quarta-feira, 11 de agosto de 2021

HUMOR DE AGÔSTO

 













domingo, 1 de agosto de 2021

Fazendo Estimativas com Planning Poker

 

O Planning Poker é uma técnica usada pelas equipes ágeis para fazer estimativas. A meta é obter o consenso.



O primeiro ponto aqui é que o projeto é executado em iterações ou ciclos. Apenas para exemplificar, podemos dizer que no Scrum essas iterações são chamadas de sprints. Dessa forma, para criar um plano para cada iteração é necessário saber o que precisa ser feito (que são as atividades ou tarefas), quanto tempo cada atividade vai demorar (que é a duração de cada atividade) e as atividades que serão feitas em primeiro lugar e as que serão feitas depois destas, e assim por diante (que define as prioridades).

Quando falamos em termos do que precisa ser feito, estamos falando dos requisitos de cada atividade. Também é importante fazer comparações para saber o quanto uma atividade é maior (leva mais tempo para ser feita/é mais complexa/custa mais caro) ou menor (leva menos tempo pra ser feita/é menos complexa/custa mais barato) que outra. Além disso, precisamos saber o que precisa ser feito que é mais importante para o negócio (se estamos em um projeto interno) ou para o cliente ou o negócio desse cliente (se estamos executando um projeto para outra empresa que nos contratou). Essa última parte relacionada as prioridades parte do princípio que os donos do negócio sabem, melhor do que ninguém, que inclui também a equipe que executa o projeto, o que é mais importante e prioritário para o seu negócio, independentemente de existirem ou não dependências.

Este é um bom momento para revisar a questão das dependências entre atividades ou tarefas. Vamos considerar, em primeiro lugar, um projeto de desenvolvimento de software, com partes que podem ser experimentadas e utilizadas pelos usuários. Alguns dessas partes são, por exemplo: (i)pagamento por Pix, (ii)seleção de produtos em ordem crescente de preços, (iii)opção para que o cliente desista do serviço, (iv)criação de playlist, e assim por diante. Cada um dos exemplos anteriores será criado através de códigos escritos por um programador (também chamado de desenvolvedor) em uma determinada linguagem de programação e podem ser produtos mínimos viáveis. Quem define o que deve ser feito em primeiro lugar, ou seja, quem define as prioridades é o dono do negócio. Nesse caso, não há dependências obrigatórias que amarrem a ordem das prioridades.

Agora, vamos pensar em projetos que não sejam construídos com partes de software e ver como as dependências funcionam. Vamos imaginar um prédio de apartamentos, um avião de transporte de passageiros ou um carro de passeio. Os três exemplos citados só ficam prontos quando tudo está pronto. Não se pode fazer o telhado em primeiro lugar, antes do alicerce e das paredes. No caso do avião de passageiros, primeiro se monta a fuselagem, dividida em grandes seções, ai vem as asas, depois o trem de pouso, as turbinas, e por aí vai até a pintura da aeronave. Para o carro de passeio também há passos muito bem definidos que incluem diferentes áreas como, por exemplo, motor, transmissão, suspensão, dinâmica veicular, carroceria e freios. Um prédio de apartamentos, um avião de passageiros e um carro de passeio são projetos que têm dependências obrigatórias. Isso quer dizer que não se pode escolher o que é feito em primeiro lugar e o que vem a seguir. Estes são exemplos muito diferentes dos projetos de desenvolvimento de software. Nesses projetos, com duração de 2 anos ou mais e envolvendo equipes com mais de 1000 profissionais, entre pessoal da empresa executora e terceiros, não existe o chamado produto mínimo viável, como nos projetos de software. O prédio de apartamentos, o avião de passageiros e o carro de passeio só são viáveis para serem usados quando estão totalmente prontos. Dito isso, vamos voltar as estimativas com a técnica Planning Poker, usadas nos projetos ágeis, que envolvem equipes pequenas e são executados em rodadas ou iterações.

O Planning Poker é colaborativo e são justamente os membros da equipe do projeto que fazem as estimativas. Para facilitar o entendimento dessa técnica, vamos imaginar uma equipe com 4 membros que precisa fazer estimativas para planejar uma iteração. Cada membro da equipe, no papel de pessoa que faz uma estimativa, pega um conjunto de cartas impressas com os números 0, ½, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 20, 40, 100 e, opcionalmente, uma carta onde o sinal de interrogação (?) está impresso, para indicar casos em que a pessoa que faz a estimativa simplesmente não tem ideia do valor a ser estimado.

Notar que os valores acima formam uma sequência de Fibonacci modificada.

O Planning Poker funciona com os seguintes passos:

1)- O processo se inicia focalizando uma determinada atividade ou tarefa.

2)- Os membros da equipe devem fazer uma discussão sobre a atividade em foco, até que se tenha clareza sobre o que é a atividade que se deve estimar.

3)-  Cada membro da equipe que está fazendo estimativas seleciona uma carta com o número que representa o tamanho da atividade. Uma vez que todos tenham feito suas escolhas, as cartas são apresentadas ao mesmo tempo. Isso evita que a estimativa de uma pessoa influencie a estimativa de outra.

4)- Se não houver um consenso, as pessoas que escolheram as cartas com pontuação mais alta e mais baixa serão perguntadas sobre suas escolhas. Isso adicionará novas percepções sobre a atividade focalizada.

5)- Levando em conta as novas percepções apresentadas, todos fazem uma nova estimativa.

6)- O processo se repete até a obtenção de consenso.

7)- Uma vez obtido o consenso, a pontuação estimada para a atividade ou tarefa é registrada.

Aqui vale mencionar uma unidade arbitrária chamada Story Point. O Story Point é, provavelmente, a unidade de estimativa mais utilizada entre as equipes ágeis atualmente. O nome é derivado da forma como se expressam requisitos de uma tarefa, na forma de User Story (Estória do Usuário).

A pergunta então é a seguinte: Quantos Story Points tem essa User Story?

Um Story Point é uma estimativa relativa ao "tamanho" da atividade que pode ser comparada com outra atividade no projeto. Portanto, espera-se que uma estória de 8 pontos demore quatro vezes mais tempo que uma estória de 2 pontos.

Em uma análise grosseira, pode-se dizer que um Story Point é uma unidade de medida que expressa a estimativa do esforço necessário para implementar uma atividade ou tarefa. Todavia, além da quantidade de esforço devem ser também considerados mais dois aspectos: a complexidade para desenvolver a atividade e o risco para desenvolver essa atividade.

Do ponto de vista prático, os pontos atribuídos para cada atividade são usados para estimar o custo e a duração dessas atividades. Cada equipe ágil pode definir o tamanho de um Story Point em termos de horas ou dias. Isso também leva em consideração a quantidade de recursos (pessoas, chamadas de programadores ou desenvolvedores) previstos para trabalhar na atividade. Por exemplo, para a empresa XYZ, com custo hora do desenvolvedor em $100, uma tarefa estimada para ser concluída (desenvolvimento e testes) com 3 desenvolvedores em uma hora, pode receber a pontuação de 3. Em outras palavras, a pontuação diz que a tarefa levará 1 hora para ser concluída e custará $300.

Para uma mesma tarefa, a pontuação dos Story Points pode ser diferente de empresa para empresa, bem como de equipe para equipe. Em outras palavras, um Story Point é único para a equipe e não pode ser comparado com o Story Point de outra equipe. As equipes podem ser diferentes por diversos fatores como, por exemplo, quantidade de membros, grau de especialização, tipos de competências e experiência, que faz com que diferentes equipes trabalhem em diferentes velocidades. Como a velocidade das equipes é diferente, o tempo para conclusão de atividades poderá ser também diferente.

Algumas equipes adotam a regra de dividir em tarefas menores uma atividade que é estimada com pontuação maior ou igual a 13. A ideia aqui é reduzir o risco quando se lida com tarefas grandes e, geralmente, mais complexas, que são mais difíceis de estimar.

Como o Planning Poker é colaborativo e permite a participação de todos os membros da equipe que executarão a atividade, esta técnica funciona como ferramenta de integração da equipe, uma vez que todos podem contribuir e se comprometer com o plano que está sendo elaborado. Além disso, com a experiência de realizar sucessivas estimativas feitas para várias iterações do projeto (fazer a estimativa, verificar se foi correta e corrigir, se necessário, para melhorar a próxima iteração), o Planning Poker auxilia no planejamento futuro, melhorando a precisão das estimativas.

Bem, é isso aí, até a próxima!

sexta-feira, 23 de julho de 2021

ORIENTAÇÃO DE TCC

 Sim,  orientação  de  TCC  em   gestão  de  projetos  é comigo mesmo!   Eu gostaria de ajudar você a vencer esse desafio.   

Sou professor de cursos MBA  e  conteudista  com   larga  experiência  na  elaboração  de  materiais  didáticos  e instrucionais, bem como artigos acadêmicos.  

Você  terá  as  vantagens  de  um  trabalho com qualidade técnica, sigilo, pontualidade e segurança.   

Entre em contato através do whatsapp 11 95617-0115.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

As Malditas Fake News e o Real Impacto da Desinformação



Esse é um assunto urgente e prioritário para todos nós que vivemos nesses tempos de pós-verdade. Recomendo assistir ao vídeo da “live” sobre as malditas fake news e o real impacto da desinformação, cujo link está em destaque no final desse post. Lá, você também vai encontrar um texto bastante interessante, com toques esclarecedores.

“A propagação de fake news é algo muito mais danoso do que imaginamos e atinge várias escalas; que vai do impacto da nossa saúde mental à fragilização da democracia. Até meados dos anos 90, a sociedade estava inserida em um contexto de trocas compartilhadas com memória coletiva comum, onde escutávamos as mesmas rádios, assistíamos às mesmas novelas e tínhamos acesso a repertórios muito parecidos”.

Tá tudo aqui. Leia o post e assista ao vídeo da “live” no site > Meiuca Org

Uma iniciativa Meiuca Org para fomentar o diálogo sobre assuntos urgentes da nossa sociedade.

https://precisamosfalar.meiuca.design/6-as-malditas-fake-news 

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Trabalhadores de Silício


As tecnologias de Inteligência Artificial e automação estão mudando rapidamente o local de trabalho, com a empresa de consultoria Gartner prevendo que até 2024 essas tecnologias serão capazes de assumir quase 69% da carga de trabalho atual de um gerente. Tecnologias emergentes como assistentes pessoais virtuais (VPAs – Virtual Personal Assistant), chatbots e automação de processos robóticos (RPA – Robotic Process Automation) estão “aliviando a carga” (ou melhor, tomando na mão grande o trabalho) de alguns gerentes ao automatizar muitas de suas tarefas administrativas, liberando-os para se concentrarem mais na estratégia e direção organizacional.  

Se isso acontecer (e tudo indica que vai), não será diferente do que aconteceu com outras funções que receberam “ajuda” da automação ao longo da história, e como resultado, empregos foram perdidos. O aumento da eficiência no trabalho gerencial, através da inclusão de ferramentas de IA e automação, cobrará o preço já tantas vezes cobrado de outras profissões.

Muitos apostam que essas mudanças acontecerão dentro dos próximos quatro anos. Mas o quanto a função de um gerente realmente mudará nos próximos anos dependerá do empregador e do setor da indústria em que este profissional trabalha.

The Open University =   https://www.open.ac.uk/

Jane Dickinson, líder de habilidades digitais na The Open University, espera que em 2024 a tecnologia esteja mais presente no dia de trabalho típico de um gerente do que atualmente.

A argumentação de professores e pesquisadores sobre a tecnologia mudando o papel dos gerentes traz exemplos bastante interessantes.

Por exemplo, vai passar o tempo da dependência dos gerentes em relação a certas habilidades digitais especializadas, oferecidas por um ou dois indivíduos (especialistas em tecnologia da organização). Em 2024 o conjunto típico de habilidades dos gerentes incorporará essas especialidades (argumento da evolução profissional).

O foco será incorporar e aplicar novas tecnologias e garantir que a força de trabalho tenha as habilidades necessárias para adotá-las com eficiência. Aqueles que não o fizerem correm o risco de ficar para trás nesta época de rápida mudança digital (argumento do medo com a ameaça de perda do emprego).

Information Services Group Inc  =   https://isg-one.com/

A principal mudança que os gerentes precisarão se acostumar, acrescenta William Harris, diretor do Information Services Group, é “não apenas ter humanos em suas equipes, mas também trabalhadores de silício”.

Trabalhadores de Silício

As empresas desejam que seus funcionários aceitem que as novíssimas tecnologias sejam incorporadas no dia-a-dia de trabalho das pessoas. As pessoas trabalhando juntas com, ou apoiadas por, robôs (máquinas inteligentes). Portanto, do ponto de vista do empregador (que deseja e trabalha para que isso aconteça), embora os robôs sejam feitos de partes de hardware e bits de software e, portanto, muitas vezes reivindicados pela TI como parte de suas atribuições, a questão central é que se um líder está usando trabalhadores digitais – trabalhadores de silício - como parte de sua equipe, eles são membros da equipe - e seus “outputs” (o que os robôs fazem, produzem e entregam na saída) é responsabilidade do líder. Esse líder é o gerente. Sim, as empresas estão apostando que seus gerentes, aqueles que têm a responsabilidade de liderar as equipes de trabalho, considerem um robô como um membro da equipe. Embora possa parecer que o trabalho dos gerentes permanecerá o mesmo ainda por muito tempo, as mudanças provocadas pelas novíssimas tecnologias estão relativamente próximas. Os gerentes devem se tornar mais experientes em tecnologia (bem mais conhecedores de tecnologia do que são atualmente) e aceitar a mudança fundamental de, ao invés de trabalhar do jeito antigo - com gente de carne e osso, apenas, incorporar o novo jeito de ser gerente, que é orquestrar uma força de trabalho híbrida.

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Para mais informações consulte:

https://www.itpro.co.uk/business-strategy/careers-training/355179/how-technology-is-changing-the-role-of-the-manager

https://www.itpro.co.uk/technology/artificial-intelligence-ai/34722/is-a-bot-your-next-employee

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É isso aí, até a próxima! 

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Fazendo Pausas para Ser Mais Produtivo

Você é do tipo de pessoa que procura eliminar todas as distrações para se concentrar no trabalho?

Você faz isso até terminar a tarefa que tem em mãos? E mesmo assim você nota que não é tão produtivo quanto poderia? Não, seus problemas não acabaram, mas você não está sozinho. Essa é a constatação de um estudo do Draugiem Group, que utilizou um aplicativo de computador para rastrear os hábitos de trabalho de funcionários de uma empresa. Embora não estivessem procurando por isso, os pesquisadores descobriram algo interessante: certos funcionários eram consistentemente mais produtivos do que seus colegas, e não eram eles que baixavam a cabeça e continuavam trabalhando até que a tarefa estivesse concluída. O que eles faziam eram pausas frequentes no trabalho. Especificamente, os pesquisadores descobriram que o ritmo de trabalho ideal era de 52 minutos seguidos de um intervalo de 17 minutos. Isso parece surpreendente, mas não é. A explicação dada pelos pesquisadores é a seguinte: o cérebro humano funciona naturalmente em surtos de alta atividade que duram cerca de uma hora, e então muda para baixa atividade por um tempo. Quando isso acontece, é hora de fazer uma pausa no trabalho. 

Os pesquisadores também descobriram que as pessoas que faziam pausas com mais frequência do que uma vez a cada hora eram menos produtivos do que aquelas que faziam apenas uma pausa. Entretanto, essas pessoas (que faziam mais pausas no intervalo de uma hora) eram mais produtivas do que aquelas que trabalhavam seguidamente, sem intervalos. Portando, a pesquisa indicou que fazer pausas – ao invés de trabalhar ininterruptamente - é importante e aumenta a produtividade. 

Os pesquisadores também encontraram evidências que a obtenção dos benefícios das pausas no trabalho está associada a capacidade do indivíduo se desconectar completamente do trabalho. Assim sendo, dar um passeio, ler algo não relacionado a tarefa, conversar com colegas sobre o jogo de futebol ou sobre outro assunto não relacionado ao trabalho, são formas sugeridas para se fazer uma pausa. Assim como se deve descansar durante as pausas no trabalho (intervalo de 17 minutos), deve-se realmente trabalhar de forma concentrada quando se estiver trabalhando (período de 52 minutos).

Para mais informações consulte:

BRADBERRY, T. There’s an optimal way to structure your day—and it’s not the 8-hour workday. Quartz, March 4, 2019. Disponível em: https://qz.com/work/1561830/why-the-eight-hour-workday-doesnt-work/ Acesso em: 02 junho 2021.

 

ZETLIN, M. Stop This One Bad Habit and You'll Increase Productivity 40 Percent. Inc., 2015. Disponível em: https://www.inc.com/minda-zetlin/stop-this-one-bad-habit-and-you-ll-increase-productivity-40-percent.html Acesso em: 02 junho 2021.

 

Para conhecer o Draugiem Group acesse > https://draugiemgroup.com/

 

É isso aí, até a próxima!

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domingo, 6 de junho de 2021

Orientação de TCC é Comigo Mesmo!

Olá pessoal, Obrigado por me acompanhar no blog. Vamos falar mais uma vez sobre orientação de TCC online!!!

Tenho trabalhado com estudantes de várias Instituições de Ensino como, por exemplo, FGV, USP/ESALQ/PECEGE, Centro Universitário SENAC, Kroton Educacional/Anhanguera, Estácio Pós-graduação MBA, Universidade de Uberaba, com excelentes resultados até o presente momento. Sim, me orgulho muito disso!

Evidentemente, meu trabalho não substitui o orientador(a) do aluno em sua faculdade, mas facilita o relacionamento do estudante com seu orientador(a) de forma mais produtiva, para elaboração da monografia ou do artigo científico.

A ideia na orientação é ajudar o aluno em cada passo do trabalho, desde a escolha do tema até o artigo final ficar pronto.

A orientação acontece por e-mail, mensagens de texto, chamadas de voz via whatsapp e, também, chamadas de voz via telefone celular (eu ligo para o aluno no dia e horário combinados). Eu também uso o Zoom e o Skype. 

Meu contato no whatsapp é 11 95617-0115. Me envie uma mensagem que eu ligo pra você! Mais uma vez agradeço por sua atenção.

Nos vemos em breve!