundo acadêmico quanto no ambiente de trabalho. Bem, é isso aí! Até a próxima.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Os Quatro Estágios de Consciência da Competência


“Na sua vida pessoal ou profissional, provavelmente, existe alguma tarefa que você desempenha com perfeição. Mas essa habilidade não nasceu de uma hora para outra, pois no caminho entre o não saber e o saber, todo ser humano passa por quatro estágios.

1º estágio – Inconsciência da minha incompetência
Pensamento comum – “Eu não sei que eu não sei!”
Cenário - Quando se tem entre 13 e 14 anos, é comum que o jovem julgue que é capaz de dirigir um automóvel, afinal, já presenciou alguém fazendo isso: é só dar a partida com a chave e coordenar alavancas e pedais. É muito fácil, porém...

2º estágio – Consciência da minha incompetência
Pensamento comum – “Eu sei que eu não sei!”
Cenário – Quando colocado ao volante pela primeira vez, é possível que o jovem de 13 anos que nunca dirigiu deixe o carro morrer, em um cenário otimista, uma, duas ou três vezes, antes de conseguir arrancar com o automóvel. Ele, então, se dá conta de que, na verdade não sabe dirigir.

3º estágio – Consciência da minha competência
Pensamento comum – “Eu sei que eu sei!”
Cenário  - Aquele adolescente cresce, entra em uma autoescola e conquista a tão sonhada habilitação, ainda que provisória. Ele faz tudo certinho, porém é preciso análise antes de cada movimento que faz, pois a ação de dirigir ainda não entrou no módulo automático do cérebro.

4º estágio – Inconsciência da minha competência
Pensamento comum – “Eu não sei que eu sei!”
Cenário – Após anos de prática, já não é mais preciso pensar para desempenhar a função de dirigir. Até que um dia, sem perceber, erra o caminho ou, ao chegar ao destino, nem lembra exatamente qual foi o trajeto.

 
Todo novo aprendizado deve ser bem-vindo. É preciso apenas que o aprendiz tenha persistência para desenvolver a nova habilidade.

Qual tem sido o seu desafio na vida, em termos de aprendizagem?”
*Por Eduardo Ribeiro, consultor da Integração Escola de Negócios

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Porque a Equipe Scrum precisa ser de Alto Desempenho?

A expectativa de gerenciar um projeto Scrum é que o mesmo aconteça da forma mais eficiente e eficaz possível. Uma equipe de projeto é alocada para fazer o trabalho, desenvolvendo e criando as partes do produto, nos vários “sprints” planejados para o projeto.


Um “sprint” costuma durar entre 1 e 4 semanas e isso não é muito tempo. Se o pessoal que forma a equipe não é bom o suficiente, se a equipe não é boa, capaz de trabalhar com alto desempenho, o projeto poderá ter problemas. Sim, mas boa quanto e como??? Porque a equipe Scrum precisa ser de alto desempenho? Para responder a essa pergunta, vamos repassar as principais características de uma equipe Scrum.

Autoridade para fazer o que precisa ser feito – definir e organizar como irá trabalhar e concluir os itens de cada “sprint backlog”. Ninguém fora da equipe Scrum tem autoridade para fazer isso. As equipes precisam ser capazes de fazer o trabalho e atuar com sinergia.

Auto organização da equipe – as competências necessárias para organizar o trabalho que precisa ser feito estão dentro da equipe. Se algum membro da equipe é mais experiente e treinado para executar uma atividade, essa atividade poderá ser direcionada para esse membro. Mas a decisão de quem faz o que, quando e como, pertence a equipe.

Multidisciplinaridade e competência técnica – a equipe Scrum deve possuir todas as competências necessárias para fazer o trabalho corretamente, durante o “sprint backlog”, sem o auxílio de equipes externas.

Isso significa que a ideia do Scrum não poderia ser aplicada com uma equipe de estagiários inexperientes, certo? Corretíssimo! Será necessário reunir pessoas que conheçam muito bem o que precisa ser feito, capazes de se organizar e, muito importante, dar-lhes autoridade para tomar decisões sobre o projeto. É evidente que quem dá essa autoridade é a direção da organização que adota a metodologia Scrum de gerenciamento ágil de projetos. Se você quer um trabalho bem feito, executado num período relativamente curto e dentro do custo estimado, precisa de uma equipe de alto desempenho. Simples, assim!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Mais Alguns Minutos sobre o Scrum

O Scrum é uma plataforma Ágil para executar projetos complexos. Pelo menos, na opinião da organização Scrum Alliance.

 
Na sua forma original o Scrum foi elaborado para projetos de desenvolvimento de software, entretanto, muitos defendem que a metodologia pode ser aplicada a qualquer projeto com escopo de trabalho inovador.

Uma visão rápida do jeito de gerenciar projetos com o Scrum
·     Um projeto é feito em etapas de trabalho chamadas "sprints";
 
·    Um “product owner” cria uma lista de desejos com prioridades, chamada de “product backlog”;

·         Durante o planejamento do "sprint", a equipe do projeto recebe uma pequena parte da lista de desejos, chamada de “sprint backlog”, e decide como implementar essa parte;

·         A equipe do projeto tem um determinado tempo para fazer o trabalho – um “sprint dura de 1 à 4 semanas (ou 2 à 4 semanas). A duração de um "sprint" pode mudar um pouco, mas não é longa. A equipe se reúne diariamente para avaliar o progresso do projeto (em uma reunião chamada “Daily Scrum”);

·         No decorrer do projeto, o “Scrum Master” mantém a equipe focalizada no seu objetivo;

·         Ao final do “sprint”, o trabalho deve ser potencialmente utilizável, pronto para ser entregue ao cliente e apresentado às partes interessadas;

·         O “sprint” termina com a sua revisão e retrospectiva;

·         Para iniciar o próximo “sprint”, a equipe do projeto recebe outra parte do “product backlog” e todo o processo é feito novamente.

 
O ciclo se repete certo número de vezes até que ocorra uma das três situações abaixo:

·        Todos os itens ou uma quantidade suficiente de itens no “product backlog” seja concluída;

·         O orçamento do projeto se esgote;

·         O prazo do projeto termine.

A situação, dentre as três acima mencionadas, que marca o fim do trabalho e faz o projeto terminar, pode ser diferente para cada projeto. O ideal é que o projeto consiga produzir completamente o produto (serviço ou resultado) para o qual foi criado, dentro do orçamento planejado e no prazo previsto. Entretanto, isso nem sempre é possível. A experiência mostra que, na maioria dos casos, o Scrum garante que uma parte importante, ou mais significativa, do projeto seja concluída quando o projeto termina, qualquer que seja o motivo do seu encerramento.

O Product Owner – é uma espécie de dono do produto sendo, portanto, responsável pelo “product backlog” e por maximizar o ROI (“Return on Investment”, ou retorno do investimento) do projeto. O “product owner” representa os usuários, define claramente os itens do “backlog”, organiza os itens do “backlog” por valor e garante a visibilidade do projeto.

O Scrum Master – tem a responsabilidade de remover impedimentos, facilitar a comunicação e o ciclo de eventos na metodologia Scrum.

A Equipe do Projeto (também chamada Equipe Scrum) – é responsável por desenvolver e entregar as partes do produto (também chamadas de incremento de produto) que são criadas em cada “sprint”. Deve ser auto organizada, definidora de suas práticas, multidisciplinar, desenvolvedora e trabalhar com um grupo pequeno de pessoas. Já vi textos sobre o Scrum mencionando algo entre 4 e 9 pessoas. Outros textos, por sua vez, afirmando que a equipe do projeto deveria ter entre 5 e 12 membros. De qualquer modo, é aceito que a equipe do projeto Scrum deve ser pequena.
As equipes pequenas funcionam melhor em nome da agilidade, levando em conta os seguintes aspectos:
·         As pessoas evitam se esforçar menos (como se diz, na gíria, “encostando o corpo”), porque acreditam que os outros irão perceber esse comportamento;

·         A interação é mais fácil e construtiva;

·         O tempo para coordenar esforços é menor;

·         As pessoas se sentem melhor trabalhando em equipes pequenas.

O Scrum é a principal metodologia de desenvolvimento ágil utilizado por empresas em todo o mundo. A Scrum Alliance é uma organização que busca transformar a maneira de se gerenciar projetos complexos, levando o Scrum e os princípios ágeis para além do desenvolvimento de software, ou seja, para o mundo mais amplo do trabalho em diferentes empresas públicas e privadas. No seu website a Scrum Alliance declara que:

Anyone who has a complex project can benefit from using Scrum. Whether you’re working on the next smartphone app, managing logistics for a store, or planning a charity event, you can use Scrum!

“Qualquer um que tenha um projeto complexo pode se beneficiar do Scrum. Se você está trabalhando no próximo aplicativo para smartphone, no gerenciamento da logística de uma loja ou no planejamento de um evento de caridade, pode usar o Scrum!”
Bem, é isso aí! Até a próxima.