segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
A Tendência de Maior Proximidade entre Projetos e Estratégia
Com as transformações que enfrentamos em todos os setores de nossa vida, algumas tendências no gerenciamento de projetos estão se consolidando.
Tais tendências são as seguintes: a escolha de abordagens híbridas de gerenciamento de projetos, o impacto da Inteligência Artificial e “Data Analytics”, o gerenciamento de projetos como agente de mudanças, o uso cada vez maior de equipes remotas, maior ênfase nas “soft skills” e maior proximidade entre projetos e estratégia.
Nesse post vamos abordar a tendência de
uma maior proximidade entre projetos e estratégia.
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Tradicionalmente, o gerenciamento de
projetos é uma ferramenta organizacional usada para trabalhar e atingir metas
distintas, que podem incluir o lançamento de um único produto ou serviço ou a
busca de um determinado resultado. Nesse sentido, um projeto é um esforço
temporário com início e fim finitos, e a função do gerente de projeto é
conduzir o projeto até a sua conclusão.
Nos últimos anos, no entanto, a função
do gerenciamento de projetos em muitas organizações começou a se expandir. O
gerenciamento de projetos é mais do que apenas uma ferramenta para realizar
objetivos distintos; a estrutura agora também está sendo aplicada a estratégias
e iniciativas mais amplas.
Harold Kerzner, um dos maiores autores
na área do gerenciamento de projetos, em seu livro “Project Management: A
Systems Approach to Planning, Scheduling, and Controlling” (Gerenciamento de
Projetos: Uma Abordagem de Sistemas para Planejamento, Programação e Controle),
publicado em 2013, afirma que o gerenciamento de projetos é visto como um
elemento vital para as empresas atingirem seus objetivos estratégicos.
Será que conseguimos executar a estratégia da organização dentro dos projetos ou através dos mesmos? A resposta é sim. Essa é a tendência que estamos destacando nesse texto. O foco no gerenciamento de programas e portfólio é um importante mecanismo para executarmos e gerenciarmos a estratégia em uma organização.
Nesse contexto, foi cunhado o termo Strategic Project Management (SPM) ou Gerenciamento de Projetos Estratégico, para definir o processo de pensar sobre os projetos à luz de sua conexão com o plano estratégico. Em outras palavras, o SPM trata da formação de vínculos claros entre os projetos e os objetivos estratégicos de uma organização.
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“O gerenciamento de projetos está
sendo cada vez mais usado para impulsionar a estratégia e o sucesso das
organizações e foi além da simples entrega de resultados”. Fonte: Project
Management Global Outlook, 2019, KPMG, AIPM e IPMA.
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Mas nem tudo são flores. Embora essa
seja uma tendência percebida nas pesquisas de muitas empresas de consultoria e
instituições de profissionais em gerenciamento de projetos, isso não significa
que o gerenciamento estratégico de projetos tenha sido amplamente adotado e que
tudo funcione de forma clara e perfeita. Por conta disso, e criando uma imagem
para traduzir a situação presente, pode-se dizer que existe muita água para
rolar por debaixo dessa ponte.
Segundo o relatório “The State of
Project Management 2020”, da PM College, também baseado em uma pesquisa, menos
de 32% das organizações estão engajadas com o gerenciamento estratégico de
projetos. Embora pareça pequeno, esse número tem crescido ano após ano. O citado
relatório aponta que não identificou práticas de SPM que sejam usadas pela
maioria das organizações, embora os relatórios do progresso do projeto
estratégico para as principais partes interessadas tenham sido mencionados.
Por seu turno, o IPMA (International Project
Management Association) elaborou em parceria com a PwC (empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers)
uma pesquisa chamada Artificial Intelligence Impact in Project Management, de
outubro/2020, abrangendo mais de 276 mil pessoas em 157 países. Um dos
resultados dessa pesquisa mostrou o seguinte:
- 59% dos
entrevistados afirmou que suas organizações tinham PMO (estrutura para
gerenciamento de projetos, programas e portfólio), e que;
- 62% dos
PMOs tinham relacionamento com a estratégia das organizações.
Para os gerentes de projeto que desejam
colocar suas habilidades a serviço da execução da estratégia de suas organizações,
vale muito e é essencial refletir sobre a relação dessas estratégias com o
gerenciamento de projetos, de programas e portfólio. Isso permitirá que o
gerente de projetos compreenda como os projetos individuais se relacionam entre
si e com os objetivos estratégicos abrangentes. Tudo isso pode funcionar muito
bem para auxiliar o gerente de projetos a tomar decisões mais inteligentes para
o avanço da sua organização.
(*) Para seguidores do blog: Se desejar receber uma copia
de algum relatório citado nesse artigo, basta enviar um e-mail para h12sblog@gmail.com
Bem,
é isso aí, até a próxima!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
A Tendência da Enfase nos “Soft Skills”
Com as transformações que enfrentamos em
todos os setores de nossa vida, algumas tendências no gerenciamento de projetos
estão se consolidando.
Tais tendências são as seguintes: a escolha de abordagens híbridas de gerenciamento de projetos, o impacto da Inteligência Artificial e “Data Analytics”, o gerenciamento de projetos como agente de mudanças, o uso cada vez maior de equipes remotas, maior ênfase nas “soft skills” e maior proximidade entre projetos e estratégia.
Nesse post vamos abordar a tendência da
enfase nos “soft skills”.
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Os gerentes de projeto precisam de certo
nível de habilidades analíticas e organizacionais para serem eficazes em suas
funções, mas o trabalho de um gerente de projeto não termina com a conclusão do
escopo do projeto, com os documentos orçamentários e outros tipos de relatórios.
No centro de seu trabalho está a
compreensão das pessoas e como gerenciá-las de forma a produzir os melhores
resultados. Por esse motivo, possuir um conjunto eficaz de “soft skills” pode
ser tão importante quanto possuir as habilidades técnicas básicas que são tipicamente
associadas à disciplina.
Voltando no tempo alguns anos, logo no
prefácio do relatório "The Future of Jobs" (O Futuro dos Empregos) do
ano de 2016, do Fórum Econômico Mundial (“World Economic Forum”), encontramos a
afirmação de que “estamos no início de uma Quarta Revolução Industrial.
Desenvolvimentos em genética, inteligência artificial, robótica,
nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia, para citar apenas alguns, estão
todos construindo e ampliando uns aos outros. Isso lançará as bases para uma
revolução mais abrangente do que qualquer coisa que nós já vimos. Sistemas
inteligentes - casas, fábricas, fazendas, redes ou cidades - ajudarão a
resolver problemas que vão desde a gestão da cadeia de suprimentos às mudanças
climáticas”. Sim, de lá para cá, tudo isso tem se confirmado.
O mesmo relatório também afirma que, do
ponto de vista das habilidades necessárias para se trabalhar, junto com o
conhecimento técnico relacionado as habilidades e qualificações formais
pertencentes a cada área específica de atuação (“hard skills”) serão
necessárias habilidades relacionadas a prática do trabalho (“soft skills”)
como, por exemplo, criatividade, comunicação, liderança, negociação, gestão de
conflitos, colaboração e resolução de problemas. O mencionado relatório afirma
que as “soft skills” são as habilidades mais procuradas pelos empregadores em
novas contratações e que isso iria aumentar com o tempo.
Mais recentemente, o relatório
"Pulse of the Profession 2020" do PMI (Project Management Institute) confirmou
que a maioria das organizações está colocando uma ênfase quase igual nas
habilidades de liderança e nas habilidades técnicas.
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Os dados do relatório "Pulse of the
Profession 2020" mostram que as organizações estão dando alta prioridade
aos seguintes aspectos do desenvolvimento de talentos em apoio a projetos de
sucesso: habilidades técnicas (68%), liderança (65%), habilidades de negócios
(58%) e habilidades digitais (50%).
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Ainda confirmando essa tendência, não podemos deixar de mencionar o documento “Projecting the Future” (Projetando o Futuro), da
APM (Association for Project Management), que estabelece que:
“As habilidades técnicas e capacidades
de gestão - embora ainda sejam importantes - serão cada vez mais substituídas
por amplos conjuntos de habilidades que incluem liderança transformacional, design
organizacional, liderança digital, comunicações, governança sobmedida e habilidades
de revisão”.
E o texto continua afirmando que:
“ ... à medida que a projetificação do
trabalho continua, haverá uma grande necessidade de profissionais de projeto
para colaborar – e fornecer liderança para - colegas de diversas origens
profissionais”.
Há inúmeros artigos que podem confirmar
a tendência da ênfase nas “soft skills” no campo do gerenciamento de projetos.
Essa, de fato, não é uma grande novidade, embora eu considere apropriado o seu devido
registro. Vale ainda lembrar que dentro das habilidades do grupo das “soft
skills”, a liderança surge em primeiríssimo lugar.
Para concluir esse tópico eu gostaria de dizer que os gerentes de projeto eficazes devem estar atentos e ser capazes de prever as necessidades de sua equipe, entender suas expectativas e motivações e identificar e remover obstáculos antes que afetem o andamento de um projeto.
Bem, é isso aí, até a próxima.
sábado, 16 de janeiro de 2021
A Tendência de Uso Cada Vez Maior de Equipes Remotas
Com as transformações que enfrentamos em
todos os setores de nossa vida, algumas tendências no gerenciamento de projetos
estão se consolidando.
Tais tendências são as seguintes: a
escolha de abordagens híbridas de gerenciamento de projetos, o impacto da
Inteligência Artificial e “Data Analytics”, o gerenciamento de projetos como
agente de mudanças, o uso cada vez maior de equipes remotas, maior ênfase nas
“soft skills” e maior proximidade entre projetos e estratégia.
Nesse post vamos abordar a tendência do uso
cada vez maior de equipes remotas.
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O gerenciamento de projetos, como outros
setores, não está mais estritamente limitado às fronteiras de um escritório
típico. Devido a uma série de fatores - incluindo maior conectividade, mudanças
nos valores corporativos e a ascensão da economia gig - as equipes digitais e
remotas são muito comuns hoje em dia, mais do que foram em outros tempos
relativamente recentes.
Dentro da chamada economia gig as
pessoas, geralmente, trabalham por meio de contratos independentes e de curto
prazo. Em outras palavras, o vínculo empregatício é mais frouxo e vantajoso do
ponto de vista do empregador. Os contratos dos gigs estão em direta oposição
aos contratos de trabalho usados para os cargos regulares de tempo integral. Nos
EUA e no Reino Unido, por exemplo, já existia legislação que suportava essa
relação de trabalho, e no Brasil isso aconteceu com a recente reforma
trabalhista. Tudo isso mostra como vivemos em tempos muito duros e cheios de
desafios.
As organizações precisam se modernizar
para sobreviver e crescer e os projetos de transformação digital têm um papel
relevante e fundamental nesse processo. Nesse cenário, o PMI (Project Management
Institute) fala da “Project Economy” (Economia de Projeto), na qual o
gerenciamento de projeto não é algo temporário ou descartável, mas uma
ferramenta capaz de fortalecer as organizações e empoderar indivíduos a
transformarem ideias em realidade. No
material divulgado pelo PMI é possível encontrar a seguinte afirmação: “A nova
identidade visual do PMI carrega uma linguagem através de símbolos que
representam as qualidades necessárias para se fazer parte da Project Economy:
colaboração, determinação, mudança, inovação, trabalho em equipe, resultados,
crescimento, visão e comunidade”.
Todavia, embora se afirme e reafirme a
importância da função de gerente de projetos dentro das organizações, pesquisas
apontam que as empresas – em aparente contradição - dão preferência por
contratar esses profissionais em regime temporário.
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41% dos
executivos brasileiros disseram que vão aumentar o quadro de trabalhadores por
projetos nos próximos meses.
Fonte:
Guia Salarial 2021 da Robert Half.
Contratar
alguém “por projeto” significa que esse colaborador não será contratado em
regime de tempo integral. Para mais detalhes acesse o artigo Comentários sobre o Guia Salarial 2021 Robert Half.
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Isso não quer dizer que todos os gerentes
de projeto serão, à partir de agora, contratados “por projeto”, mas tal fenômeno já vem
ocorrendo em muitas empresas, como reforça o mencionado Guia Salarial 2021
Robert Half. A frase abaixo, que justifica esse tipo de contratação, mostra
como os empregadores pensam a esse respeito:
“Seja para realizarem tarefas pontuais,
mas urgentes, ou para substituírem funções estratégicas para as quais as
empresas não podem – ou não necessitam – recrutar imediatamente em contratos
permanentes, os profissionais especializados para projetos – de analistas
e gerentes – estão em alta demanda neste contexto de reorganização dos negócios
e retomada”.
Importante notar que mesmo com a alta
demanda, a preferência é ainda pela contratação na modalidade “por projeto”. Algumas
das vantagens para os empregadores desse tipo de contratação incluem, por
exemplo, contar com profissionais especializados para projetos pontuais, que
agregam conhecimento ao time, manter a agilidade e a produtividade em períodos
desafiadores e aumentar a flexibilidade da área, sem afetar a rotina do pessoal
em tempo integral.
Em seguida, o Guia Salarial 2021 Robert Half apresenta uma lista de cargos que podem ser contratadas na modalidade “por projeto” e, logo no início, aparece a posição de Scrum Master.
Além das contratações “por projeto”, há um crescimento significativo das contratações de pessoal na modalidade do teletrabalho ou trabalho remoto.
Embora o trabalho remoto já estivesse crescendo,
a pandemia do Coronavirus (COVID-19) forçou uma mudança sem precedentes. Em um
esforço para proteger as pessoas e desacelerar a propagação do vírus,
organizações em todo o planeta adotaram novas políticas de trabalho em casa que
favorecem a comunicação digital através das redes.
Estima-se, nesse início de 2021, que aproximadamente
metade dos trabalhadores dos EUA estão agora trabalhando à distância e que essa
tendência provavelmente continuará mesmo depois que a pandemia diminuir, o que
representará desafios únicos para os gerentes de projeto.
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62% dos
executivos aprovam o trabalho remoto e tiveram experiência positiva durante a
pandemia.
74% dos
empregadores apoiam contar com
uma equipe de trabalho híbrida (parte
home office e parte no escritório).
Fonte: Guia
Salarial 2021 da Robert Half.
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Considerando alguns desses desafios
únicos podemos fazer a seguinte reflexão: Algumas funções de negócios são
realizadas mais facilmente quando todos os membros de uma equipe de projeto
estão localizados no mesmo local. Aspectos importantes como colaboração
espontânea, formação de equipes, alinhamento de projetos e outras tarefas de
gerenciamento de projetos são simplesmente mais facilmente gerenciáveis quando
todos os membros da equipe estão próximos uns dos outros. No entanto, esse
desafio não significa que equipes digitais ou remotas sejam inerentemente
contraproducentes. O trabalho remoto oferece muitos benefícios, incluindo maior
flexibilidade, o que pode ajudar uma organização a atrair e reter os melhores
talentos. E, como indicam estudos recentes, o trabalho remoto traz o sempre
desejado benefício da redução de custos para as empresas.
Nesse ponto, não poderíamos deixar de
mencionar o lançamento de vários softwares de controle do trabalho remoto que
podem fornecer aos empregadores formas de gerenciar seus funcionários trabalhando
remotamente. Tais softwares são usados como ferramentas de manutenção da
produtividade da equipe e tem funcionalidades dedicadas ao acesso remoto, a
comunicação em tempo real, ao monitoramento de equipes, a colaboração e ao
gerenciamento de projetos. Com a adoção desses softwares o empregador poderá
avaliar o engajamento de um colaborador ou, em outras palavras, verificar se o
que o colaborador faz durante o período de trabalho está relacionado ao
trabalho propriamente dito ou a outros assuntos. Existem ferramentas de
controle do trabalho remoto que permitem o rastreamento do uso do teclado e do
mouse do computador do colaborador em trabalho remoto, podendo verificar que
aplicativos estão sendo acessados durante o horário de trabalho. Isso cria um
sistema de implacável vigilância da empresa sobre cada um de seus colaboradores
em trabalho remoto.
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“... with Hubstaff’s employee
monitoring software.
- See
work in progress with optional screenshots
- Track
app and URL activity
- Capture
activity levels based on keyboard and mouse usage
- Easily
export timesheets and reports
- Runs
on Windows, Mac, Linux, and Chromebook
[“... com o software de
monitoramento de funcionários da Hubstaff.
- Veja
o trabalho em andamento com capturas de tela opcionais
- Rastreie
atividades de aplicativos e URLs
- Capture
níveis de atividade com base no uso do teclado e do mouse
- Exporte
facilmente planilhas de horas e relatórios
- Funciona
em Windows, Mac, Linux e Chromebook ]
Fonte: Hubstaff – Time Tracking software.
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A vigilância de
trabalhadores remotos não é uma novidade. Estudos publicados em 2018 sugerem que
essa vigilância pode aumentar o estresse no local de trabalho, promover a
alienação do trabalhador, diminuir a satisfação no trabalho e transmitir a
percepção de que a quantidade de trabalho que se gera é mais importante do que
sua qualidade. Em uma análise que recebeu o título "Watching Me Watching
You" (Me Observando e Te Observando), os antropólogos britânicos Michael
Fischer e Sally Applin concluem que a vigilância no local de trabalho cria
"uma cultura onde ... as pessoas alteram com mais frequência seu
comportamento para se adequar às máquinas e trabalhar com elas, e não o
contrário. Em outras palavras, a vigilância constante dos funcionários diminui
sua capacidade de operar como pensadores e atores independentes. Para mais
detalhes acesse o artigo The Employer-Surveillance State, de Ellen R. Shell, publicado em outubro de 2018.
Como dissemos, o aumento do trabalho
remoto tende a continuar mesmo depois que a crise global de saúde diminuir. Por
conta disso, os gerentes de projeto devem encontrar maneiras de reduzir o
atrito ou ineficiências que possam surgir.
Embora as empresas tenham a tendência a não abrir mão de seu rígido controle sobre seus funcionários e isso se materializa no uso cada vez maior dos softwares de controle do trabalho remoto, a comunicação clara e aberta sempre será uma estratégia-chave para um gerenciamento de projetos eficaz, e se tornará ainda mais relevante à medida que essa tendência continuar a evoluir. Bem, é isso aí, até a próxima.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
A Tendência do Gerenciamento de Projetos como Agente de Mudanças
Com as transformações que enfrentamos em
todos os setores de nossa vida, algumas tendências no gerenciamento de projetos
estão se consolidando.
Tais tendências são as seguintes: a
escolha de abordagens híbridas de gerenciamento de projetos, o impacto da
Inteligência Artificial e “Data Analytics”, o gerenciamento de projetos como
agente de mudanças, o uso cada vez maior de equipes remotas, maior ênfase nas
“soft skills” e maior proximidade entre projetos e estratégia.
Nesse post vamos abordar a tendência do
gerenciamento de projetos como agente de mudanças.
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Enquanto cerca de metade (49%) das
organizações dizem que a resistência a mudança é um dos seus maiores desafios,
apenas cerca de um terço (34%) oferecem qualquer treinamento em gestão de
mudança. Fonte: The State of Project Management 2020, Trends and Practices for
a New Decade, Project Management Solutions Inc., 2020.
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A cada ano, uma organização pode passar
por dezenas - até centenas - de mudanças organizacionais. Isso pode variar de
pequenos ajustes de processos internos a revisões totais de produtos, serviços,
cadeia de suprimentos, estratégia ou estrutura de uma empresa. Embora isso
sempre tenha sido verdade, o surgimento do novo coronavírus forçou muitas
organizações a adotar iniciativas de mudança substanciais enquanto também
concluíam projetos existentes.
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“Change management is an increasingly
important skill and knowledge area for project management” (O gerenciamento de
mudanças é uma habilidade e uma área de conhecimento cada vez mais importante
para o gerenciamento de projetos). Fonte: IPMA-KPMG, Project Management Survey,
2019.
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Os gerentes de projeto, cada vez com
maior frequência, gerenciam não apenas seus próprios projetos, mas também as
iniciativas de mudança da organização. O gerente de projetos atua como um
agente de mudanças.
Conforme mostrado na Pesquisa de
Gerenciamento de Projetos mais recente conduzida pela IPMA
(International Project Management Association), 63% das organizações conduzem
projetos que incluem pelo menos alguma forma de gerenciamento de mudança. O
mesmo relatório indica que apenas 30% dessas organizações acreditam que seus
recursos de gerenciamento de mudança são “muito” ou “extremamente” eficazes.
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“The future of project management is as
a connected facilitator of change and return on investment. This will require
greater emphasys on aligning organization change management capability with
project delivery capability” (O futuro do gerenciamento de projetos é como um
facilitador conectado de mudanças e retorno sobre o investimento. Isso exigirá
maior ênfase no alinhamento da capacidade de gerenciamento de mudanças da
organização com a capacidade de entrega do projeto). Fonte: IPMA-KPMG, Project
Management Survey, 2019.
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Você pode estar se perguntando: O que um
gerente de projeto deve fazer? Felizmente, existem etapas que você – gerente de
projetos - pode seguir para gerenciar melhor seus projetos, mesmo em tempos de mudanças
organizacionais substanciais. Você pode, por exemplo, desenvolver um plano de
gerenciamento de mudanças como parte de seu plano de projeto abrangente, que
descreve as etapas e protocolos que sua equipe seguirá.
Encontre dicas sobre
gerenciamento de mudanças em projetos no artigo Gerente de Projeto: Um Agente de Mudança, com referência ao HCMBOK.
A gestão de mudanças também é abordada
de forma complementar ao gerenciamento de projetos no HCMBOK, ou Human Change
Management Body of Knowledge (Corpo de Conhecimento do Gerenciamento de
Mudanças Humanas), considerado um guia da gestão de mudanças organizacionais em
projetos. O HCMBOK apresenta um método que pode ser aplicado em várias metodologias
de projetos (Waterfall, PMBOK, Prince 2, Scrum) e cuja adaptação depende do
tipo de projeto que está sendo executado. O HCMBOK é um guia emitido pelo HUCMI (Human
Change Management Institute).
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Quando pensamos na transformação digital
a gestão de mudança é ainda mais crítica. A transformação digital não trata
apenas da digitalização de processos existentes ou de colocar tais processos na
nuvem. Essa transformação requer a reestruturação de produtos e serviços de uma
empresa em torno dos recursos digitais existentes. Por sua vez, os gerentes de
projeto são recursos muito importantes durante um processo de transformação
digital, uma vez que essa transformação requer uma mudança cultural e de capacidade
para se adaptar às mudanças nas condições do mercado e às novas tecnologias.
Você também pode achar benéfico fazer
uma pequena mudança e tornar-se mais flexível em sua abordagem de gerenciamento
de projetos, talvez adotando uma metodologia híbrida de gerenciamento de
projetos, seguindo outra tendência de 2021. Eu acho que refletir sobre tudo
isso é bastante válido. Vamos seguir acompanhando e discutindo esses assuntos.
Deixe seu comentário. É isso aí, até a próxima.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
O Impacto da IA e Data Analytics na Gestão de Projetos
Com as transformações que enfrentamos em
todos os setores de nossa vida, algumas tendências no gerenciamento de projetos
estão se consolidando.
Fonte: Greengard, S. Datamation.com, 2019. Disponível em https://www.datamation.com/artificial-intelligence/what-is-artificial-intelligence.html
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Tais tendências são as seguintes: a
escolha de abordagens híbridas de gerenciamento de projetos, o impacto da
Inteligência Artificial e “Data Analytics”, o gerenciamento de projetos como
agente de mudanças, uso cada vez maior de equipes remotas, maior ênfase nas
“soft skills” e maior proximidade entre projetos e estratégia.
Nesse post vamos abordar o impacto da
Inteligência Artificial e “Data Analytics” na gestão de projetos.
-------- Dados Recentes mostram o seguinte: --------
54,92% dos entrevistados declararam que
trabalham em organizações que usam IA em projetos;
Tipos de uso da IA em gerenciamento de
projetos: Ferramentas analíticas de predição, assistentes digitais (chatbots),
RPA (Robotic Process Automation) e ferramentas de gerenciamento de projetos
especializadas e aumentadas com as capacidades da IA;
A principal barreira de adoção (para
70%) da IA nas organizações é o entendimento / conhecimento limitado das
tecnologias de Inteligência Artificial;
85% das empresas adotam o “on the job
training” (treinamento no trabalho) para desenvolver competências e habilidades
de IA para seus profissionais de gerenciamento de projetos;
Em termos de benefícios esperados para a
adoção de tecnologias de IA no projeto estão o aumento da produtividade, mais
velocidade e acertividade na tomada de decisões e melhor desempenho dentro da
prática de gerenciamento de projetos.
(Fonte: Artificial Intelligence impact
in Project Management, PwC, October/2020).
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Como acontece com praticamente todos os
outros setores, o gerenciamento de projetos está sendo impactado pelo
surgimento da inteligência artificial (IA), do aprendizado de máquina (“machine
learning”) e da proliferação da coleta e análise de dados.
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A inteligência
artificial é a capacidade de dispositivos eletrônicos de funcionar de
uma maneira que lembra o pensamento humano. Isso implica em perceber variáveis,
tomar decisões e resolver problemas.
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Ainda é difícil prever exatamente como
será o impacto das novíssimas tecnologias no gerenciamento de projetos. No
entanto, a maioria dos especialistas concorda que algum grau de disrupção é
inevitável, um fato que a APM (Association
for Project Management – Associação para o Gerenciamento de Projetos) discute
longamente em seu relatório “Projecting the Future” (Projetando o Futuro).
De acordo com o relatório “Projecting the Future”, enfrentamos mudanças
rápidas, sem precedentes, que afetam toda a sociedade e a economia, impulsionadas
por novíssimas tecnologias como Big Data, inteligência artificial e robótica.
Essas mudanças irão remodelar fundamentalmente como vivemos e fazemos negócios,
com enormes implicações nas organizações públicas e privadas. Por sua vez, a
profissão de gerente de projetos deverá ter um papel fundamental na criação
desse futuro. Afinal, os projetos são o caminho que as empresas e os governos
têm para entregar resultados.
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A tecnologia disruptiva ou
inovação disruptiva é um termo que descreve uma inovação tecnológica, um produto
ou um serviço com características que provocam uma ruptura com os padrões,
modelos ou tecnologias já estabelecidos no mercado.
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Um dos impactos da inteligência
artificial, provavelmente será a automação de muitas tarefas com foco na
administração que atualmente cabem aos gerentes de projeto, incluindo a alocação
de recursos, o balanceamento de projetos, e as atualizações de cronograma e do
orçamento, dentre outras. Mas não é só isso!
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Data Analytics é um
processo que é feito por meio de softwares especializados e envolve examinar
dados para tirar conclusões úteis para os negócios.
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A gestão de riscos também é algo a ser
considerado. É muito comum que uma equipe de projeto desenvolva um registro de
risco usando várias entradas no início de um projeto e atualize esse registro à
medida que toma conhecimento de novos riscos por meio de conversas com as partes
interessadas, observações do trabalho em andamento ou de atrasos no cronograma com
base nos impactos na dependência de uma atividade. Isso é comumente usado, mas
tem lá suas imperfeições. Geralmente, o registro de riscos é criado por uma
equipe com experiência em suas organizações na liderança de projetos
semelhantes, de modo que eles (e elas) têm a tendência em usar os riscos
inerentes e conhecidos, deixando assim esse registro de risco estagnado, não
sendo capaz de capturar novas ameaças ou novas oportunidades ainda não
experimentadas.
Mas, e se uma máquina inteligente
pudesse sintetizar dois anos de riscos e registros de problemas para atribuir
uma classificação de índice de risco com base em algoritmos sofisticados,
aproveitando assim os dados históricos para prever o futuro sucesso ou fracasso
de um projeto? E se este robô pudesse avaliar o desempenho de sistemas
dependentes para identificar riscos de fim de vida para um projeto ou
vulnerabilidades de segurança para o produto que está sendo desenvolvido? Com
a introdução da IA, as organizações terão a oportunidade de desfrutar de uma
economia significativa de tempo, dinheiro e recursos. É evidente que isso
afetará o trabalho dos gerentes de projeto.
A elaboração de estimativas é outro
ponto relevante. Muitos gerentes de projeto aproveitam informações históricas
de negócios para fazer estimativas de duração, de custos e de andamento de um
projeto. Muitas vezes, uma estimativa é feita por um gerente funcional (também
chamado de gerente de linha), que decide por um valor menor do que o mais
correto se estiver com pressa para que um projeto possa ser acelerado (para que
um recurso de sua área alocado no projeto seja logo liberado e volte ao
trabalho normal do dia a dia), ou é feita por um membro de equipe (alguém que
vai executar a atividade) que decide fornecer uma estimativa mais conservadora,
com uma “gordura” (para que ele tenha mais tempo disponível para executar a
atividade com menos pressão) que acaba inflando valores de custo ou de tempo.
E se um robô pudesse coletar três anos
de informações históricas da organização do projeto, alavancando as taxas de
produtividade, taxas de desgaste, tempo de férias, dentre outros elementos,
para chegar a uma estimativa do projeto (de tempo, de custo e de andamento) que
poderia ser utilizada para prever as necessidades de investimento? E se, além
disso, fosse possível atribuir tarefas rotineiras do projeto a robôs e atribuir
as tarefas mais críticas e complexas aos membros humanos da equipe do projeto?
Tudo isso está se tornando cada vez mais próximo e perfeitamente possível.
Se por um lado a automação de atividades
executadas pelos gerentes de projeto é um fator de preocupação, por outro isso
permitirá, pelo menos em teoria, que os gerentes de projeto possam concentrar seus
esforços e energia na conclusão de outras tarefas – que talvez sejam tarefas que
tragam mais benefícios para suas organizações - permitindo que eles (e elas)
efetuem mudanças de maior envergadura e aumentem a probabilidade de alcançar os
objetivos estratégicos de cada projeto.
Os profissionais de gerenciamento de
projetos não precisam, necessariamente, se tornar especialistas em IA ou em
“Data Analytics” a fim de se preparar para essas mudanças, mas devem buscar
entender os planos de sua organização no campo da Inteligência Artificial para
que possam antecipar mudanças em suas funções e no trabalho diário.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Abordagens Híbridas de Gerenciamento de Projetos como Tendência para 2021
Com as transformações que enfrentamos em
todos os setores de nossa vida, algumas tendências no gerenciamento de projetos
estão se consolidando.
Tais tendências são as seguintes: a
escolha de abordagens híbridas de gerenciamento de projetos, o impacto da
Inteligência Artificial e da “Data Analytics”, o gerenciamento de projetos como
agente de mudanças, uso cada vez maior de equipes remotas, maior ênfase nas
“soft skills” e maior proximidade entre projetos e estratégia.
Nesse post vamos abordar a tendência de
escolha de abordagens híbridas de gerenciamento de projetos.
De acordo com o artigo “3 Top Project Management Methodologies You Should Know” (3 Metodologias Top de Gerenciamento de Projetos que Você
Deveria Conhecer), publicado em março/2020 no website da Northeastern
University, “uma das maneiras mais eficazes dos gerentes de projeto abordarem
seu trabalho é por meio do uso de várias metodologias de gerenciamento de
projetos. O PMI define metodologia como um sistema de práticas, técnicas,
procedimentos e regras usadas por aqueles que trabalham em uma disciplina.
Especificamente em relação ao gerenciamento de projetos, as metodologias são
consideradas as ferramentas e técnicas, assim como os princípios, processos e
boas práticas que são usados para guiar um grupo através de um conjunto de
tarefas de forma eficiente. Há uma variedade de métodos que podem ser usados
para facilitar essa orientação por meio de projetos, cada um dos quais se
aplica melhor a um setor e escopo de trabalho específicos”.
Há alguns anos, os gerentes de projeto -
e até mesmo organizações inteiras - normalmente planejavam e executavam todos
os projetos de acordo com uma única metodologia de gerenciamento de projetos.
Embora a metodologia específica adotada possa ter variado entre os gerentes de
projeto ou organizações, a confiança em uma única estrutura de trabalho geralmente
era a norma a ser seguida. Entretanto, mais recentemente, os gerentes de
projeto e as organizações para as quais esses gerentes trabalham tornaram-se
cada vez mais adaptáveis em suas abordagens. Alguns até mesclaram diferentes
metodologias em abordagens híbridas que acabaram se tornando exclusivas para as
necessidades de um projeto ou setor específico. A crescente adoção de
metodologias alternativas de gerenciamento de projetos, como o Kanban e o
Scrum, contribuíram para essa mudança, juntamente com a mudança dos valores
corporativos que permitem maior flexibilidade.
57% dos entrevistados usam uma combinação de metodologias para manter seus projetos no caminho certo (Dados da Pesquisa 2017 State of Project Management Report - LiquidPlanner).
Em suma, de anos recentes para cá, um número crescente de empresas está adotando metodologias híbridas. De acordo com a pesquisa 2017 State of Project Management in Manufacturing Report, da LiquidPlanner, mais da metade das empresas pesquisadas usa uma combinação de diferentes metodologias. A mesma pesquisa indica que aqueles que usam uma combinação também tendem a ser os mais satisfeitos com suas práticas de gerenciamento de projetos.
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61% dos profissionais estão
utilizando em seus projetos uma mistura de métodos tradicionais e ágeis.
(Fonte: Artificial Intelligence impact in Project Management, PwC,
October/2020).
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A abordagem de gestão de projetos DAD (Disciplined Agile Delivery – de
Entrega Ágil Disciplinada), lançada em 2009, adota práticas e estratégias de
diversos métodos. Embora o nome seja ágil disciplinada, essa é uma abordagem
híbrida, por seguir o argumento que diz que a riqueza de práticas, técnicas e
estratégias é uma das grandes vantagens do desenvolvimento de software ágil e
enxuto.
Assim sendo, é possível
escolher, por exemplo, entre o Scrum, o XP, o Kanban, o SAFe, o DevOps, o Lean
Software Development, além de métodos tradicionais de desenvolvimento de
software, como pode ser visto na figura do kit de ferramentas (“toll kit”) do
DA (Disclined Agile ou Ágil Disciplinado).
Em 2019 o DAD foi comprado pela PMI
(Project Managment Institute). A versão do Disciplined Agile 5.x. foi liberada
pelo PMI em maio/2020 no livro chamado “Choose Your WoW” (um manual do DAD para
otimizar o seu jeito de trabalhar - Disciplined Agile Delivery Handbook for
Optimizing Your Way of Working - WoW).
Embora essa seja uma tendência, isso não
significa que as organizações irão fazer essa mudança facilmente. Ainda que
exista o entendimento que a agilidade/flexibilidade é vital nos projetos de
transformação digital, conforme citado no artigo “5 Emerging Project Management Trends Of 2020” (5 Tendências
Emergentes do Gerenciamento de projetos de 2020), de Ben Aston, a cultura
adversa à mudança é um dos principais fatores que faz com que muitas empresas
evitem fazer essa mudança.
Pelo que temos visto até aqui, embora
haja vantagens em se especializar em uma única estrutura de trabalho, aqueles
que esperam continuar evoluindo no campo do gerenciamento de projetos devem se
familiarizar com todas as principais metodologias que possam encontrar e isso
reforça a tendência de escolha cada vez maior de abordagens híbridas.








